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de mel
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::..."eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz"...:: mariana d., 21, já teve dois blogs e muda de casa quando convem. às vezes fica com os olhos dessa cor quase amarela. odeia abelha mas gosta bastante de pinga com mel. mari_de_melARROBAyahoo.com.br La Vie En Rose Torre de Papel O Guarda Livros Sorvete de Casquinho O Mentiroso Mind the Gap Make a Mistake NeroBianco A Star Is Born Suco arquivo novembro 2004 dezembro 2004 janeiro 2005 fevereiro 2005 março 2005 abril 2005 maio 2005 junho 2005 |
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descobri hoje que ou sou muito desapegada dos lugares/pessoas/coisas (e eu sei que isso pode ser muito ruim, especialmente no caso "pessoas", mas pode ser muito bom no caso "coisas") ou poucos lugares/pessoas/coisas que já passaram por mim importaram de verdade. saudade não tenho de nada, eu acho; arrependimento, de muito pouca coisa. o caso é que eu estava indo fazer compras* e pensei em dar uma passadinha na agência, já que ficava no prédio em que eu estava. para ver uma ou duas pessoas que estariam lá, para ser simpática. mas eu não sou dada a sorrisinhos simpáticos nem a fazer média por fazer, então desisti. pensei de novo que seria bom ver quem anda trabalhando lá, mas logo lembrei que isso não me importa nadinha, saciaria só uma curiosidade sádica. e eu me peguei tentando lembrar em qual andar mesmo ficava a sala da agência. terrível, que memória... seletiva. raramente eu lembro que já passei por um grande sufoco de não querer acordar para não ir ao trabalho, não querer dormir para não chegar o outro dia, me arrastar pelos corredores sem ânimo nenhum para testar se era jornalsimo (e se era jornalismo científico) que eu queria. se cheguei a uma resposta? só nessa: dinheiro nenhum compra um almoço na hora certa (depois do meio dia e meia), uma tarde dormindo no sol, horas de leitura, trabalhos da faculdade bem feitos, escapada pra casa do namorado, sorriso e vontade de acordar (como se fosse de propósito). prioridades. vou lembrar disso quando eu for uma desempregada implorando por um emprego explorador, daqui a um ano e meio. *fazer compras, com a conotação divertida e prazerosa, signfica comprar livros, para mim. eu estava indo comprar um livro sobre discursos para o meu projeto. dei uma olhadinha na livraria, procurando alguma coisa de literatura que se oferecesse voluptuosamente para mim (me leva, vai, me leva), mas não achei nada de interessante. peccato!, diria uma italianinha ávida por livros. sabe?!...
eu ainda me incomodo com falta de responsabilidade. estranho, depois de anos. e não me conformo com algumas prioridades. não que bar toda terça, massagem, ioga, acupuntura, cabelereiro, depilação, manicure e passar o dia na frente do computador sejam mais importantes que uma faculdade, longe disso... e outros. e eu fui convidada para a oficina literária da flip. (pausa para ohhs, uhuuus, e vivaas.) três dias, algumas horinhas, 49 pessoas, eu e o raimundo carrero. a por outro lado, a pousadinha é tão bonitinha e tem de estar friozinho e tem rede e namorado e férias total de quarta a domingo. ou melhor, a partir de segunda. e vinho e beijinhos e passeio de mãos dadas e fox-trot duplo pelas ruas de paraty e praia e abracinho e... ah, mais uma: estou (auto-)aprendendo italiano. com fitinha e livro, me preparando para aula de verdade e cidadania que não tarda. ó, uma gracinha me ouvir falando "eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeecco". sem contar as frases elaboradas-prontas. me aguardem. sabe?!...
