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de mel
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::life goes easy on me most of the time:: mariana d., 21, já teve dois blogs e muda de casa quando convem. às vezes fica com os olhos dessa cor quase amarela. odeia abelha mas gosta bastante de pinga com mel. mari_de_melARROBAyahoo.com.br La Vie En Rose Torre de Papel O Guarda Livros Sorvete de Casquinho O Mentiroso Mind the Gap Tingles and Everything Minhas Letras Observatório da Palavra Caixa de Pandora Nerdescolado A Star Is Born Suco arquivo novembro 2004 dezembro 2004 janeiro 2005 |
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You've gotta try a little harder That simply wasn't good enough To make us proud sabe?!...
eu não tenho coragem foi a gabi que escreveu Acordou, tomou seu suco de uva correndo e saiu. Esqueceu os óculos, esqueceu o celular, esqueceu-se em casa. Chegou no trabalho sem entender a falta de ânimo, o medo de que o resto da sua vida fosse para sempre aquele apertar de parafusos, ou seja lá qual fosse a metáfora que melhor servisse. Pensou no quão ruim seria viver sem pensar, viver sem produzir. Ela queria arte, queria movimento. Vida. Olha para suas próprias mãos e vê seus dedos perdendo a cor. Com movimentos crescentes, em pouco tempo suas mãos já começam a desbotar. O sem-cor caminha para seus braços, ela sente a ponta do nariz perder a graça, a tinta do cabelo desaparecendo, as cores da blusa nova com estampa retrô indo pra um black&white moderninho. Pânico. Vê sua vida passar diante de seus olhos. É a morte, só pode ser a morte. A não ser que... Pega a bolsa preta e branca xadrez e sai correndo. Não olha pros chefes, não olha pros colegas de trabalho. É isso. Eu vou viver de escrever. Bate a porta e não volta nunca mais. sabe?!...
eu estou de mau humor. (à beira de um ataque, melhor dizer) segunda-feira não é legal. fica bem pior quando você vê um email do seu chefe - ele enviou na sexta à noite - pedindo pra você cobrir um evento com o ex-presidente da Colômbia, e você está em crise porque odeia jornalismo e acha tudo isso inútil. pra piorar, é em espanhol, e tudo que você sabe em espanhol são as letras da shakira que você consegue lembrar de quando gritava estoy aqui aos 13 anos de idade. e é sobre globalização na américa latina. quem se importa??????? indo para o trabalho, o ônibus fretado está lotado, porque, ó, ninguém sabia que muita gente iria no primeiro dia de aula do ano. puxavida, isso era tão inesperado. pelo menos sou mensalista e pude ir sentada. acho que minha cara de estou-puta-não-me-olhe-torto ajudou. chegando, semana dos bixos. música altíssima tocando, calor, cerveja, bixo paga breja. se eu queria ir? não, não mesmo. não me sinto mais parte dessa faculdade, acho que os bixos fizeram uma péssima escolha entrando aqui. é, estou no terceiro ano. ano passado, eu lembro, me diverti muito, bebi, cantei, dei risada, conversei com os bixos. eu era feliz ainda, naquela época, achava que o curso podia melhorar, que a profissão não era tão ruim, que eu tinha muitos amigos muito legais que gostavam muito de mim. desculpem, estou de mau humor. dos outros motivos não falo, quando é pesado demais a gente esconde. eu sou um saco de batatas em formato de rato, oin-oin-oin. e eu queria poder agir como tal. sabe?!...
duas coisas que eu odeio e uma que eu adoro - versão home alone (eu sou uma negação na cozinha, a não ser quando o objetivo é pegar chocolate e coca-cola) eu odeio chorar quando corto cebola - e não adianta me dizer pra molhar, lavar, fazer simpatia, que nada dá certo e eu sempre choro. eu odeio o cheiro de alho na minha mão - eu lavo, lavo, e não sai. eu adoro cheiro da cebola fritando no azeite, além de gostar do barulhinho. (espero que meu arroz fique comível) sabe?!...
mau humor how to: tenha uma noite péssima com direito a sonhos esquisitos e cachorro chorando ao lado da cama. acorde atrasado e saia correndo enquanto coloca o sapato para não perder o ônibus. pegue o ônibus em que as pessoas não têm sono e gritam e riem e gargalham e fofocam durante a viagem toda. não encontre um lugar decente para tomar um café da manhã minimamente decente. sue muito, porque a cidade em que você não mora, mas trabalha, é absurdamente quente. mais à noite, porém, você vai tomar chuva e passar frio, voltando no ônibus que coloca o ar condicionado no super-power-oh-yes-estou-na-menopausa. abrandamento do mau humor hoje é sexta-feira. sabe?!...
