| ............................. |
|
de mel
|
|
::para viver um grande amor:: mariana d., 20, já teve dois blogs e muda de casa quando convem. às vezes fica com os olhos dessa cor quase amarela. odeia abelha mas gosta bastante de pinga com mel. mari_de_melARROBAyahoo.com.br La Vie En Rose Torre de Papel O Guarda Livros Sorvete de Casquinho O Mentiroso Mind the Gap Tingles and Everything Minhas Letras Observatório da Palavra Caixa de Pandora Nerdescolado A Star Is Born Suco arquivo novembro 2004 dezembro 2004 |
|
...porque eu trabalho numa agência de notícias... sobre os elevadores: hoje eu subia pelo elevador social do prédio quando notei um cheiro estranho. o elevador é bastante velho, mas nunca tinha cheirado a nada, pelo menos não me lembrava de nenhum cheiro. e hoje, 30 de dezembro, calor e aquele elevador velho e cheirando a mofo me fizeram pensar em praia. prédio velho de praia, chão com areia e cheiro de mofo. e eu estava indo trabalhar - ou melhor, "trabalhar". quando eu cheguei na agência, a flávia comentou que tinham lavado o tapete que fica no chão do elevador - um tapetão enorme e pesado - e colocaram de volta meio úmido, daí o cheiro. e o tadeu disse que subiu pelo elevador privativo hoje. foi quando eu descobri que existe um elevador privativo aqui, porque esse prédio já foi a reitoria da universidade. e o júlio contou que o reitor fugiu por aquele elevador em 68, quando os estudantes invadiram o prédio. então eu fui almoçar - ou melhor, fui "almoçar" - pelo elevador privativo, me sentindo o lineu da novela. huahuahuahua. sobre o prédio: esse deve ser o maior prédio em que já entrei. porque ele parece um monstro, é relativamente baixo mas bastante largo e comprido. é um prédio estranho. por dentro, ele é mais estranho ainda. é bastante velho, e parece que querem mantê-lo com aparência de velho. as paredes são cor de creme, e os rodapés e batentes das portas são vinho. o chão é de pastilhas verde escuras - pastilhas bem gastas, velhas. existem inúmeras portas no corredor bastante estreito. os elevadores demoram séculos para chegar e partir, e a porta fecha depois de dois segundos de ter se aberto, provocando um certo pânico em quem está entrando ou saindo. as janelas são muito grandes, de vidro, sem cortina ou nada que faça o lugar parecer menos um aquário. no meu corredor, o banheiro masculino fica bem perto. o feminino, por outro lado, fica lá no fim do corredor, é preciso andar relativamente bastante. e um dia eu, que sou moderninha, vou entrar no masculino como ato de protesto. vou causar um escândalo nesse lugar jurássico. sabe?!...
...porque eu trabalho numa agência de notícias... trabalhar na semana entre natal e ano novo é ruim. pior que isso é ir até o local de trabalho e não ter o que fazer. e já é quinta-feira, ninguém trabalha amanhã. (hoje tem sol e eu podia estar no clube, sendo réptil na piscina. depois deitada de shorts e regata na rede, terminando o saramago e me derretendo com vinicius. muito bem acompanhada. bebendo suco de laranja. e depois a tarde tooooooda vendo televisão, ou filme, ou qualquer coisa. tirar fotos. dar risada. cantar. dormir abraçada. é, bem que eu podia.) sabe?!...
...porque eu trabalho numa agência de notícias... (e às vezes acredito em fantasmas) estou no computador que fica de costas para o resto da agência. e estou ouvindo barulhos. estalos, cadeiras se arrastando, papéis. hoje, quando cheguei, estava pensando que, se eu ainda fosse medrosa, não atravessaria todo o corredor andando calmamente. eu sairia correndo, porque é um pouco escuro, tem portas de todos os lados e eu ouço os meus passos calmos no chão empoeirado. vai ver o que tenho ouvido é a nossa coordenadora, o espírito dela, vigiando se eu estou fazendo alguma coisa além de conversar no messenger, escrever no blog e ler livros. não, não estou. sabe?!...
