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de mel
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::the happiness i seek:: mariana d., 20, já teve dois blogs e muda de casa quando convem. às vezes fica com os olhos dessa cor quase amarela. odeia abelha mas gosta bastante de pinga com mel. mari_de_melARROBAyahoo.com.br La Vie En Rose Torre de Papel O Guarda Livros Sorvete de Casquinho O Mentiroso Mind the Gap Tingles and Everything Minhas Letras Observatório da Palavra Caixa de Pandora Nerdescolado A Star Is Born Suco arquivo novembro 2004 |
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O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia. (não é o meu preferido, mas é o preferido dele, e isso é uma homenagem. porque hoje, quando eu cheguei em jundiaí, o céu estava lindo: laranja, azul e com nuvens bem branquinhas, e eu lembrei dele duplamente - o céu e a aldeia) *** há muita metafísica em escolher o vestido da formatura. o preto, por exemplo, é bonito, mas é só um vestido preto. o vermelho, por outro lado, não é só um vestido vermelho, além de ser vermelho. está decidido: primeiro o preto, depois o vermelho. *** é antes do jornalismo que minh' alma é doente. *** eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado/para fora da possibilidade do soco. ou que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! *** (E por isso, porque pertence a menos gente, É mais livre e maior o rio da minha aldeia) sabe?!...
meu irmão anda reclamando de ter de estudar muito pra ter alguma chance na segunda fase da fuvest - uma vez que ele passou raspando na nota de corte. ah. falei pra ele: vem aqui fazer entrevistas sobre favela, samba, meio ambiente, tudo na mesma semana, escrever textos que serão (pouco) lidos por jornalistas. enquanto isso eu passo minhas tardes lendo clarice, pessoa, guimarães rosa pra você. estudo até química orgânica. geometria. termodinâmica. estudo mesmo. faço a prova. faço cursinho, presto letras, leio... chega, chega. (existe a opção de fazer letras, virar uma jornalista quase especialista em literatura brasileira e passar meus dias lendo livros - que são muito mais legais que jornal - e escrevendo resenhas e críticas e... ) sabe?!...
...hoje eu estou desmontante... (ainda bem que o brilho eterno não chega esse fim de semana na locadora) sabe?!...
atendendo a pedidos parte I: lembrei que preciso mudar algumas coisas do meu profile parte II: ontem eu conheci o ricardo azevedo, gente finíssima - e, antes que digam (mais uma vez) que eu me empolgo com tudo e com facilidade e por pouco tempo, quero avisar que ainda estou empolgada e que continuo achando o cara legal. e depois o dia demorava pra passar. tentei não cantar no trabalho, mas perceberam que eu estava feliz - insuportavelmente feliz, concluí. então finalmente chegaram as dezoito horas. bebemos cerveja, falamos mal, fomos tomar sorvete e muito prazer, praça do relógio, depois alguns instantes na feira do livro e chegou a hora de voltar pra casa. cantando cheek to cheek. depois festinha de aniversário, oi-champagne-parabéns-pizza, e estive indo (para designar ação demorada - entre entrar e sair do carro) pra casa. parte III: bem cedinho, exame médico no clube ohyes e piscina ohyes. tô até com marquinha de biquini, bêibes, e olhem que fiquei pouco no sol. amanhã tem mais, aguardem nosso bronzeado moreno jambo. nada melhor que sonequinha pós-piscina, almoço. agora, um pouco de fernando pessoa, depois a personagem de ficção, um pouco de sonho, banho e bridget jones. depois, ainda não sei. seeya. (parte IV extra bonus track: gabriela fróes, estou sabendo que a senhorita anda escondendo informações ditas confidenciais de um tal acontecimento que é supostamente uma surpresa. a conclusão do dia é que você é a oráculo, que sabe de tudo e nada diz. me aguarde, bêibe) sabe?!...
mari, a classificadora, diz: sem criar teorias nem dar nome às coisas: tenho gostado de só sentir sabe?!...
ohyes dia sem história pra contar não tem sido dia completo. hoje, mais risadas, mais armações e conluios e combinações. tudo muito ingênuo, preciso dizer. foi assim, eu estava feliz, fresca e primaveril com minha saia cor de rosa e minha sandália de courinho (segundo minha mãe, minha sandália equenta, bem pejorativo, se referindo à minha faculdade, que ela pensa ser "alternativa" porque não conhece a fflch) andando para o trabalho. depois de um lindo foxtrot, porque eu sou a rainha do foxtrot ( liguei algum tempo depois, não tinha sandalinha no bandejão. e eu fui pra entrevista de hoje com a presilha no pé. patético. depois fui até o cepe providenciar uma havaiana 36 branca. não tinha. isso mesmo. andei até lá, 35º, e não tinha havaiana. de volta pra praça do relógio, descobri uma loja de sapatos. ah. tinha havaiana. 37. laranja. é, laranja. brilhava aquilo e, meudeus, eu tava voltando pro trabalho de havaiana!!! se eu fosse meu chefe, vixe, que absurdo é esse, saia, regatinha, cabelo preso, havaiana??? tá pensando que tá na praia, bêibe. mas ninguém falou nada, porque eu sou da eca e a eca, ahá, é alternativa. claro que a havaiana fez bolhas no meio dos meus dedos. afinal, ninguém anda quilômetros de havaiana. sabe?!...
hoje corri pro ônibus dormi no banco tomei café três vezes pra conversar com meus amigos falei mal falei bem fui meiga apaixonada melada comprei livro dei livro de presente conversei no messenger bebi chá gelado levei cano passei vergonha fiz texto bonitinho comi tapioca dei risada bebi cerveja dei mais risada falei mais mal falei mais bem fui mais meiga apaixonada melada escrevi levemente alcoolizada conversei comi chocolate conversei com o aziz ab saber e com o pedro e com a lia e com a paula e com a veri e com o gui e com a nat e com o marco e com a cris e com o thiago e com o rodolfo usei teclado alemão com letras tremadas e eszet (não sei escrever isso) fiz títulos e corri pra pegar lanchonete aberta e não adiantou correr mas foi legal e pedi lanche do mac donalds pro hyvãm e como ele é o hyvãm* ele comprou lanches pra todo mundo e eu abracei e eu sorri e eu comi e eu contei histórias. *das definições, existem dois tipos opostos de homens: os bonzinhos fofos meigos, também conhecidos como hyvãm (na grafia preferida dos amigos da paula, que é a namorada do hyvãm), e os do mal, e não importa como esses são conhecidos. sabe?!...