agência de notícias (contaminada pelo trabalho) amanhã faço a terceira entrevista da semana, no melhor ritmo "eu sou uma jornalista eficiente que não reflete sobre seu trabalho e acha que adora o que faz". *** comecei a ler trópico de câncer, do henry miller, e estou achando *** está chegando o fim de semana e eu estou insuportavelmente feliz por causa disso. *** não sei o que faltava, mas hoje dei o passo que eu ensaiava há algum tempo: liguei pra uma escola de música e marquei uma aula de violino. se tudo der muito certo, eu vou voltar a tocar e não vou ser uma frustrada musicalmente. *** fiquei treinando por umas quatro horas a música do closer no violão para uma mega-apresentação-serenata-eu-sou-romântica-oh-yes pro namorado e estou com os dedos doendo muito. eu assumo: não sei fazer pestana. o braço do violão é grosso demais. minhas unhas são compridas mesmo, e olha que estão curtas. desisti. deixo ele tocar e depois entro com o violino. :) sabe?!...
odeio rotina sem ter o que fazer no trabalho, fiquei resmungando no messenger. quando eu era criança e tinha aprendido inglês há pouco tempo, ficava cantando uma musiquinha com um timo inventado por mim que dizia "what can I do?" minha mãe odiava, eu ficava andando atrás dela e cantando. hehehehe. ela sempre me mandava arrumar o quarto, ler alguma coisa, sempre. mas eu já tinha feito isso, geralmente. hoje a gabi me mandou um texto que ela tinha de traduzir. era sobre kitesurf, hahahaha, mó legal. e eu, que não tinha mesmo o que fazer, fiquei traduzindo. nem demorou muito, era bem curto. queria destacar duas frases. uma delas, quando eu estava ficando irritada com essa linguagem cifrada e específica do surf: Jump into the wind a bit so you don¿t have full power in your sail, que ficou Entre no ar só um pouco para não pegar força total na vela. Horrível, eu sei. e a outra: Be comfortable sailing with no hands before trying in a jump, que ficou, quando lindamente traduzida, assim: Só tente o salto depois de se sentir seguro velejando sem as mãos. tenho futuro? sabe?!...
sobre a sede escolher jornalismo sempre significou, mesmo que inconscientemente, curiosidade. como não dá pra saber de tudo, pelo menos eu saberia de coisas diferentes todo dia. o ditado popular diz matar um leão por dia, e, apesar de odiar ditados populares, era isso que eu queria: obstáculos, desafios. ainda quero, não se enganem. mas isso não é jornalismo. pelo menos não o que eu conheci até agora, depois de dois anos de faculdade (que significa metade do curso) e seis meses de estágio. só encontrei facilidades, e as dores de cabeça e herpes e gastrites que eu tive foram por ser mais exigente comigo mesma do que era preciso - sempre ouvi de todos, incluindo professores, que não era preciso tanto. tanto nervosismo, tanta preocupação, tanta intensidade. e vou explicar por que eu gosto tanto da martha: ela falava grego pra mim nas aulas. ela preparava as aulas, exigia centenas de páginas de bibliografia por semana, sobre um assunto que eu nem imaginava o que era. a aula era de política comparada, professora martha arretche. eu não tinha idéia do que era cidadania, hoje posso fazer um belo texto sobre isso. faria, se eu quisesse, mas eu odeio política. posso dissertar também sobre os vários tipos de estados de bem estar social. adoro teorias. o que eu mais gostava da martha era que ela se esforçava para dar uma aula interessante, cheia de conteúdo, e eu aprendi bastante coisa, eu gostava de ler aqueles textos cheios de dados e cifras e porcentagens e teorias e tipos de políticas de aposentadoria nos vários países. eu odeio política, mas eu gosto muito de aprender. acho que posso dizer que como futura jornalista, sou uma boa aluna da fflch. eu quero muito coisas novas, preciso de novidades. jornalismo é fraquinho demais, e eu sou muito metida e presunçosa. sabe?!...
Não sei mais quantos dias faltam para eu deixar o estágio, parei de contar hoje. É que estou em casa, não fui trabalhar. Estou doente, parece que a dor de cabeça pode ser algum vírus que estava incubado, porque eu estou gripada, com dor de garganta, um pouco de febre... E dor de cabeça. Não passou ainda, sei lá. Tinha pensado em ler o Sagan, terminar o maldito livro, mas nem sei se vai dar. Logo invento um assunto bem humorado e coloco aqui. Quem lê isso deve pensar que estou triste, algo do tipo. Eu estou quase bem... Só com saudade. sabe?!...