...porque eu trabalho numa agência de notícias... o elevador do prédio onde eu trabalho é velho, demora e nunca está num andar próximo, no sentido desejado. por isso eu desisti de usar o elevador, e subo sempre de escada - só dois andares, quase não fico ofegante. quando a preguiça é grande, subo de rampa, que cansa menos. demora um pouco mais, é verdade, mas cansa menos. eis que essa semana eu só tenho usado o elevador. e ele sempre está no andar em que eu estou. quando eu chego está paradinho no térreo, quando eu vou almoçar ele ainda está no meu segundo andar... maravilha. hãm? sabe?!...
...porque eu trabalho numa agência de notícias... não existem restaurantes abertos na usp. nem os da universidade (o tradicional bandex), nem os terceirizados. a alternativa para quem está aqui - se somassem todos, não passaríamos de 50, em todo o campus, tenho certeza - é ficar de pé ao lado de algum carrinho de cachorro-quente esperando sua vez de ser atendido. considerando que só dois ou três carrinhos vieram pra cá, e que demora um certo tempo pra colocar milho-ervilha-repolho-purê-salsicha-vinagrete-mostarda-catchup dentro de um pão, e ainda esquentar tudo na chapa, leva um certo tempo para se almoçar aqui, se é que se pode chamar isso de almoço. o repolho, aviso, é uma bomba, e o moço que coloca repolho está no lugar do famoso carrinho do hot dog do cepê, aproveitando a fama do outro, que faz um lanche gostosinho. quem tem carro tem a opção de se locomover até o mcdonald`s que fica no portão 3. ou pode ir muito mais longe, achar comida decente e almoçar com dignidade. mas é claro que quem tem carro não faria estágio pra ganhar 600 reais (não deve dar nem pra gasolina) e trabalhar entre natal e ano novo. (sim, eu estou revoltada) (e como eu sou uma menina mimada, que faz manha quando é contrariada, eu estou quase chorando e gritando e entrando em desespero. lembrei daquela cena do filme o pianista, em que o moço de nariz grande está numa cidade destruída, silenciosa, vazia... sem comida) sabe?!...
trabalho na non-semana na segunda-feira, eu conversei no messenger, demorei no almoço, brinquei de orkut, escrevi no blog e tentei fazer uma crônica. hoje a flávia não veio, e eu vou provavelmente fazer meu trabalho pra faculdade. amanhã, sabe-se lá. e na quinta, quem não vem é o tadeu. eu não queria estar aqui, não mesmo, eu tenho tanta tanta coisa pra fazer em jundiaí. eu poderia não vir amanhã, seguindo a lógica do 1-estagiário-fica-doente-por-dia. mas e a cara de pau? não. não. sabe?!...
eu e tom cruise cenas iniciais de vanilla sky: tom cruise saindo de casa e tudo vazio. nada de carros, pessoas, barulho. imaginem o que é meio dia de uma segunda-feira normal em são paulo, na usp. imaginem essa mesma situação na semana entre natal e ano novo. cenas iniciais de uma semana que promete ser longa: mariana descendo do ônibus e tudo vazio. nada de carros, pessoas, barulho. com special features: os seguranças do prédio em que eu trabalho estavam jogando futebol quando eu passei e desejei bom dia. sabe?!...