quarta-feira feira de livros na usp. como não estava fazendo nada de manhã, fui lá passear. passear? como sou ingênua. claro que ia gastar dinheiro. cheguei e achei 3 fantásticos sobre teoria da literatura, não resisti. levemente culpada por ter gastado o dinheiro do jantar e do ônibus, prometi me conter. mas aí lembrei que o tadeu queria um livro do paulo leminski e não estava encontrando em lugar nenhum e, poxa, eu tinha que achar um ali e dar de presente pra ele! andei a feira toda e já estava desistindo quando encontrei um livro com uma seleção das melhores poesias. ahá! não pensei duas vezes. livro do paulo leminski pro tadeu, com dedicatória e tudo. ele gostou, viu, gente. e me mandou um cartão lindo, com direito a fernando pessoa. tchu-ru-ru. *** no trabalho, dia de entrevista com um cara que já ganhou dois jabuti de melhor livro infantil. e lá fui eu procurá-lo pra falar de samba. combinamos na lanchonete da letras às 14 horas. cheguei às 13h55, pedi um chá e fiquei observando homens na faixa de 50 anos de idade que parecessem se chamar ricardo com sobrenome nórdico, escrever livro infantil e fazer doutorado sobre samba. chegavam homens mais velhos sozinhos e eu ficava observando o comportamento deles. claro que deixei meu bloquinho e meu gravador bem em cima da mesa e estava de óculos, para parecer mais jornalista. os que entravam com livro eu dispensava, tinham ido só pegar alguma coisa pra comer. a mesma coisa com os que não olhavam ao redor assim que entrassem na lanchonete. minha amostragem foi bastante reduzida, nos 40 minutos em que fiquei esperando o ricardo. perguntei pra cinco ou seis homens se eram eles que eu estava esperando, alguns riram, outros só se desculparam... e eu internamente pensando: eles devem achar que combinei blind date com um tal de ricardo. estava com vergonha, mas achei divertido. um carinha: você devia ter combinado um boné.... e o outro me fez rir mesmo: é aquelas coisas de internet? eu sabia, estavam pensando isso. depois de 40 minutos sem sinal de ricardo, vi uma atendente olhando pra mim com cara de pena. levantei e fui embora. é, levei um cano. mas foi divertido. ficar parada, esperando ser notada por alguém, observando e avaliando o que as pessoas faziam. foi legal. preconceitos absurdos, muito pré-julgamento... mas é assim que a gente caracteriza as pessoas. não é? foi legal. sabe?!...
...in hindsight... sabe?!...
*a sigh is just a sigh* sejamos realistas. 1. esse negócio não vai sair da minha boca nos próximos dias, não importa de quantos em quantos minutos eu retoque a pomada, nem qual das três pomadas eu passe primeiro ou mais. 2. a minha matéria não está boa. gastei fernando pessoa, guimarães rosa, chico buarque, entre outros, e supervalorizei as fotinhos médias do bandejão. (como disse o guilherme, adoro seus arroubos de racionalidade, no momento em que eu constatei as fotos são uma bosta, depois de um tempo em silêncio esperando repercutir a poesia do trecho que eu tinha citado do meu texto) 3. eu tenho acordado na segunda pensando na próxima sexta. isso não é angustiante, apesar de parecer. só que tudo vira detalhe, e eu não quero isso. 4. tenho tentado parecer transparente pra quase todo mundo. 5. não pergunto para meus amigos como eles estão porque tenho medo. e aí eu me configuro como uma péssima amiga. 6. meu nariz está descascando, e eu passei sim protetor antes de sair correndo por aí. 7. tpm passa. sabe?!...
...é só mais uma tpm... eu estou bem, eu estou bem. tinha concluído ontem à tarde que é possível vencer os hormônios e ser feliz durante uma tpm. concluí ontem à noite que a tpm espera um intervalo da felicidade pra surgir com toda força. vontade de querer estar sozinha, se é pra estar sozinha. mas eu não quero, e isso é ruim. vontade de arrancar com a unha esse inchaço na minha boca. de dizer palavras doces. de escrever coisas bonitas. de chorar no banho. vontade de ter vontade de coisas possíveis, como um cachorro quente no cepe ou um café na lanchonete da eca ou ter aula. ah, não, aula não é possível. nem ler, nem dormir, nem abraçar, nem café junto nem... *suspiro* chega, tô ficando melada. passa logo. sabe?!...
they can't take that away from me meninos e meninas, eu estou apaixonada. (barulho de bomba) muita hora nessa calma, eu explico. não é paixão de menino-menina, não, que a essa parece que tenho de resistir mais um pouco. é coisa boba de ficar olhando com boca semi aberta para uma pessoinha que passa. e não deixar que ela perceba. é ler sobre ela e sorrir. é ter raiva do irmão dela porque ele é babaca. é ter ciúme de quem é amigo dela. é achar que ela é a moça mais bonita do mundo. é não ter coragem de dizer duas palavras, com medo de parecer boba. é torcer pra encontrar sem querer. é tentar descobrir onde ela mora, só por descobrir. comentar quando ela passa. olhar para o prédio em que ela trabalha pra tentar vislumbrar um pedacinho dela. achar lindas aquelas roupas. lembrar de cada detalhe da primeira e única conversa que tivemos, há mais de um ano. lembrar de quando ela elogiou minhas meias coloridas. e a gente conversou sobre freud. é ter medo de ser amiga dela, e não querer ser amiga dela, para não descobrir defeitos. é platônico. é natália o nome dela. e ela não lê esse blog. sabe?!...
sono, cólica, desânimo, todos os pensamentos mais pessimistas do mundo e um negócio na minha boca que não se parece com herpes mas é feio. então um bilhete com duas previsões diferentes de vidas daqui a cinco anos. um amigo imitando um colega viciado em cocaína (nas nossas hipóteses sobre a esquisitice dele). especulações sobre rótulos poéticos para vinhos do caxambu. comentários do bridget jones. tudo isso durante um seminário em que um dos moços do grupo fechou os olhos e dormiu na apresentação. ah. a professora também dormiu. ***é, é um caos. mas eu adoro meus amigos. sim, a faculdade é picareta e é só um prédio dentro da usp. mas é muito divertido*** sabe?!...
Maracujá ou Paixão Virou na esquina das damas da noite, que perfume, que perfume. Os muros altos das casas: amarelo, verde, cinza, azul. No fim, onde o vento encanava, folhas de palmeiras dedilhavam I'm in heaven. (vai virar um conto quando eu quiser explicar mais) sabe?!...
sobre homens e mulher - adendo os feios que me perdoem mas óculos é fundamental (outro padrão, descobri) sabe?!...
gentes e bichos ou amigos pessoas são complicadas. isoladamente são complicadas; quando se misturam é um caos. ter amigos é bom, muito bom. mas ter amigos é também complicado. ou melhor, é um caos, complicado é não ter amigos. eu aprendi na minha escola a não ter problemas: quando eles surgiam, eu eliminava a causa e deixava que o problema desaparecesse com o tempo. sim, infelizmente eu aprendi bem isso - porque era boa aluna, vocês sabem. e não consigo me livrar desse simplismo castrador. com amigos não se pode eliminar a causa, que é eliminar o próprio amigo. e claro que, se é amigo, ninguém quer eliminar. instala-se o caos. no fundo são sempre as mesmas questões que nunca se resolvem (é óbvio, porque a causa não foi eliminada e o amigo não mudou - pessoas não mudam, vocês sabem, né?). nunca se resolvem. como se muda uma educação de não sei quanto tempo que me diz: esqueça isso e continue sua vida??? não, eu não sou assim. ou melhor, eu sou assim, mas não quero ser. sabe?!...
(porque estou repetindo o post com outros argumentos) ![]() sabe?!...
sobre a festa anos 80 no cambridge hotel (porque espera-se que eu conte algo) foi bem legal. sabe?!...