***em dez dias eu vou viajar para um lugar que tem rede, vinho e literatura. com o namorado*** ****em algumas horas eu termino quase todos os compromissos profissionais do semestre**** *****eu estou muito apaixonada***** sabe?!...
o caos quando sai o resultado da fuvest e vai todo mundo mal, questiona-se a prova. quando sai o resultado da oab e a reprovação é recorde, questiona-se o aluno e a faculdade de onde ele veio. engraçado isso. deve ser medo de falar mal de advogados, ou da grande-salve-salve-oab. hoje em dia se é processado por tudo. ou quem sabe ninguém quer saber como andam o ensino fundamental e o médio. ou os dois juntos. (se quem se forma na eca em jornalismo tivesse feito o antigo provão e a nota fosse ruim, iam dizer que o provão é mal feito. afinal, eca é usp, não tem como ser ruim. mas isso seria errado, não só porque o curso é ruim; a prova era ridícula e, quando bixete, resolvi uma, e passaria com nota alta, sem saber nada de jornalismo.) sabe?!...
eu desisti de amigos. sabe?!...
eu passei a última semana revisando textos para uma revista de cinema. posso dizer que estou craque nisso, quem precisar de revisão, pode mandar pra cá. cobro baratinho. :) a melhor coisa a se fazer ao chegar em casa é encher um copo de vinho e ir bebendo e tomando banho muito quente, e depois colocar o pijamão. o problema de fazer isso é ter ânimo e sobriedade para ler depois debaixo do cobertor e não dormir, mesmo às sete da noite. amanhã, decidi: faço o meu texto sobre banheiros em casa. sem passar frio, sem acordar às seis, sem usar um computador lerdo com teclado ruim, sem estresse. acordo às nove, tomo banho quente, fico de cabelo liso, sento aqui e pesquiso orkut ("jornalismo-orkut" é picaretagem? eu achei depoimentos muito espontâneos, não sei por que não usar). e além de projeto de iniciação científica, estou lendo literatura e sobre ela. seis propostas para o próximo milênio é o livro da vez, por enquanto estou leve. guardem isso: eu vou escrever ficção bem. sabe?!...
começo do batman essa história de análise do discurso está me tornando uma chata que vê pressupostos e interpreta ideologias em tudo. claro que namorado jamais assumiria isso, que estou uma chata, mas eu sei que estou, preciso me controlar, que quase nem eu mesma estou me agüentando. análise do discurso é para pessoas paranóicas, eu sempre soube que me daria bem nisso. :P estávamos assistindo batman, filme de domingo pré- depressão de domingo, antes do tchau inconformado e de ajustar o maldito despertador, que vai me acordar muito cedo e eu vou estar sozinha na cama. eis que o bruce wayne (e eu não sei o nome do ator de nariz fino demais - tenho problema com narizes - e dentes tortos - os dentes da frente são mais curtos, parece) começa a falar de vingança. sei. e então o carinha que treina ele (vou estragar o filme se contar isso?) fica falando que é preciso destruir gotham city, que ela está tomada pela corrupção e todos estão anestesiados, não fazem nada... ele diz que só destruir a cidade causaria uma mudança, e o resto da população do mundo acordaria bla bla bla, e que gotham city não tem mais salvação. pois é. um absurdo, ninguém partilharia dessa idéia, certo? eu acharia um absurdo e levaria numa boa se não estivesse lendo (ainda) Der Eisvolgel, aquele livro em alemão. Ele fala exatamente a mesma coisa. É a história de uma organização terrorista que acredita só poder acordar a população de sua indiferença com o terrorismo. foi essa coincidência que me deixou preocupada. tá, eu sei, eu sou uma nerd que analisa discursos. sou mesmo. e então um momento orgásmico no fim do filme. ahhh, eu tenho de contar. se você não quer saber porque acha que vai estragar a história (história?...) do filme, não leia. é que, lá pelas tantas, o carinha "do mal" fala assim: There's nothing to fear but fear itself. Eu poderia fazer uma enquete nos comentários, perguntando "e daí???", mas eu preciso dividir esse momento orgásmico com todos. é que eu (com a paulinha e o gui) estou fazendo um artigo para minha disciplina de rádio jornalismo e o tema é getúlio vargas e como ele usou o rádio para promover o projeto nacionalista dele (eu sei, um porre esse tema, um porre fazer artigo, um porre rádio, um porre tudo). e eu li sobre o roosevelt, que ficou famosíssimo pelas seus fireside chats, que eram os pronunciamentos raríssimos que ele fazia pelo rádio. ele fez muito poucos, então eram considerados acontecimentos, e foi com isso que ele conseguiu se aproximar dos eleitores e ser reeleito. e conseguir aprovação para os eua irem pra guerra. mas, enfim, o ponto é: o primeiro pronunciamento dele começa assim: "I am certain that my fellow Americans expect that on my induction into the Presidency I will address them with a candor and a decision which the present situation of our people impel. This is preeminently the time to speak the truth, the whole truth, frankly and boldly. Nor need we shrink from honestly facing conditions in our country today. This great Nation will endure as it has endured, will revive and will prosper. So, first of all, let me assert my firm belief that the only thing we have to fear is fear itself¿nameless, unreasoning, unjustified terror which paralyzes needed efforts to convert retreat into advance." podem me chamar de nerd, de qualquer coisa. eu adorei. sabe?!...