::natal:: champanhe, tender, foto!foto!foto!, risadas, amigo secreto, dormir no sofá, cachorros correndo pela casa, fila do banho, quem vai lavar a louça, feliz natal, celular. e moça boba que é moça boba mesmo* passa o dia de natal deitada no sofá, lendo livro e imaginando paisagens. depois tira o óculos (senão machuca), vira de lado e dorme um pouquinho, na tarde fresca, só pra ter sonhos bons. acorda, come doce, deita de novo e fica pensando. pensando. aí a tia pára do lado, tá pensando em quem?, dá risada e vai embora. lembrando. lembrando. marília fica a mais de quatro horas de viagem de jundiaí. *moça boba, aqui, não tem o mesmo sentido de moço bobo de uns posts abaixo. não mesmo. sabe?!...
em 2005, eu... (parte II) ...não vou conseguir me empolgar com jornalismo, por mais que eu tente. é fato. sabendo disso, vou procurar algum prazer profissional em outra área. (eu gosto de desafios, mas jornalismo não me empolga mais) sabe?!...
em 2005, eu... (parte I) ... não vou mais comer para ficar de pé; vou comer quando tiver vontade, o que eu quiser comer, devagar e aproveitando cada segundo do horário da refeição - o que possivelmente exclui mc donald's. (e viva a culinária) sabe?!...
(não posso evitar. a babi me mandou trechos da entrevista com a jk rowling, autora do harry potter. e eu escolhi esse: Why do you love him? Why do people love Snape? I do not understand this. Again, it's bad boy syndrome, isn't it? It's very depressing. [Laughter]. One of my best friends watched the film and she said, "You know who's really attractive?" I said, "Who?" She said, "Lucius Malfoy!" comprovando que moço bobo não tem vez. e que gostar de moço do mal, como foi dito ali em cima, é síndrome. e passa) sabe?!...
fim de ano, tempo de retrospectiva. né? só lembrando que fim de ano não é fim de nada - no máximo é troca de semestre. nada acaba, nada começa. mas tudo bem, entremos no clima. o ano da picaretagem, sem dúvida. greve, matérias totalmente picaretas, trabalhos postergados... em compensação, a primeira entrevista de emprego + o primeiro estágio + primeiro salário + primeira decepção com o trabalho. matérias saindo na internet, viagem para cobrir evento, matéria da parte de cultura (o susto é que adorei fazer), decisão de fazer letras. tenho escrito melhor que há um ano, o que é uma grande evolução. rompida a inércia, oscilei entre profunda quase-depressão e euforia. e de repente, no fim do ano, o moço-deusdocéu-ele-é-demais-que-pena-que-nunca-vai-olhar-pra-mim se transformou em namorado. ainda em casa, brigando pelo computador, ouvindo solos de guitarra barulhentos e raspando o carro de mamãe na garagem. destaque para os amigos de longe - rio e recife. também para os necessários todos os dias, com piadas internas, mensagens internéticas, cerveja, detalhes demais. bom ano. ouvi, no fim de 2001, que cada ano seria melhor que o anterior. olha só. sabe?!...
...eu não tenho o que escrever... (guardem esse dia) eu quis contar de estar feliz, de decepcionar pessoas, de ter expectativas, de querer tudo muito, de não achar palavra nenhuma. é isso, eu não tenho palavra nenhuma. sabe?!...
Não fosse o besouro, não teria conhecido Gabriela. Há alguns dias eu tinha decidido mexer com bicho, e sem querer o besouro me escapou da mão quando ela passou, direto pro pescoço dela. Lembro que ela levou um susto, e quando olhou na mão o que a tinha atingido, gritou e pulou agitando os dedos. Eu dei risada, naquela época eu ria das mulheres. Ela percebeu e achou que eu tinha feito de propósito. Menina de sete anos brava é uma formosura, ainda quer bater e espernear, não aprendeu que ficar quieta machuca mais. Eu pedi desculpas, ela saiu batendo o pé e acariciando a pele que nem machucada estava. eu quis alguma coisa leve e feliz. ainda não sei a continuação da historinha, decidam vocês sabe?!...
vontade absurda de chorar. eu nunca tive tanta tanta raiva de herpes. por quê??? por quê??? (se eu chorar no trabalho, vai ser muito feio?) sabe?!...