...e eu achei no fundo da gaveta da minha mãe um brinco dourado horrível horrível horrível que vai ficar ÓTEMO na minha fantasia "mari 80s". fiquei sabendo que vai ter foto. se eu estiver meio sem noção, coloco alguma aqui - e quero dizer que vou estar um chuchu perto do moço de jaqueta curta com buttons, calça justinha e all star laranja, além da camiseta onde está escrito "mamãe"... sabe?!...
sabe querer gritar uma música quando ela toca e sair pulando pelo quarto? sabe suportar horas chatíssimas pensando em outras que vão ser muito melhores? sabe sorrir, sorrir e não ter o que dizer? sabe todas as palavras que encaixam sem esforço? sabe ficar sozinho na maior paz do mundo? sabe pensar que não pode ser essa sua vida de verdade e, no entanto, é? (e agora dá licença que são dez da manhã e tem um sol lindo lá fora. e eu tenho empolgação suficiente pra correr muitos quilômetros e suar muito) sabe?!...
sobre homens e mulher e eu descobri um padrão nos homens que me atraem. sério. eu sou muito previsível. um físico e um de personalidade. não, não personalidade. só uma característica abstrata. palpites?... (não tem nada a ver com dar seta, quero deixar claro) sabe?!...
sobre homens e mulheres eu gosto quando ela abre a porta do carro pra ele ou quando segura a porta pra ele passar. quando ele cozinha. quando ela ajoelha e pede ele em casamento. quando ele levanta à noite para dar mamadeira ao bebê que chora. quando ela dá flores. quando ele chega antes em casa e se arruma para esperar ela. quando ela dirige. quando ele vai ao supermercado. quando ela põe ele nos seios e acarinha os cabelos dele. quando ele leva as crianças pra escola. quando ela paga a conta. quando ele ajuda a vestir o casaco dela. eu odeio a palavra cavalheirismo. eu gosto da palavra gentileza sabe?!...
...na marquise encontrou um banco mais distante. fechou os olhos, bebeu do cappuccino. a chuva forte, manteria os livros secos se os apertasse bem contra o seio. outros dois goles. o copo era de plástico e a cidade, trocada. o senhor ao seu lado lia uma bíblia. suspiro. quando abriu os olhos, pensou ter visto uma sombra ou um vulto, mal teve tempo de sorrir. cappuccino... (porque dias de chuva pedem um pouco de melancolia, mesmo que inventada) sabe?!...
metamorfose ambulante o jornal do campus fez uma entrevista com o professor da eca bernardo kucinski. brilhante, dizem. eu li e não gostei, acho que ele fala sobre todos os assuntos possíveis como se fosse algum deus do conhecimento. e, por mais olimpiano (para usar a expressão tão adorada) entre jornalistas que ele seja, ele não é um deus do conhecimento, me desculpem. idolatria tem objeto específico, que é a clarice porque ela está morta e não pode mais cometer erros que me desapontem. nem ficar brava por ser ídolo. então disseram: o kucinski tem a personalidade muito forte, tem uma opinião firme e dificilmente muda de idéia. por onde ele passa, ou amam ou odeiam. ele é da imprensa alternativa, com opinião, e os veículos por que ele passou fecharam, quando não aceitaram mudanças dele. pois bem. eu virei para o lado e comentei: burrice. (pensando bem americanizada BULLSHIT) por que todo mundo tem mania de achar que é bom ser cabeça dura? por que acham lindo quem se quebra inteiro tentando ter a mesma razão sempre? por que tem gente tão egocêntrica que acha que a sua opinião é a verdade e não aceita interferência nenhuma? (e isso está virando um post de auto ajuda) *suspiro* a convivência está cada vez mais difícil com os senhorzinhos donos da verdade. sabe?!...
Gêneros e Conceitos Jornalísticos: Crônica Nasci chorando, quero morrer estrela E quando eu morrer, ninguém seria informado. Ficaria avisado só meu companheiro ¿ marido, namorado, enfermeiro ou cachorro ¿ de que eu quereria ser enterrada ou queimada dez ou quinze dias depois do último suspiro. A logística disso pouco me interessa, se precisaria de formol ou geladeira para não cheirar mal ou ficar desfigurada. Faria questão de ser desaparecida por um período. No enterro só estariam presentes aqueles que sentiriam minha falta. Os mais íntimos entrariam necessariamente em contato no máximo dez dias depois do meu sumiço; telefonariam para casa e meu companheiro daria a notícia. Ficariam tristes por não terem sido avisados, além de a boa nova não ser tão boa assim. (Fica aqui o alarme, espero que precoce demais) Aqueles desaparecidos de mim ressurgiriam mais cedo ou mais tarde, em 16 dias ou 16 meses, e o aperto na boca do estômago: eu teria sido enterrada e eles não teriam dito o último adeus. A culpa os corroeria para sempre ¿ em cada novo enterro lembrariam do meu que para eles nunca existiu. O jogador Serginho, que era doente e morreu trabalhando, foi ovacionado por sabe-se lá quantos: teve mensagem no placar do estádio, corpo acompanhado pela multidão, um site na Internet dedicou espaço a mensagens de adeus ao jogador ¿ o coitado deve ter ficado horas checando e-mails sempre com o mesmo conteúdo: vai com Deus, que Ele te acompanhe, valeu Serginho, tudo atrasando o desfrute do paraíso. Um herói; afinal, um jogador de futebol. Já Fernando Sabino, morto aos 80 anos pouco tempo antes, foi conduzido ao descanso eterno ao som de jazz, poucos bons amigos sofrendo deveras, uma vida com livros. E eu só desejaria essa morte com essa vida: livros, amigos, música. Essa morte, vocês sabem, é só daqueles Sabinos. Porque essa vida é só de Sabinos. E quando eu morrer, todo mundo vai ser informado, que eu quero minha hora de estrela. sabe?!...
acontece que eu chego às sete e vinte, tropeçando nos meus próprios pés de tanto sono. e preciso do caminho mais curto até a lanchonete para o suco de laranja que tem e tornado mania. hoje o andar térreo do prédio principal da eca tinha a porta de um dos lados trancada, e eu tive de dar toda a volta ao invés de simplesmente atravessar o prédio. um moço com crachá me explicou (levemente indignado ¿ no mínimo confuso): é ordem da diretoria, a porta só vai ficar aberta das 8h às 18 horas. agora é assim, a porta tem horário de funcionamento. e a lia tinha dito que são as medidas de segurança de nosso digníssimo diretor, que, para a alegria de todos os sonados ecanos, sai em janeiro. sabe?!...
oversleeping eu sou tão cansada que, se não fosse a iluminação dos postes, acharia que estava indo para a faculdade quando acordei no meio da avenida jundiaí. é, tinha passado feio do ponto. dia ou noite, tanto faz, o sono dura sempre. e olha só meu raciocínio. eu passo duas horas no ônibus todo dia, sempre dormindo. se tem gente que vive bem dormindo só cinco, eu posso dormir só três na minha cama e as outras duas no ônibus. e me sobram dezenove horas pra ler, estudar, ouvir música, assistir aula, trabalhar, conversar no messenger, tomar café e por aí vai. não é uma boa?... *** e é o fim dos comentários auto-promocionais. belezinha. agora só escreve quem realmente tem algo a dizer - a não ser eu, que escrevo sempre qualquer bobagem. ó, qualidade em vez de quantidade. aprendi muito isso. sabe?!...
terça pós-feriado. se estivesse sol, seria: esse dia lindo e eu aqui... como não pára de chover: ótimo dia pra ficar abraçado, debaixo de edredons, vendo nada na tv, e eu aqui... vamos lá, vamos lá. (e hoje saímos finalmente da lista, eu e meus amigos. depois tem post disso) sabe?!...