(14 dias, quando eu terminar de trabalhar hoje) devo estar ficando louca. no ônibus começou minha dor de cabeça insuportável, achei que ia tombar pra um dos lados. cheguei na usp, muitas pessoas estranhas. um silêncio absurdo, simplesmente nenhum barulho. fui almoçar, mais silêncio, muito silêncio, e pessoas completamente estranhas. estava comendo e comecei a surtar, queria alguém conhecido, barulho... saí correndo de lá. no caminho para o trabalho, só gente estranha, me olhando de um jeito estranho (o mesmo jeito que eu olhava para elas). e o silêncio infernal. lembrei da cena inicial de vanilla sky, mas ainda não consegui acordar. (deve ser efeito dos remédios para gripe. e devo ter danificado meus ouvidos de tanto assoar o nariz) sabe?!...
"Eu não: quero é uma realidade inventada" sabe?!...
(15 - ainda) hoje estou emotiva. (a babi: "só hoje?". hmpf) deve ter começado com o sonho de hoje (vide post abaixo). e daí uma tristeza tão grande à tarde, que é ver triste quem só se quer fazer feliz. e o filme à noite, tão lindo, tão triste. quis chorar de repente, ainda quero. quem sabe mais tarde. e dormir abraçada, fazendo carinho, beijo bem leve e amor sussurrado. sim, estou emotiva. e o fim de semana acabou. sabe?!...
(15) acordei chorando porque eu estava com muita raiva. sonhava com alguns amigos de agora, outros de faz tempo e um professor x. saíamos de um castelo, eu começava a discutir porque não visitaríamos o outro, bem ao lado - o Neuschwanstein. então eu via um garoto pendurado em uma das árvores muuuito antigas, ele estava destruindo a árvore. e começava a brigar com ele, que devia ter uns 12 anos. o moleque, insolente, ficava me provocando e de repente eu virei uns tapas nele. depois soquinhos, chutes etc. voltei pro meu ônibus, muitos olhares de reprovação, o moleque com a cara inchada, acho que sangrava no supercílio. de repente entra o professor x no ônibus, bufando, muito nervoso, e começa um discursinho. fdp. falou, falou, me criticou ("a colega de vocês", esse é o jeito que ele fala, tava igualzinho no sonho), quando eu queria falar me cortava... então eu explodi. e comecei a criticar esse professor, o departamento (de jornalismo), a faculdade, a mentira que todos são, nossa, foi demais. foi quando eu acordei chorando. acordei e continuei chorando, repetindo tudo aquilo que eu tenho vontade de gritar na cara de todos, que tudo não passa mesmo de uma grande mentira, que todos fingem: uns que ensinam, outros que aprendem, e eu estou cansada de tudo. e, no meu sonho, eu mandava tudo à merda e desistia da faculdade (no fim do terceiro ano). daí eu continuei chorando e sonhando dessa vez acordada (leia manipulando situações imaginárias pra poder chorar mais ainda) e comecei a falar mal da criançadinha que era do grupo do moleque em que bati. adivinha se não, fiz com que eles estudassem no porto seguro e falei mais duas dúzias de bobagens que todo mundo ligado àquele colégio precisa ouvir. chorei, enxuguei o rosto e fui para o banheiro assoar o nariz. dia novo. sabe?!...
(17) parece que vai ter show da ceumar aqui em são paulo esse fim de semana. sabe?!...
(17) então eu fui no oftalmo e a minha dor de cabeça (quarto dia non stop) não tem nada a ver com meus óculos - o grau continua o mesmo, dois anos depois. levantamos hipóteses, quase nenhuma se manteve por mais que o tempo de pensar melhor. as possibilidades são: 1. vou ficar doente logo e o vírus está em período de incubação, daí as dores de cabeça; 2. de repente alguma coisa da pílula resolveu se manifestar só agora; 3. emocional. adivinhem o que é. rá. agora estou fazendo listinha mental de tudo que me incomoda. nossa, viu. vou precisar de papel, minha memória não é tão boa assim. e depois de sondar qual pode ser o problema, o que eu faço? o estranho é que ano passado eu tinha herpes, mas nada de dor de cabeça. será que é um upgrade?... (ah, acabo de me lembrar de que ontem eu avistei uma parte inchada no lábio e enchi de pomada, não é que hoje a herpes vai resolver aparecer?) *** decidi ouvir alanis, depois de algum tempo de abstinência. eu gosto mesmo, viu. so-called chaos tá sendo gritada na minha cabeça, junto com as dores. por que será? sabe?!...