Hilda Furacão Eu gosto de pessoas fortes, não suporto saco de batatas. Estava agora mesmo assistindo dvds da Hilda Furacão, que a biblioteca da ECA tem ¿ muito bom, pena que não pode retirar e tem de assistir aos pouquinhos na cabine, com fone de ouvido. Tô pensando em pegar o livro pra ler nas ¿férias¿. Que mulher fantástica. Por mais burra e impulsiva que possa ser sido: fantástica. Orgulhosa. Cabeça dura. Adoro mulheres assim. Quando eu crescer, quero ser assim. Não puta, só fantástica como a Hilda Furacão. Sem falar que ela desvirtuou um padre. Isso eu preciso explicitar, que é ótemo. E não é loucura só minha não, quero deixar claro. Imaginem que na cabeça do padre existem deus e você, e ele escolhe você. Calculem o tamanho do ego de alguém que, sabendo que deus não existe, faz alguém que acredita muito em deus optar por você. Um a zero pra você, e contra o deus em que não-sei-quantos-porcento da humanidade acreditam. Tudo bem que aquele Rodrigo Santoro não é grande coisa, mas coloque-se no lugar da personagem da Lavínia Vlasak (tinha uma moça que trabalhava em casa que achava que eu era parecida com ela, ai de mim...) que conquista o Padre Pedro, aquele Homem com sotaque italiano. ... Lembrei de outra coisa, que é o kit Hunters. Um pouco queimação de filme contar isso, mas como é só brincadeira de amigas que precisam rir às vezes, eu conto. No começo da faculdade, formou-se o grupo Hunters, de moças solteiras. Muitas de nós não fazíamos parte do grupo, porque tínhamos namorados (cada uma tinha um só, viu). E o tempo foi passando, e membras se desemembraram, membras entraram no grupo... E em agosto desse ano, numa reunião extraordinária de membras novatas (eu e a Lia, solteiras, e a Renata, a muitos muitos muitos quilômetros de distância de seu Bruno), montamos o kit Hunters. A Paulinha e a Nat prestavam assessoria (elas não viraram casadas convencidas). O kit constituía de camisinha (sempre junto, para eventuais surpresas), amendoim, trevo de quatro folhas, arruda (para espantar o mau olhado das solteiras não-hunters), lingerie preta e algemas (para o caso de desnível de libido). E tinha a caixa preta, que deveria ser aberta caso tudo isso falhasse: chocolate (inspiradas em Britney Spears e na teoria estapafúrdia de que chocolate compensa de alguma maneira absurda a ausência de sexo). Faltava uma santa a quem dirigir as preces. Pensamos em Santa do Pau Oco, Madonna... Eu escolhi a Hilda Furacão. sabe?!...
ando com sérios problemas de sono. nada que se compare à paulinha, claro. o meu problema é ter sono demais e querer ficar muito acordada. por exemplo, o seminário que eu apresento em duas horas teve de ter sua preparação interrompida, essa madrugada, para que eu pudesse dormir duas horinhas. um absurdo, que pessoa de vinte anos não vira um noite com tranqüilidade?... eu. seria demais conseguir ficar a noite toda lendo, lendo...mas eu não passo das dez páginas, não tem como. (poxavida, até o maldito harry potter passa as noites lendo coisas. *hmpf* babi, me explica) eu juro que eu tento. é verdade que essa noite não tomei nem café nem guaraná, porque issos me deixam estranha o dia todo. mas... mas... eu vou ser pra sempre um saco de batatas, é isso. :P sabe?!...
*pergunta do dia: você é uma jornalista ou um saco de batatas?* *resposta do dia: saco de batatas!!! saco de batatas!!!* sabe?!...
todos os caminhos de repente, não mais que de repente, eu passei a adorar vinícius. agora eu conto: estou apaixonada. sabe?!...
em são paulo, chuva. na cidade universitária, poças. adivinhem a calça que decidi vestir hoje. e, com isso, calculem a distância máxima a que as pessoas podem chegar de mim sem levar patadas (molhadas). sabe?!...