let the music play porque eu ganhei um cd muito bom. e o meu fim de semana/feriado foi também muito bom. e eu dirigi ouvindo paper bag pela primeira vez. cantando/gritando. e essa semana é curta, ainda bem. sabe?!...
eu adoro me queimar ou ah, o ócio... domingo à tarde + preguiça de fazer tudo + soninho + webcam + amigos loucos + cazuza + perspectivas de balada = mari trash 80's (e eu não mostro as fotos inteiras pra ninguém, nem que me peçam de joelhos. só a babi, consultora de moda, pode) sabe?!...
mais messenger mari e babi soltando pérolas no meio da semana passada: babi: você não quer que venha de cavalo branco e tudo, né? mari: não, prefiro dirigindo e dando seta!! adoro queimar nossos filmes. sabe?!...
nem tudo que acontece vem pro blog. sabe?!...
sabe?!...
momentos nossa!nossa!nossa! (com direito a bracinho agitando, sorriso enorme, olhos brilhando) porque eu adoro ter vinte anos e eu adoro o calor e eu adoro meus amigos e eu adoro música e eu adoro dançar e eu adoro baladinhas e eu adoro álcool e eu adoro estar sossegada e eu adoro beijar e eu adoro descansar e eu adoro fim de semana e eu adoro fazer planos de curtíssimo prazo e eu adoro olhos muito maquiados e eu adoro expectativas e eu adoro dormir fora de casa e eu adoro são paulo e eu adoro... (e a palavra "adoro" é muito esquisita) sabe?!...
(temático) eu prometi que hoje vou ter bom humor. vou dormir até mais tarde e depois ler e gravar um cd e ver um filme e sair. (meu texto não sai bom porque não é isso que eu quero escrever. eu não me concentro porque não é para isso que eu quero me concentrar. as esperanças já acabaram e nem felicidade postergada mais existe: eu desisti. não do jornalismo, que eu sou orgulhosa demais pra aceitar uma segunda derrota no mesmo campo. eu só desisti. mas o fim de semana tá aí e, hm...) sabe?!...
sabe?!...
tem coisa melhor que chorar no banho? miserable é uma palavra que sempre provoca pena em mim. pena de mim mesma. é mais fácil chorar assim, fingindo ser vítima. Cruzo os braços sobre a mesa, ponho a cabeça sobre os braços, É preciso querer chorar, mas não sei ir buscar as lágrimas... Por mais que me esforce por ter uma grande pena de mim, não choro, Tenho a alma rachada sob o indicador curvo que lhe toca... Que há de ser de mim? Que há de ser de mim? e a água já limpa tudo e só dá vontade de dormir depois. não, dormir não, internet. e depois de perder uma hora na internet, é preciso dormir. e acordar cedo. e no outro dia faz sol e tem vento na cara e só ficam as lembranças boas dos últimos dias. sorrindo de novo. sabe?!...
mary, eu sou infeliz... freddy, eu sou infeliz... era bastante simples escolher: analisava com certa frieza os prós e os contras e optava pelo mais vantajoso. o mais vantajoso costumava ser aquilo que traria menos dor. a dor, no entanto, nunca era grande se a escolha fosse errada. sem previsões para o futuro, o futuro a gente acontece. nada poderia ser grave demais, imutável demais, tão fixo a ponto de ser chamado de destino. *** no primeiro ano do curso de jornalismo, os alunos se divertem brincando de fazer jornal. lêem assustados os textos mais complexos que já apareceram nos seus 18 anos de vida. discutem ética e posturas, acreditam em mudanças, ignoram todos os pesares - que são muitos - da profissão. no segundo ano do curso de jornalismo, os alunos sabem que pouco pode ser feito e que lead é obrigatório. sabem que os pesares da profissão tornam uma vida (que é única, vale lembrar) insuportável. sabem oud deveriam saber. os que descobrem de repente levam um susto. os que sempre souberam se sentem cada dia mais fracos. o terceiro ano do curso de jornalismo não deve ser desperdiçado com jornalismo. *** não me amole com esse papo de emprego *** quase 80% dos jornalistas têm estresse. 25% dos jornalistas têm estresse patológico. quase todos são solteiros; os que casaram não têm tempo para a família. as principais reclamações são falta de tempo para ler, para namorar e para descansar, salários muito baixos, assédio moral. na lista dos profissionais mais estressados, jornalistas ocupam a 5ª colocação. todos se sentem subutilizados. a maioria não tem mais que 40 anos - por volta dessa iadde, procuram outra profissão, porque não agüentam o ritmo. jornalistas não se consideram bem sucedidos nem na profissão, nem na vida pessoal. em 2002, mais de 70 pessoas concorreram a uma vaga do curso de jornalismo, período matutino, na eca-usp. *** quem gosta de escrever deve saber que em jornalismo não se escreve: repete-se. quem acha que pode fazer qualqquer diferença deve saber que pouca coisa é novidade. quem lê jornal todo dia e acha isso importante deve saber que pouca coisa relevante acontece de um dia para outro e as palavras do jornal ocupam um espaço que, se ficar em branco, angustia (quem acha importante ler jornal todo dia tem medo de saber que sabe cada vez menos sabendo cada vez mais). quem acha as colunas do jornal de tamanho razoável deve saber que tal diagramação é apreciada por aqueles que não apreciam leitura concentrada. quem quer fazer jornalismo como graduação precisa saber que, não importa a faculdade, o curso é vazio e aprende-se nada - "atrofia" é um bom termo. *** isto posto... eu renuncio ao segundo lugar conquistado com noites mal dormidas e dores de estômago. renuncio à brilhante carreira de divulgadora científica que eu poderia construir. renuncio à vaidade de ver meu nome encabeçando um texto em milhares de exemplares. renuncio ao olhar de admiração dos que cumprimentam jornalistas. renuncio ao estágio que eu consegui sem grandes dificuldades. renuncio ao meu salário que compra livros, cerveja, prazer. renuncio à paz que é aceitar o que vier. renuncio ao silêncio que evita discussão. renuncio à calma inventada para sufocar desejos maiores. renuncio ao autocontrole e escolho a angústia, a luta, a lágrima, a indefinição, a fraqueza, a dor. escolho saúde mental, estômago que não dói, boca sem feridas, sexo, sono, sonho, cerveja, música, livros, reflexão, discussão, arte, amor, comida. quando eu conseguir isso. se eu conseguir isso. - em estudo do prof. josé heloani, constatou-se que jornalistas suportam a profissão porque imaginam uma felicidade postergada. eu sempre acho que mais pra frente vai ser melhor. sempre. - sabe?!...
e eu assisti à demonstração, morrendo de sono. corri na chuva pra chegar a tempo de fazer a matéria. fiz a matéria. fiquei até mais tarde porque meu chefe disse que ela ia hoje. mas eu não apurei direito, faltaram informações e eu descobri que ainda tenho o dia de amanhã pra fazer. dez minutos depois de o meu ônibus passar. e ele só passa de novo às onze da noite. *suspiro* eu quase não estou cansada, mesmo. (quando eu começar a chorar, não me peguem no colo. me mandem à merda e me xinguem por ainda fingir que quero jornalismo) o que eu vou fazer até às onze?... nada. ou chorar. ou dormir. (porra, nem dá tempo de beber cerveja com a lia) sabe?!...