caronas porque eu sempre fui tímida, encarei distâncias a pé sem medo e tinha mamãe que me dirigia, nunca tinha pedido carona. mal sabia como esticar o braço, além do que "carona" sempre me faz pensar no pica-pau com uma perna de mulher, saia levantada... mas eis que eu tive de encarar a entrada da usp pelo portão 3, e quem sabe de onde estou falando, entende que é uma bela duma subida. ontem eu ainda andei muito pela corifeu, cheguei exausta, pernas doendo no portão. passei um pouquinho da guarda universitária (eles não gostam que a gente peça carona, dizem que é perigoso, mas todo mundo pede) e estiquei o braço quando ouvi um carro se aproximando. e não é que ele parou???? quando eu vi que era um palio weekend azul, achei que fosse o guilherme passando na hora certa para piadas eternas, mas não era. era um senhor indo para o ieb, e atravessar a praça do relógio me pareceu tão pouco estafante e um distância tão curta que eu subi no carro. cheguei rapidinho no meu ponto de ônibus, que beleza, e dormi profundamente até chegar em casa, uma hora e pouco depois. hoje peguei um ônibus na corifeu, o primeiro que passou. não é que eu sou uma desinformada de ônibus e subi em um que custava $2,20. pensei: tudo bem, foda-se o preço, o dinheiro, descer no próximo ponto, eu quero descanso para minhas pernocas cansadas. um travesti subiu na minha frente e ficou enrolando na catraca, tinha pegado o ônibus errado, e eu com medo de não conseguir pagar antes de ter de descer (sim, é muito perto). paguei, desci, lá estava o portão 3, quase escondido em um vale rodeado pelas faculdades de veterinária e odontologia. dessa vez a carona não foi tão simples: umas senhoras gordas passaram e nem tchum pra mim, fiquei com raiva, desejei que elas tivessem de subir aquela rampa enorme depois de muitas horas de trabalho. gordas do que jeito que eram, rá, duvido que conseguissem. nem subir, nem carona, porque elas não tinham a perna do pica pau. daí parou um carro, um moço da poli, e eu pude chegar a tempo de correr atrás do ônibus. e amanhã tem mais, se eu encontrar alguma alma viva na usp numa sexta-feira às cinco horas (a festa junina da eca começa mais tarde, e o bixoppe - é assim que escreve? - da poli já vai ter começado. e ninguém vai de sexta-feira se não for por isso). sabe?!...
eu quis que fosse o mar é o título do meu livro. a primeira idéia de título. ah, o livro?!... calma, né, uma coisa por vez. sabe?!...