noivinha (18 dias) eu não consigo parar de olhar pro meu porta-retrato. sabe?!...
contagem regressiva - 19 dias dizer que não vai renovar o contrato é mais ou menos o mesmo que pedir demissão. eu já tinha ouvido dizer que é libertador e, olha, vou contar pra vocês: já me sinto feliz por antecipação. começa hoje a contagem regressiva. o último dia vai ser sexta-feira, 11 de março. guardem essa data. cada vez que eu sair daqui, a partir de hoje, vai ser pensando um a menos. não que eu não tenha aprendido nada. muito pelo contrário. tive um chefe pela primeira vez, fiz várias entrevistas, matérias, algumas responsabilidades... e também aprendi que dinheiro nenhum vale um trabalho que não agrada. não, não é pesado, eu mal tenho o que fazer. ganho relativamente bem. as pessoas daqui são quase todas legais. ou seja, me senti inútil, checava a conta do banco para me convencer de que valia a pena, não suporto uma gente daqui. sexta-feira, 11 de março, guardem esse dia. sabe?!...
***é pique*** agora que está quase acabando, eu posso contar: acho que esse foi o melhor aniversário de todos. porque eu ganhei de presente muitas demonstrações de carinho, foi tão tão bom. 22 pessoas deixaram scraps no orkut - sim, se você acha que pode se sentir carente no dia do seu aniversário, tenha orkut. claro que os poucos quase desconhecidos que eu tenho na lista não escreveram nada... alguns distantes escreveram... uns que só lembraram porque o orkut avisou... mas uns cinco daqueles lá foram fantásticos. eu gostei tanto tanto que vou ler pra sempre. devo dizer nomes? não, não deveria. tá, eu conto. naty, eu adoro você, penso sempre nas coisas que você poderia estar fazendo aííííí em pernambuco, se essa semana comeu sushi, se amamentou o homem aranha, se leu caio ou vinicius ou (nossa) clarice, se vai ser dia de paradoxo, se ouviu nando reis, se saiu com a beta e o joka (que agora tá aqui em sp) e o bruno, se chorou vendo filme, se cantou desafinada como um mosquito quando dirigia, se se matou na academia e depois ouviu fiu fius na praia. e a rosana, que escreveu um testimonial pra mim que nossa, eu ainda não respondi nada porque não sei o que dizer. sei que ela é a pessoa que mais me incentiva a escrever, descobri isso. as baguazitas, amo todas vocês. a lu que é amiga tão especial. daí eu recebi emails. destaco dois, tá? o primeiro do dia da gabi e do ric(a) - não sei chamar o ric de rica -, meus primeiros amigos casados. gostei tanto tanto que dá vontade de mostrar pra todo mundo todo o carinho e como eles me conhecem (quem é paranóica aqui?...). agora à noite o do joão, nem esperava email dele. descontraído, claro, e muito carinhoso - hmpf, joão, ano passado nem parabéns você me deu, seu ingrato. :P teve messenger também!!! babi e marquito, praticamente amigos virtuais, a gente nunca se vê. :( gosto tanto deles. e telefonemas!!! me achei até importante, hohoho, um monte de gente ligou. ah, também ganhei abracinhos... de todo mundo da agência, dos amigões que tinham ido beber no sábado mas passaram para o parabéns de verdade, de tia, de irmão, de pai, de mãe. e quando deu meia-noite, do dia 13 pro dia 14, mamãe e papai estavam longe e me ligaram. e eu estava com o marcelo, e, eu já disse pra ele, disse ali em cima pra vocês: foi o melhor aniversário de todos. e foi a melhor meia-noite porque eu amo tanto ele e é tão bom estar com ele e ele é tão demais que... que.. parece sonho. e, sinto muito, leitores do blog, não posso contar o que foi o presente dele; não quero ser responsável por rompimentos de namoros por causa de você nun-ca fez nada nem parecido com isso pra mim's. é. é. só digo que foi o presente mais lindo que eu já ganhei. quer dizer, concorre com o de natal. então boa noite, que eu vou dormir aqui muito muito feliz, achando que sou a pessoa mais amada do mundo. sabe?!...
se eu for viajar (sozinha), daqui a um mês, para onde eu vou? sabe?!...
se for inferno astral, deve passar logo. vamos esperar pra ver. revoltinha com amizades dos irmãos: poser é o travesti que não quer assumir que é gay. o que eu quero ganhar de presente? um sonho, uma casa provisoriamente em são paulo, uma viagem com o namorado. o que a rê foi fazer em londres, além de fugir? para a minha (?) viagem, só existe o objetivo de fuga, por enquanto. e meu namorado nem vai estar lá, como o bruno. alguém me diz o que eu vou ser quando crescer, além de adulta? (sim, essa crise tem a ver com 21 anos) sabe?!...