"Não dormi porque não tive coragem, por medo de sonhar com algo que não queria. (...) Acordada existe o controle dos sonhos. Dormindo eu posso ser enganada. Posso sonhar com o cara da padaria me carregando pra praça e me ensinando a dançar, com o livro que eu acabei de ler ontem de manhã mostrando coisas escritas que eu perdi, com a minha mãe presa em um quadro de Diego Rivera. Sonhando eu não tenho limites, posso até esquecer os detalhes" a gabi do tingles escreveu isso lá no blog dela. tava com a mesma música do aerosmith que eu na cabeça. tava nada. (mulheres no messenger e conluios femininos) sabe?!...
quotation "A word is dead/When it is said,/Some say./I say it just/Begins to live/that day" Dickinson "versão alegre" do pessimismo do marcelo, definição dele. para mim, versão erudita da minha pieguice sabe?!...
meus nicks no messenger nos últimos dias e-mari mari (hoje offline o dia todo) mari (versão fim de semana) *mari* (livre, leve e solta) mari (cama, livro e chocolate, por favor) mari - exhausted mari (eu quero mesmo literatura, jornalismo é biscate) mari - hoje estou piegas (com música do aerosmith na cabeça) sabe?!...
![]() sabe?!...
se a galera estivesse mesmo interessada em conhecer outros blogs, seria legal isso de estar na lista da semana. aviso: eu não entro no blog de ninguém que veio aqui só fazer propaganda. ainda mais se fizer a propaganda com erro de ortografia ou grafias internéticas. sabe?!...
sabe?!...
Tanto que, no domingo, comprou uma manteiga de cacau e desde então a protegia no bolso antes de sair. Não tinha elegância nem ocupava as mãos, além de cheirar amargo. Também não esquentava no frio. E a aplicação era um tanto vergonhosa ¿ há sete ou oito anos se conformara com não saber fazer bico, e não caía bem para um moço daquele tamanho arreganhar grande os lábios e passar o batom em cada rugosidade. (conto meu no Suco) sabe?!...
assunto do email: agradecimento produsp Prezada Senhora meu nome aqui Gostaríamos de agradecer a sua participação no 3º Prêmio PRODUSP para Comunicação Responsável. O evento tem grande importância no trabalho de conscientização da comunidade uspiana em relação ao uso abusivo de drogas e álcool dentro da Universidade, no incentivo do espírito criativo dos alunos e na descoberta de novos talentos em literatura. Esperamos que este concurso tenha atingido seu objetivo de conscientização e estimulado a criatividade e abordagem sobre o tema de uma maneira original e prazerosa. Gostaríamos de contar com a sua presença nas próximas edições da premiação. Firmamo-nos novamente gratos e sempre à disposição, nome dos caras aqui Assessores de Relações Públicas. devo mandar um email-resposta?... sabe?!...
*mari (cama, livro e chocolate, por favor)* e Babi - " Dedilhar ao vento o silêncio que ficou..." conversando no messenger (sempre sai besteira) mari: babi, mãos no volante não são sexies? babi: ahn???? mari: sabe, mão no volante... homem dirigindo?... eu fiz uma teoria (que, para os leitores do blog, não interessa, chega de teorias de relacionamentos) babi ri da minha teoria. babi: mas é verdade, homens dirigindo são sexies. mari: e tb é legal quando a gente dirige e eles ficam do lado olhando. (fiz outra teoria que não vem ao caso). eu adoro dirigir. babi: eu tb! mari: mas o mais sexy é homem que dirige bem. que troca a marcha e vc nem percebe... só vê a mão dele mexendo... e ele segura na direção bem descontraído... comandando mesmo, sabe???????? e quando dá seta, nooooooooooooooooooooooossa mari surta de dar risada, babi faz o mesmo. babi: por que você não cria uma comunidade no orkut? mari surta de rir: "eu adoro homens que dão seta"; "homens que dão seta são sexies". babi: eu vou à looooooooooooooooucura com homens q dão seta mari: sabe, só bate a mão e puffff, deu seta. controle total!!! mari surta de rir: eu vou ter q colocar isso no meu blog, babi babi: eu vou ter de editar essa palhaçada antes! mari: isso é queima filme total. babi: é mesmo. mari: mas é engraçado. babi: mas é queima filme. sabe?!...
a minha biblioteca em formação é a melhor biblioteca do mundo em porcentagem de livros bons sabe?!...
...estava feliz feliz, boba de rir sozinha dos pensamentos inventados. a felicidade era também inventada - ou antes, decidida. quis ficar feliz feliz feliz e entrou na livraria. ms não tinha cortázar nem tinha clarice. ficou conversando com o mocinho da livraria - não o alex da siciliano; o juliano da nobel - e lembrou de como literatura é bom (na verdade não tinha esquecido). juntou um kafka e dois saramago e nem percebeu quando o cartão fez barulhinho levando para o bolso da chefe de juliano o 1/3 de dinheiros que ela tinha no banco. saiu balançando a sacola e o rabo de cavalo, vento na cara... sabe?!...
Você suporta ser ídolo? Eu não suportaria. (Clarice entrevistando Vinícius) Então para ela me suportar, eu finjo que não é ídolo. Fingir é fácil, a gente olha de lado e ela nem percebe. (eu disse que era moça experta. sou esperta também) sabe?!...
"Devo tomar qualquer coisa ou suicidar-me? Não: vou existir. Arre! Vou existir. E-xis-tir... E - xis - tir..." (Bicarbonato de Soda, Alvinho) sabe?!...