"Quem poderia fotografar, registrar, tatear o instante em que algo se rompe entre duas pessoas? Quando aconteceu? De noite, enquanto dormíamos? No almoço, enquanto comíamos? [...] O que posso fazer agora? Que refletor devo acender para encontrar nessa escuridão, nessa trama, aquele momento único, aquele milésimo de segundo em que algo cessa entre duas pessoas?" Trecho do romance "Divórcio em Buda", do húngaro Sándor Márai. Tirado do blog do Guilherme. não, não é tristeza, não. é só um desânimo tão grande que deve ser a fome, ou ter dormido oito longas horas. ou querer demais, ou conseguir de menos, ou não saber dizer nem sentir certo. não chamem de tpm que dessa vez não é. é só a sensação eterna de ciclos e coisas se refazendo a cada momento, a cada palavra, a cada gesto. podem dizer que é instabilidade. insegurança. *** eu estou com saudade dos meus amigos, a paulinha, a babi, o gui, a lia, de quando a gente conversava sobre qualquer coisa e eu não era monotemática. e eu ainda ouvia o que as pessoas tinham pra dizer. não lembro mais o que é acordar feliz durante a semana, com expectativas para o dia, alguma aula boa ou até prova ou encontrar pessoas ou sei lá. e o celular era só um telefone, nada que me angustiasse. e ter obrigações, aula tal no horário tal, ao invés de chegar ou não chegar, às oito ou às nove e meia que tanto faz. eu não gosto de tanto faz. mari, a classificadora, está de volta. logo passa, eu espero. a incerteza e o só sentir podem ser confusos, causam insegurança, mas são mais livres. sabe?!...
todo mundo deveria poder fugir do trabalho no começo da tarde às vezes. e ir pra casa quando o sol ainda está muito forte. cochilar no ônibus. tomar banho de muitos minutos cantando, depois a roupa mais fresca pra dormir fazendo carinho no cachorro. e ir no cabelereiro ouvir nossa, mas olha esse corpinho, vai sair na playboy. não que seja o-sonho-da-minha-vida-toda sair na playboy, mas vocês entenderam a idéia. depois de olhos jadeados, ouvir de novo que linda. tem como ficar de mau humor? não, não tem. logo mais, pretinho básico para dançar valsa com os moços formandos da casa. nariz em pé, Meus Irmãos. e que ninguém me lembre dos solos de guitarra no último volume, computador até de madrugada quando eu quero dormir, encheção de saco... sabe?!...
what is happiness to you(, david)?* ou as pequenas coisas são as mais importantes* ganhar uma música de presente. não ter hora pra acordar. fazer o telefone de microfone e cantar stuck in a moment com o irmão tocando no violão, fazendo performances e dando olharzinhos. pular na cama de janela aberta. banho de banheira com música e velas, mesmo que só sonhado. comprar ticket do bandejão. fazer café. dançar. dormir, dormir, dormir. correr muito e de preferência atrás de alguém, depois ficar sem ar e rir muito. roupa dos anos 80 pra conhecer pessoas. filme. dirigir. tomar chuva. sorriso bem de perto só pra mim. mão no rosto. cabelo molhado. sorvete. ler. cair na cama e dormir. *eu assisti vanilla sky de novo. não é tão bom quanto eu me lembrava. mas tem momentos bons. (ps: de repente me pareceu que essa lista está concentrada demais. isso não é bom. comentário amargo no meio da madrugada, esperando) sabe?!...