***tpm mode on*** o resumo da ópera é: tirem a vida romântico/amorosa/erótica do rolo e todo o resto é uma grande indiferença. foda-se* a faculdade, foda-se a profissão, foda-se que eu quero há mais de dois anos mudar de casa e vou continuar aqui aturando meu irmão mobiliando uma casa pra ele, foda-se quem não gosta de mim, foda-se se eu tenho de trabalhar ou não, foda-se se eu quero ir pra alemanha ou não, foda-se se eu vivo de inércia, foda-se que minha insatisfação é recebida com outro grande foda-se na minha casa, foda-se se eu comecei a trabalhar principalmente pra poder mudar pra são paulo e nem isso eu fiz, foda-se se eu não sei nada sobre nada, foda-se se eu não me imagino trabalhando com nada, foda-se se nem literatura mais me importa, fodam-se os idiotas e os ignorantes, foda-se eu não ter conseguido quase nenhuma optativa, foda-se muito o jornal do campus e todo o jornalismo e toda a usp junto. é foda. *desculpem a grosseria, eu costumava ser uma lady/uma noivinha. há algum tempo não consigo, e essa é a única expressão que eu posso usar no momento para significar indiferença. pode ser que meu léxico não seja muito extenso. foda-se isso também. (o post poderia ser: estou pouco me fodendo para o mundo. mas aí seria grosseiro demais, além de revelar todo o meu individualismo, isso só se diz em pensamento) sabe?!...
***tpm mode on*** estou pensando em coisas tristes, que não podem ser consertadas. a palavra agora é miserable. amanhã eu escolho bem o que dizer e escrevo aqui. por enquanto, vou até ali tomar meu banho-fuga e dormir debaixo de cobertores, encolhida. (à parte disso, hoje é dia dez) sabe?!...
do front o carnaval foi bastante bom, com viagem pra descansar e, no final, samba e axé e pular e sambar. pescamos, dormimos, vimos amélie, bebemos vinho, comemos muito, nadamos, ficamos na rede, viajamos muito, muito, muito. depois dançamos, pulamos, sambamos, imitamos passinhos, nos sentimos velhos, bocejamos. logo tudo volta ao ritmo normal, com trabalho e aulas e cursinhos usw. hoje já tive meu momento de mau humor (ainda dura) quando vi as disciplinas em que estou matriculada. eu odeio a bagunça da usp, que me matriculou numa disciplina que eu não pedi e ignorou meu pedido pra outras que nem concorridas são. eu realmente odeio a minha faculdade. e também odeio meu curso e as minhas obrigatórias inúteis e eu odeio tudo - momento odeio do dia. (e ai do relógio se ele tocar agora) além disso, preciso mandar emails hoje avisando as pessoas aonde iremos no sábado beber, como uma suposta meia-comemoração do meu aniversário. e eu não faço idéia de onde iremos. talvez o tocador de bolachas, a paulinha disse que é legal. e tem também o resultado da fuvest, sai daqui a pouco e o maldito do meu irmão está viajando, só chega à noite. se alguém cortar o cabelo dele antes de mim, eu mato. eu vou odiar a namorada dele pra sempre. ***explicação do mau humor: lembrei que preciso escrever um texto para o jornal, lembrei que volto a trabalhar bem no dia do meu aniversário, estu com cólica e tpm e raiva da usp, lembrei que não sei o que vou fazer da minha vida, lembrei que não posso só ficar viajando e passeando e dormindo e indo na piscina pro resto das nossas vidas*** sabe?!...