fértil demais (sem gravidez psicológica, índigo) três sonhos essa noite. dois terríveis sanduichando um bonitinho. no sonho um, eu estava num carro com o ric e o marcelo andando em um túnel (no melhor estilo "eu, robô"). a estrada com aqueles trilhos, luz fria, tudo. então passava uma menina de rabo de cavalo e roupa cor de rosa correndo. correndo ao nosso lado. ela ultrapassava o carro correndo. depois de ver aquilo, eu comecei a entrar em desepero porque aquilo, claro, não era humano. fechei os olhos tentando apagar aquela cena estranhíssima, impossível. passavam mais alguns. um moço forte, musculoso, de regata também passou correndo, como se a gente não estivesse lá, a mais de 200km/h. daí passou uma mulher meio gorda que tinha uma perna só e corria mais rápido que nosso carro. esssa era negra e usava moletom. desespero total. comecei a surtar. quase desmaiei, estava zonza, queria vomitar. queria na verdade morrer naquele momento pra não viver o que viria depois. porque é óbvio que eles eram ETs!!!! (pausa: todo mundo aqui sabe da minha relação com ETs, né?) o marcelo disparava o alarme X que abria um acostamento na estrada e ia pra lá. ele e o ric me carregavam pra fora do carro. e eu gritava que não, a gente não podia ficar parado lá, eles viriam até nós, mas eles achavam que eu estava delirando e me tratavam como um louca. claro que eu não era louca, o sonho era meu e eram ETs. eles me tiravam do carro e falavam para eu ter calma, que não devia ser nada demais. mas eles sabiam que era muito estranho, eles também estavam assustados. não tanto quanto eu, claro. então... (juro que só de lembrar fico com medo) então uma senhora gorda com uma fantasia vagabunda de bruxa vinha em nossa direção - correndo muito, que fique claro. ou seja, ela era um deles. ela usava um nariz de borracha com verruga na ponta, maquiagem roxa, roupa da 25 de março justa demais. tinha uma varinha na mão. eu queria alguma coisa pra me matar aquela hora (no estilo daquelas cápsulas que os astronautas recebem para terem uma morte menos dolorida em caso de emergência). ela estava vindo na minha direção e o ric e o marcelo não faziam nada!!! daí ela perguntou o problema. nesse momento eu não enxergava mais nada, só uma fumaça branca (devia ser o estado pré-desmaio ou pré-morte), aquela velha que não era velha apontando a varinha na minha direção!!! e a varinha não era uma varinha!!! eu notei porque ela colocou bem perto dos meus olhos, era alguma coisa disfarçada... tinha um pano preto bem vagabundo em volta daquele bastão comprido.... e eu comecei a pensar em alemão. "Vater, siehst du nicht, dass sie keine Frau ist???" essa sou eu tentando dizer ao meu pai que ela é uma ET. então eu acordei e estava gritando "pai, pai". a liebe acordou e foi me lamber. o sonho dois foi com um mocinho, e no meio do sonho, o mocinho virava outro mocinho mas ainda era o mesmo mocinho. entenderam? foi um sonho romantiquinho, bonitinho, com abracinho, conversinha e beijinho. desses sonhos normaizinhos que me fariam acordar com quase bom humor não fosse o sonho três. esse foi ruim também, mas não tanto quanto o um. no sonho três, eu tinha virado vampira. é. e poucas pessoas sabiam. eu tentava disfarçar, e a pior parte é que eu não podia chorar, porque eu chorava sangue. eu estava super triste porque seria sacrificada em poucos dias pelas pessoas que me amavam e eu nem podia chorar, porque os outros iam perceber. estavam na parte do sacrifício minha prima e minha mãe, não sei quem mais. a gente tinha matado o drácula pouco tempo antes, mas eu era uma esperança de retorno dele - ele podia usar meu estado de vampira pra voltar e recuperar sua força. então eu teria de ser sacrificada. os métodos ainda estavam sendo discutidos. eles temiam que uma estaca me matasse completamente, em vez de só me fazer retornar ao estado de humana. então a alternativa parecia ser me dar um veneno que demoraria 88 horas pra fazer efeito. e eu teria de ser enrolada em faixas (no melhor estilo múmia) e trancada dentro de um caixão. o drácula reapareceu, num estilo holograma, tirando sarro da gente, falando que não daria certo... e daí me deram o negócio e me trancaram no caixão. (nessa parte do sonho, eu estava de observadora, não lembro da sensação de estar mumificada e presa num caixão). então eu via tudo dando errado, eu me revoltava e explodia o caixão, avançava nos outros com os meus dentes... mas era só um delírio, o conde drácula tentando me convencer, entendem? e eu tinha que ser forte contra essa pressão psicológica. e daí dava certo. explicações: eu consigo enxergar muitos muitos elementos de coisas que vivi nos últimos tempos nesses sonhos. querem saber? o carro com marcelo e ric, nem precisa explicar, aconteceu mesmo. o túnel do "eu, robô" é a cena que mais me marcou e ontem eu vi o livro "eu, robô" numa livraria e lembrei do filme. a menina de rabo de cavalo e blusa rosa sou eu no dia da reunião do reitor com o ministro chinês. essas pessoas velozes eu vi em algum lugar, mas não lembro onde. a mulher estava de bruxa numa clara referência à umbridge, do harry potter. falei alemão por causa da aula de sexta. o sonho dois, vixe, muitos muitos elementos do último ano. misturei o caminho que eu fazia do cepe pra fflch às quintas com o trabalho na agência, pessoas que eu só conheço do orkut, frases que eu ouvi nos últimos tempos, sentimentos dos últimos tempos, presente que eu comprei pra lia, horário do ônibus... os dentes de vampiro e a roupa de bruxa se explicam porque ontem eu entrei numa loja de armarinho pra comprar miçangas e a loja estava lotada de artigos de halloween. as faixas, idéia do meu irmão de ir no trote de múmia, ele queria ir até à farmácia de madrugada. trancar-se num caixão é kill bill II total. sabe?!...
eu vou ...deixar o messenger desligado amanhã no trabalho como meio de não me distrair e ser uma jornalista exemplar ...fazer o melhor texto que eu conseguir sobre melanoma e bronzeamento ...comer direitinho ...arrumar as roupas e os livros espalhados por todos os cantos do meu quarto ...comprar logo meu cortázar ...terminar os dois contos começados ...deixar de me boicotar ...parar de enganar só a mim mesma ...beber cerveja com meus amigos pra comemorar aniversário e primeiros salários ...dançar até os pés doerem ...cortar meu cabelo tudo isso essa semana. como vocês podem ver, estarei ocupadíssima. (a frase que pisca na barra é do álvaro de campos - alvinho, para os íntimos) sabe?!...
sabe?!...
ou eu adoro construir teorias ou teoria geral dos relacionamentos ou relacionamento: o paradigma (sem referências bibliográficas ou empíricas. se existirem, não serão citadas) existem aquelas pessoas beijáveis e as pessoas não beijáveis. o critério de separação pode ser físico (em casos muito extremos, e em outros também) ou de convivência. entre os não beijáveis, estão os amigo-mas-ele-é-só-amigo, os credo-pela-mor-de-deus, as mulher-e-nada-a-ver, os nossa-nunca-mesmo, os sem-sal, por aí vai. a categoria dos beijáveis se divide em muitas subcategorias (varia com o tempo e o humor, mas o grupo dos beijáveis costuma ser maior que o dos não-beijáveis. claro que essa análise não considera toda a indiferença em relação aos não beijáveis e a conseqüente invisibilidade erótico-romântica deles). existem os nossa-ele-é-demais, os ele-é-muito-fofo, as se-ela-soubesse-e-quisesse-eu-ficaria-em-dúvida (ficou em dúvida, é beijável), os por-que-não?, os se-eu-não-beijar-essa-pessoa-algum-dia-eu-não-vou-me-considerar-feliz, os olha-esse-cara, mais algumas subcategorias que não me vêm à cabeça, e, finalmente, os eu-ficaria-com-esse-beijo-pra-sempre. complexo, complexo. a divisão em subcategorias é muito subjetiva. a mais difícil de todas, porém, é a outra subdivisão: existem os beijáveis-por-uma-vez e os beijáveis-por-muito-tempo (os eu-ficaria-com-esse-beijo-pra-sempre estão alocados aqui, embora esse grupo não seja exclusivo deles). beijáveis-por-uma-vez são aqueles casos clássicos por que toda pessoa tem de passar durante a vida. por exemplo os se-eu-não-beijar-essa-pessoa-algum-dia-eu-não-vou-me-considerar-feliz (a complexidade já pode ser notada aqui: muitas vezes esses tipinhos são só o invólucro de um desejo particular do ego). as se-ela-soubesse-e-quisesse-eu-ficaria-em-dúvida são flutuantes, dependendo do gosto de quem prova. os por-que-não?, hm, complicado generalizar, mas eu arriscaria dizer que existe a tendência de que eles fiquem no grupo dos beijáveis-por-uma-vez. uma pena, eu sei. ele-é-muito-fofo é complicadíssimo. depende do gosto de quem prova, de novo. mas teorias paralelas a essa dizem que todo mundo gosta de um pouco de sofrimento (físico e/ou psicológico), e pessoas fofas não costumam fazer sofrer. os beijáveis-por-muito-tempo (muito tempo aqui entendido como quando pelo menos cogita-se o gerúndio para explicar o relacionamento - ficando, beijando, se encontrando etc. também presente do indicativo vale: a gente fica, a gente se beija, a gente se encontra) são poucos, são mesmo; é bastante difícil relevar defeitos dos outros. os nossa-ele-é-demais estão sem dúvida alguma nessa subcategoria. não que provoquem algum sentimento além do orgulho camuflado em ternura de beijar um nossa-ele-é-demais. isso não é grave, uma porcentagem elevada de relacionamentos se sustenta nisso. classificar um por-que-não? nessa subcategoria chega a ser covardia, a não ser que quem classifica também seja um por-que-não?. se não for, o por-que-não? pode pensar que é um nossa-ele-é-demais, ou, mais grave, um eu-ficaria-com-esse-beijo-pra-sempre. esses últimos (últimos nessa análisa resumida, porque os tipos são infindáveis) são raros, acontecem algumas poucas vezes. em casos de extrema felicidade, alinhamento dos astros, reza forte ou gravidez (antigamente), os dois se avaliam da mesma forma e passam a compartilhar suas vidas. o que diferencia um eu-ficaria-com-esse-beijo-pra-sempre dos outros (essa é a outra subdivisão, geralmente feita por quem já encontrou um eu-ficaria-com-esse-beijo-pra-sempre: os eu-ficaria-com-esse-beijo-pra-sempre e os outros) é a questão do orgulho do nossa-ele-é-demais somada à explosão dos se-eu-não-beijar-essa-pessoa-algum-dia-eu-não-vou-me-considerar-feliz. pode começar sendo um por-que-não?, mas acredito ser raro. observação importante: os outros só são classificados de outros quando já existe um eu-ficaria-com-esse-beijo-pra-sempre. nesse caso, o fator tempo é uma variável muito importante a ser considerada. sabe?!...