rotinas (parte I) aqui na parte de comunicação, que compreende rádio, tv, jornal, portal, agência de notícias, existe uma funcionária que faz nosso café. talvez ela faça o do resto do prédio também, não sei. o que eu sei é que ela faz café às dez e às catorze horas, e sai distribuindo as garrafas térmicas. é todo o serviço dela, fazer o café. dona maria. a dona maria adora conversar. todo dia ela usa o telefone de onde eu trabalho pelo menos duas vezes. todo dia. ela entra, pega o telefone, disca e estica o fio até o lado de fora da sala, onde pode conversar com mais privacidade. então ela fala com a filha, a irmã, a vizinha, a neta, o médico, o cunhado, a amiga da sobrinha... por uns cinco minutos ou mais. outro dia tiveram de pedir pra ela pra usar o telefone. a teoria: a hora do cafezinho é a hora de botar os assuntos em dia. pra dona maria, toda hora é hora do cafezinho, ela só tem hora do cafezinho. por isso... sabe?!...
surtos no trabalho quando meu cotovelo direito deu outra pontada de dor, eu fiquei pensando em quais profissionais têm o mesmo problema de movimentos repetitivos causando dor. prostitutas, por exemplo. sabe?!...
eu odeio a árvore de natal que colocaram na entrada do departamento. ela apareceu semana passada, quando eu estava triste e cansada e com vontade de chorar. andava depressa e encontrei a árvore lá, parada, brilhante, verde, inútil. com caixinhas de presente embaixo. eu odeio tanto a árvore de natal porque ela me lembra que todo mundo do departamento é parado, e quase todo mundo, inútil. tem uns que brilham, também, mas nem por isso são menos parados. ela também me lembra dos malditos rituais (natal é um ritual) que nos forçam a reagir como se deve reagir em rituais: lembrar a data, comprar presentes no meio da multidão que também compra presentes, rezar (...me recuso há três natais...). espírito natalino é insuportável, todo mundo fica bonzinho e feliz e lindo e todos se amam. no dia 26 a cunhada acorda falando mal do namorado da afilhada, ao que a bisavó replica que seu sobrinho também não é lá grande coisa e por aí vai. e já é dezembro. eu nem tinha me lembrado de que já é dezembro. eu nem tinha pensado em presente, em viagem, em ano novo blablabla. sabe?!...
planos ideais para um dia futuro - eu e babi (pelo menos) começando às dez da manhã, harry potter e a pedra filosofal com suco de laranja, janela aberta, vento na cara, sem legenda, antecipando algumas falas, inglês britânico, reparando no snape. pausa para o almoço. um pouco de fofoquinhas e harry potter e a câmara secreta, sem legendas, antecipando falas, relembrando que o snape é o primeiro professor que aparece no filme dando bronca (ui, ui), coca cola e possivelmente pipoca lá pelas tantas (quando a gina some, por exemplo). lanche da tarde (que de tão entupidas de comida, ninguém vai jantar): lanche de metro. às sete começa harry potter e prisioneiro de azkaban,e desse eu não posso antecipar as falas, porque só vi uma vez (ops, vi duas, acabei de lembrar), mas posso rir do snape de vestido, da mione reparando no seu cabelo visto de costas. tudo isso derrubando o alface do lanche de metro, dando risada e imitando o sotaque britânico. (eu talvez tenha férias na semana do natal. se não tiver, só no fim de janeiro. mas aí é casamento da gabi e do ric e eu vou estar no rio. férias até o carnaval) sabe?!...
no more drama* tocando música feliz do lado de cá hoje faz muito sol, o que sempre é bom. e ontem eu assisti brilho eterno de uma mente sem lembrança. sabe aquela parte eu estou exatamente onde eu quero estar? é isso (não profissionalmente falando, mas essa questão é outra). e sabe aquela parte tudo bem? também é isso. muito isso. *suspiro* mais tarde tem piscina. depois um soninho, porque à noite tem jantar-balada-ohyes. (e eu não vou falar mais nada porque (1) eu não quero criar expectativas (por mais que digam que superá-las é bom), (2) a gabi pode me trair nos comentários e dizer mais do que deve e (3) o tejo é mais livre e maior assim) adendo: não é uma fase. é permanente. bêibes, é permanente, porque tudo bem. *no more drama é uma música que o luiz, nosso antigo-e-melhor-professor-de-inglês (que o digam a gabi, o ric, o marcelo, a marjorie, a bia...), mostrou pra gente certa vez. eu nem lembro de como ela é, sei que gostei do título e de ter quase dançado no meio da aula de inglês. sabe?!...