::férias:: desde criança sou assim, eu não sei brincar sozinha. no começo até consigo, mas logo perde a graça e eu preciso da companhia de alguém. meaning: eu odeio as minhas férias quando ninguém mais está de férias. e ninguém mais é completamente relativo. como é aquele ditado da cabeça vazia? oficina do diabo? pois é. sei que ando paranóica até não poder mais, vou acabar afastando o namorado, quase parecendo louca. mas eu não tenho culpa de ele ser tão TÃO. (culpa, não, tenho sorte. podem dizer) daí a gabi me passou o zuma, eu sabia que conhecia o nome... rá, do blog da naty. é, é viciante. e eu sou muito ruim, muito. nossa. eu erro tudo, não pego bônus, demoro pra completar a fase... meu irmão tava aqui do lado dizendo que eu sou sortuda, mesmo, porque eu sou ruim pra caraca. (uma paranóia nesse momento. tou dizendo que isso de férias não tá dando certo) pra completar, a paulinha me resolve viajar com o hyvãm bem-a-go-ra, quando eu posso fazer coisinhas à tarde, de manhã, à noite, em são paulo, em jundiaí, em santo amaro... *** lembrei agora: minha mãe comprou um relógio de carrilhão, puxa-vida, a primeira coisa que a gente diz quando vê/ouve é que lindinho, e ele toca westminster chime!!!!. ahan. passem meio dia com ele. o negócio toca de quinze em quinze minutos, e dá badaladas nas horas cheias. não agüento mais ouvir o tempo passar. é uma mistura de mais-quinze-minutos-perdidos-deitada-no-sofá-com-a-cabeça-enfiada-na-almofada com porra-de-tempo-que-demora-tanto-pra-passar, com vontade-de-jogar-essa-merda-pela-janela, às vezes acrescido de por-que-eu-preciso-saber-tanto-que-horas-são?. lindo. ahan. nos filmes e nos contos de fadas. sabe?!...
eu não tenho nada pra dizer só sei que dói, (quase) tudo dói muito queria dormir e acordar muito depois E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu. um pouco de álvaro de campos, desejando ser de novo a pequena suja que come chocolates com verdade, sem pensar no papel de prata que é de folha de estanho. sabe?!...
todo dia eu leio pelo menos uma notícia da deutschewelle e, quando não tenho o que fazer (agora, por exemplo), eu ligo a rádio e fico tentando entender. hoje já não entendi nada da parte esportiva, do programa especial sobre eisenstein, da previsão do tempo. reconheci que se falava sobre o desemprego recorde na alemanha, mas só porque já tinha lido a notícia antes. também reconheci o locutor lendo o texto que eu tinha lido pouco tempo antes sobre o estado de saúde do papa. estou perdida. eu mal entendo as palavras. *** não acontecia há muito tempo: ontem eu chorei um pouquinho assim que deitei e apaguei a luz. fiquei encolhida esperando o abraço que está a muitos quilômetros de distância e o carinho que eu não esqueço. tudo para cobrar no fim da semana e no feriado com juros e correção diária. *** ontem eu brinquei de jornal. só é dirvertido quando não é sério, e isso é grave, pelo menos parece bastante grave. não consigo imaginar um chefe que goste de brincar, nem uma mariana fazendo jornal sério. *** também vi o retorno do talentoso ripley, e daqui a pouco vou ver fale com ela. muitos muitos filmes esses dias. gosto de ver os outros sendo. outro dia estava no cinema, as luzes acenderam e, quando todo mundo ia sair, começaram a passar cenas extras. daí o som deu problema e ficou bem baixinho. o que aconteceu foi um monte de adulto com os cotovelos apoiado nas pernas, mãos segurando rostos felizes, num silêncio absurdo, olhando fixamente para o mesmo ponto. foi estranho e me lembrou amélie, que eu vou assistir (de novo) no carnaval. *** a indecisão do aniversário foi resolvida: não acontecerá nada público além de eu completar 21 anos. *** foi momento *explosão* quando eu mergulhei na piscina na segunda. senti que valeu por todos os meses de férias que eu não tive nem vou ter. foi rápido e eu não sei contar como. *** não lembro quando eu pensei nisso, deve ter sido em algum momento de insônia durante a viagem para teresópolis. estava só me recordando de que eu não sei nada, não sei falar sobre assunto nenhum com um mínimo de profundidade, não falo bem nenhuma língua, me viro só em duas, não tenho projeto profissional nenhum, não sou a melhor entre os que eu conheço em assunto nenhum, não aprendo nada decentemente desde que aprendi a escrever - que foi aos cinco anos. um abismo entre mim e as pessoas que freqüentam os mesmos lugares que eu - a universidade. me sinto melhor entre os medíocres, fazendo compras, comendo sanduíche e indo no cabelereiro, com direito a música eletrônica e beber até cair. *** estou amarga. (para o caso de algum insensível não ter notado) sabe?!...
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