sempre que eu ler china (e isso acontece muitas vezes ao dia - agora, por exemplo, acabei de ler no ventre do calango de borracha que se hospeda no alto da torre do meu computador), vou pensar em um cara baixinho, de rosto redondo e dentes estragados. e vou ter certeza de estar pensando certo. essa sempre foi a imagem que eu tive, e hoje eu conheci o ministro da educação da china (ó, como eu sou importante... uh. muito). e ele é desse jeito, oh, yes. foi bastante educado... mas aqueles dentes me desconcentraram. quando eu superar o meu trauma de ter sido a única pessoa da sala (salão de atos do gabinete do reitor, que fique claro) de calça e jaqueta jeans, tênis branco e rabo de cavalo, eu conto mas detalhes. não me perdôo por acordar com sono demais pra pensar na roupa que ia vestir. nem escolhi minha calça verde-séria, sapato preto... por que eu não sou mais arrumadinha? (frase da minha mãe) o trauma não é por ter sido a única, exatamente. é que o ministro veio me perguntar se eu era aluna. e que fique claro que eu estava lá como profissional. e eu tenho cara de criança e voz de criança. affe, chineses não conhecem mesmo os modelitos de jornalistas brasileiros. francamente. (não superei, não superei. quando eu contar de um jeito mais engraçado, vocês vão perceber que já está tudo bem) fiz a matéria. tá lá. horrível, claro. texto jornalístico é horrível. e por falar em texto horrível, tenho que contar da premiação dos contos sobre (contra) o universo das drogas. foi ontem à noite. ó. vocês vão pensar que estou desdenhando porque não ganhei, mas não é verdade. uma moça leu os três finalistas e eu juro que me controlei pra não sair. eram muito ruins. mas eu quis ficar até o fim pra ver a cara de quem tinha escrito aquilo. e o tadeu: mas vc ficaria feliz se tivesse ganhado. pode ser. *** será que meu estômago está me digerindo porque nos dois últimos dias eu só comi um pouquinho de arroz e feijão, batata frita, uma esfiha e meio croissant? deve ser. é que eu tenho vontade de vomitar quando como. em excesso, isso é doença. vou ficar bem no fim de semana, deve ser cansaço. *** eu não nasci mesmo pra ser jornalista. e não vou dizer mais porque isso é sério. *** conclusão da semana: tem muita gente muito interessante por aí. e também não vou dizer mais porque não é sério, mas é legal. *** a primeira aula de alemão foi muito muito boa. o gui é muito inteligente e aprende muito rápido. a gente se divertiu um monte cantando musiquinhas e inventando mais piadas internas. mal posso esperar a próxima semana. *** ontem cheguei em casa e meu irmão tava me esperando pra fazer chapinha no cabelo dele. é. hoje tinha trote no colégio e ele queria ir de puta. isso mesmo. então eu fiz escova no cabelo dele (1h15), chapinha... e parecia estar arrumando o meu cabelo, porque ele é muito parecido comigo. o formato do rosto, o cabelo, tudo. surreal. e hoje acordei uma hora mais cedo pra embonecar o rapaz - pintar os olhos, a boca, ajeitar o cabelo, a meia arrastão, a saia... o outro irmão foi de morto. maquiagem branca, olho meio roxo, algodão no nariz. legal. *** fim de semana, oh yes. dessa vez, com cerveja, oh yes. e balada, oh yes. e música, oh yes. sabe?!...
hoje faz sol. (ainda é cedo e faz sol) só para registrar que o dia de ontem não existiu, foi uma dobra no tempo. (usei "dobra no tempo" por causa da imagem que isso me causa - é, lembrei de conjures up a image of, maldito luiz otávio que é bom demais -; eu não tive paciência de ler sobre isso ainda). não é possível que SÓ ontem foi dia chuvoso. enfim. depois de estar na mesma sala que nosso digníssimo reitor (uôu), eu falo do conto, da noite, do sono, de fazer chapinha no meu irmão usw. (usw é a nova mania do meu irmão; em vez de dizer "etc". é etc em alemão. ah! vou dar minha aula de alemão, com licença - e quem vier com piadinha de fräulein ganha uma caretinha com língua) sabe?!...