boletim extra às três da manhã (turbinado com uma caneca de café muito forte, possível causador de um surto de vômito daqui a algumas horas, e bisnaguinhas que deveriam eliminar o efeito causador de dor de estômago do café. não está funcionando) de manhã, eu fiquei puta e mandei um email pra algumas pessoas e quis chorar muito e desejei a morte de alguém. continuei desejando a morte durante a tarde e agora à noite eu só queria que ela explodisse e fosse viver em alguma comunidade alternativa longe de mim. à tarde eu tremi de raiva, fiquei vermelha, quis chorar e bater e estrangular e desaparecer do mundo. derrubei café no teclado, deixei algumas lagriminhas escorrerem discretamente, xinguei em emails enormes. à noite eu tive ânsia de vômito, antes do café. queria chorar e vomitar e sumir. então eu pensei que amanhã é sexta e guardei esse pensamento só pra mim, e fiquei com ele durante algumas horas. passou a raiva, a vontade de morte, a ânsia de vômito. e eu estou com muito sono, mas não se brinca com o meu orgulho assim, e hoje eu não vou dormir (e depois vou alardear isso por aí pra fazer um papelzinho de vítima, que eu me conheço). o pior de tudo é não medir as palavras. (vontade de rede e de abraço e de chorar um pouquinho e depois dormir) sabe?!...
...uma grande vontade de chorar porque nada é simples. eu tenho trezentas mil páginas pra ler - lendo pelo grupo todo, praticamente -, eu trabalho em fazer notas de assessoria de imprensa, eu não durmo, eu não gosto de jornalismo e eu não sei o que pode ser feito. vai passar, fiquem tranqüilos. só queria mesmo um abraço agora. mas vai passar. sabe?!...
(só para lembrar que amanhã é quinta-feira, um dia antes de sexta-feira, que já é considerada fim de semana) (e eu já estou no clima de fim de semana, ouvindo um cd muito bom e pulando na cama) sabe?!...
once upon a time*... a lia quis contar uma historinha. era assim: uma menina e sua irmã perdiam a mãe (comentário do guilherme: não guardou direito, perde). no velório (comentário da mari: aí, nééééé), a menina conhecia um carinha (comentário da mari: era namorado da mãe???) e eles saíam por um tempo. depois o cara sumia(mari dá uma risada de escárnio). o que a menina fez pra encontrar o cara? guilherme responde: matou a irmã, é evidente!!! mari responde: abriu a porta do quarto da irmã e encontrou o cara pelado na cama gabi responde: coloca anúncio no jornal, ué... paulinha: mas se ela saiu com o cara tanto tempo, não tem nem o telefone dele?... lia ri de todos e dá a "resposta": isso é um teste feito com presidiários para ver quem é psicopata. o guilherme, no caso, é. e começaram as explicações: o gui é psicopata, a mari é adúltera**, a gabi, hm, acredita em comunicação e a paulinha é uma romântica bobinha. a lia disse que deu uma resposta tão rodrigueana quanto a minha. eu adoro meus amigos. *"once upon a time"está aí em inglês porque é a frase que aparecia quando eu ligava o mega drive e ia jogar mickey - que tinha de salvar a minnie, muito lindinho e romântico. e eu sempre penso nisso quando alguém vai contar uma história. **eu e a lia decidimos que nossas respostas não revelam que somos adúlteras; somos ninfomaníacas. *hohoho* sabe?!...
|