alguém arranca minha cabeça que eu não suporto mais meus pensamentos bridget jones (à noite) saia é legal, eu vou de saia. ah, mas o silas disse que calça é mais interessante, verdade, he's got a point. vou de calça, pronto. e aquela sandália que eu amo. e o sutiã. ah, mas daí não dá pra usar aquela blusa. ah, amanhã eu penso. (rolando na cama, 2h37) será que eu perdi hora? (acende a luz, 4h10) faltam duas horas ainda, que bom, vou dormir muito pra não ter olheiras. (abre os olhos, 6h06) isso não é chuva, né? não, é o fernando no banho. não me diga que é chuva. não, hoje não. puta merda. não pode ser. ah, ele abriu a torneira, deve ser isso. quando desligar, eu vou saber se é chuva. (trovão) putaquepariu, eu mereço, eu mereço. tanto dia pra chover e chove hoje, porra, porra. meu cabelo vai ficar um desastre. meu pé vai ficar molhado. carregar guarda-chuva, odeio a porra do guarda-chuva. (alguém abre a porta, 6h10) má, seisedez, levanta. meu, que porra de chuva é essa???? chuva, ué. eu tinha que acordar de mau humor bem hoje. é isso, é um sinal. a porra da chuva é a porra de um sinal de que nada vai dar certo. nada vai dar certo. o silas falou ontem que ia dar, sim. mas não vai. ele não sabia que ia chover. (no banho) e meu cabelo vai estar um desastre, ao meio dia ele já vai estar um desastre. ah, vou fazer chapinha, vou ter que fazer chapinha. que ridículo, vai ficar horrível, aquela coisa lambida. mas foda-se, melhor lambida que descabelada. e por que eu tô tão preocupada? por quê? nada vai dar certo, mesmo. olha a chuva. merda. merda. dois únicos dias no ano que eu peço que não chova, no meu aniversário, em fevereiro, e hoje, mas não, é pedir demais que faça uma porra dum sol. (escolhendo a blusa) eu vou com esse sutiã e pronto. acha-se uma blusa. ah, vai essa mesmo. nem sei por que eu tô me preocupando tanto. e, ó, já tô atrasada, fiquei três horas com aquela chapinha e vou perder o ônibus, é só o que me faltava. hm, será que o crush vai estar no ônibus? ah, besteira, grande coisa, também. vou de sandália. é, o pé seca mais rápido que meia enfiada no tênis. eu odeio meia molhada. (no ônibus) primeira parte do dia cumprida: cheguei quase seca no ônibus. o cabelo parece que ainda não está um desastre. o pé meio molhado, mas até chegar na usp seca, ô se seca. ainda mais esse ônibus que demora uma hora e meia pra chegar. com chuva, então... vixe. o crush sentou ali atrás, ele nunca vai sentar comigo, mas é aquela minha teoria, ele não senta aqui porque sou eu, não existe indiferença. ah, foda-se ele. cadê o saquinho pra colocar o guarda-chuva? depois que eu molhei o livro da biblioteca, nunca mais ando desprevenida. ainda mais com meu caderninho de cachorrinho aqui dentro. rá-rá. é isso, pensamento positivo. vai dar certo. eu cheguei quase seca. uma parte do dia por vez, não adianta se preocupar com o resto. as coisas acontecem ou não acontecem, não adianta sofrer por antecipação. não é? é. pensamento do dia: uma coisa por vez. tenho que fazer minha matéria, ser uma pessoa responsável no trabalho, assistir a entrega dos prêmios e, quem sabe beber cerveja. ou não. ah, nem quero cerveja, mesmo. chega, mariana, não pensa nisso. uma coisa por vez. (na faculdade, passada no espelho) nossa, que juba é essa??? a gente fica dez minutos exposto à umidade e toooooooooodo um trabalho de secador e chapinha resulta nisso. ninguém merece. respira, respira... sabe?!...
músicas de hoje de manhã: how can you mend this broken heart?... how can you stop the rain from falling down? how can you stop the sun from shining? what makes the world goes round? (na brilhante apresentação minha, do gui e da paulinha, no meio da sala dos computadores, com pessoas não-amigas observando. fazendo vozinha de bee gees) hora do almoço: And I don't care if you don't want me, I'm yours right now, You hear me, I put a spell on you, Because you're mine. (no maravilhoso mico de ser observada, com o guilherme, me debatendo no carro, como uma desesperada. ele batendo no volante, eu batucando com as unhas o desespero na lataria. dois caras do lado de fora achando que a gente tava ficando louco. acabou a música, o gui ligou o carro e continuamos o caminho. loucos) à noitinha: Stars shining bright above you, Night breezes seem to whisper "I love you", Birds singin' in the sycamore trees, Dream a little dream of me (na novela, mostrando o fim da tarde do rio de janeiro. eu tava deitada na cama, pensando em amanhã - meninos, amanhã eu vou ouvir contos -, tão cansada, depois de tomar banho) sabe?!...
rituais de dia de semana + dia das bruxas a gente vai pro bandejão antes das onze (onze é quando a gente tá atrasado). almoça. eu pego o guardanapo, porque ele sempre esquece. ele pega a laranja pra mim, e eu nunca como. a gente dá risada. daí a gente sobe no carro dele e sabe?!...
(eu adoro piadas internas) quero no escuro como um cego tatear estrelas distraídas sabe?!...
o mito é o nada que é tudo (explicação de piada interna) porque eu acompanhei passo a passo o fim da construção. porque eu passo todo dia ali em frente há um ano e meio. porque eu vi eles colocarem "precisa-se de arrumadeira, cozinheira, recepcionista, lavadeira" e irem preenchendo o quadro de funcionários com o tempo. porque tem o nome mais engraçado do mundo (eu falo mon, em francês, e cherry, em inglês, me recuso a aceitar o erro deles de não saber escrever mon chéri). porque eu vi uma faixa dizendo que eles têm cadeira erótica, e eu não faço idéia do que é uma cadeira erótica. porque eu nunca fui lá mas eu conheço duas pessoas que foram e aprovaram ($60 dinheiros). porque quando eu falei dele pela primeira vez para alguém (o gui), o gui comentou que também passa por lá e repara. porque a gente faz trocadilhos com o nome do lugar. porque eles também tem um spa, e eu fico imaginando o que é um spa de motel. porque eu nunca vi sequer um carro entrando ou saindo de lá. porque fica do lado da usp. porque a gente tá combinando de ir lá como parte de um ritual. porque qualquer conversa que esbarre no tema sexo termina no mon cherry. porque eles tem luzinhas apontando pras plantas na curvinha da entrada. porque eu fico olhando pra saída pra observar as expressões dos casais, e nunca consegui. porque é um motel. porque chama meu cereja. porque é engraçado quando ouvem a nossa conversa e a gente esquece que está berrando pra quem quiser ouvir que aquele lugar é demais. porque as pessoas têm mania de dizer "tanto motel na raposo, por que o mon cherry?". porque é o mon cherry. sabe?!...
*declaração número II* depois da babi, chegou a vez do gui. eu adoro passar os dias com ele. a gente sempre ri, repete nossas frases (é isso?!), ele fuma e tenta tirar a fumaça do meu rosto, a gente chora as pitangas, canta, ele me deixa dirigir o super-palio-weekend-roxo-oh-yes e ainda diz que eu dirijo bem, meu pai conta as piadas da família pra ele, a gente bebe, ouve música, tem sono juntos. a gente brinca na webcam fazendo caretas pro marquito (e mostrando tudo que tem no meu quarto), a babi faz a gente rir com as melhores frases de revolta (aquela "mari, eu sou um cretino" foi eleita a melhor do feriado - não vou reproduzir com fidelidade porque... melhor não). ele contou da estrada velha e da viagem pra praia, com todos os detalhes. eu contei do meu feriado também com todos os detalhes. a gente elaborou hipóteses lindas e fantasiosas pras nossas vidas, e depois montava a versão B, nada interessante. como a do troféu cl que eu receberia, e a versão pc do mesmo troféu (a saber, clarice lispector e paulo coelho). foi muito legal. sabe?!...
só pelo desafio. muita coisa na minha vida é só pelo desafio. sabe como chama isso? ego, ego, ego. sabe?!...
o cd começa com 21 things i want in a lover e termina com utopia. sintomático. isso é poesia, gente. Do you derive joy when someone else succeeds? Do you not play dirty when engaged in competition? Do you have a big intellectual capacity but know That it alone does not equate wisdom? Do you see everything as an illusion? But enjoy it even though you are not of it? Are you both masculine and feminine? politically aware? And don't believe in capital punishment? Do you derive joy from diving in and seeing that loving someone can actually feel like freedom? are you funny? la self-deprecating? like adventure? and have many formed opinions? Are you uninhibited in bed? more than three times a week? Up for being experimental? are you athletic? Are you thriving in a job that helps your brother? are you not addicted? ...curious and communicative... sabe?!...
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