críticas pousada do careca - paraty - flip - 2005 (o título é assim para que pessoas encontrem meu blog no google e leiam isso) eu liguei no começo de maio para a tal pousada, querendo reservar meu quartinho para a flip. eles disseram que só aceitariam reservas em junho. então, no dia 1º, eu liguei, e eles disseram que só a partir do dia 10. no dia 10, sexta-feira, às oito da manhã, namorado ligou. eles disseram que já tinham reservado todos os quartos para a produção da flip. não é muita falta de respeito? nós deixamos de olhar outros lugares porque decidimos obedecer as regras deles, reservas a partir do dia 10, e ligamos bem cedo, nesse dia, e eles fizeram isso. eu achei nada profissional, ou nem sei o que eu achei. fiquei muito puta. muito. depois de muito reclamar e encher o saco, eles ofereceram um quarto para nós, sem banheiro - e usaríamos o banheiro dos funcionários da pousada. se fosse ao vivo, eu levantaria o dedão pro cara, antes de partir pra cima dele. fdp. estou com muita raiva desse lugar. circo de rins e fígados - peça do gerald thomas no sesc pinheiros com o marco nanini a pior peça que eu já assisti (e, olhem, eu já fui em uma peça que tinha o eri johnson). um lixo. é uma peça que fica falando do próprio teatro, é para um público de atores e diretores, não para um público heterogêneo. e eu nem quero dizer com isso que exige uma certa cultura, porque não, não exige. o nanini faz diversas citações de pensadores/artistas que já são senso comum (seus nomes são senso comum, não o que pensam/pensaram/fizeram), como darwin, kant, kafka... faz críticas vazias ao gilberto gil, cita jefferson e cicarelli, e todo mundo ri porque "é atual", porque eles já ouviram falar nesses nomes (no primeiro caso) ou sabem de todos os detalhes e fofocas (no segundo caso), então eles se sentem bem, "poxa, como eu sou inteligente, entendo o que o gerald thomas quer dizer". e ele não quer dizer p*** nenhuma, é um bando de citação solta, com macaquices do nanini (e eu só cogitei essa peça por causa do nanini - não porque ele é global, mas porque eu acho ele bom), jovenzinhos de corpos bonitinhos pelados, interação com o público, música alta para impressionar, dança ridícula (que mais parecia um gafanhoto drogado pulado pra lá e pra cá - eu já fiz, quando queria graça, essas macaquices, ficaram bem parecidas, eu sou uma dançarina contemporânea???), piadas babacas. mas o pior de tudo, de tudo, é que as pessoas ficavam felizes, tinha um japonês maldito, duas fileiras na minha frente, que quase engasgava de tanto rir. e ria das coisas mais idiotas, sem sentido. no começo, quando eu ainda estava aberta para a compreensão, sem julgamentos, achei que a peça estava tocando em pontos sérios, quase existenciais. e umas pessoas riam. isso me irritou, virei pro namorado "por que essas pessoas estão rindo??? não é pra rir!!!". talvez elas estivessem certas, era pra rir, mesmo, nada pode ser sério. eu fiquei muito mal, porque eu quero escrever, e aquelas pessoas que estavam freqüentando teatro são as pessoas que compram livros. não é para esse tipo de gente que eu quero escrever, eu não sei escrever um "quem mexeu no meu queijo", não sei, não quero e não suporto. e era isso que aquelas pessoas, talvez os já famosos pimbas (pseudo-intelectuais metidos a besta), devem ler. existe outra opção: não eram pimbas, eram classe média alta que foi ver o nanini, "sabe o pai da grande família?!??", mais de perto. é, foi isso. porque no fim, quando todos se levantaram para aplaudir e eu e namorado saíamos putos e sem olhar pra trás, as palmas ficaram mais fortes e alguns davam gritinhos, foi quando o marco nanini foi sozinho lá na frente agradecer (depois de todos os escadas dele já terem aparecido). circo de rins e fígados: os grandes palhaços éramos nós, o público. (e, se vocês entrarem em http://www.strangemusic.com/CKL.htm, vão notar que todos os críticos babam ovo pro gerald thomas, pra peça. e fazem as interpretações mais simplistas que eu já vi, a peça é um grande clichê que custou 500 mil reais - vejam a peça e me digam se ela vale um décimo desse orçamento , e todo mundo acha lindo, crítica social, mostrar as mazelas do mundo, dizer que o brasil não tem solução, meudeusdocéu. alguém me tira desse mundo que ele está ofendendo a minha inteligência) sabe?!...
sapatos ou momento sex and the city eu sempre achei estranha a mania que mulheres têm por sapato - ou que parecem ter, se formos conversar com algumas delas, ou se reparamos em filmes, novelas etc etc. eu nunca gostei muito de sapato, não sou do tipo que fica babando em vitrines (gosto de olhar, mas só), nada do tipo. às vezes preciso de um sapato de tal tipo para tal ocasião (situações gerais, como "um sapato preto fechado para ocasiões formais", não "um sapato novo para o chá de bebê da filha do cunhado do vizinho"), vou lá, compro, uso, uso de novo, de novo... não gosto que comprem sapato por mim, isso não. é muito difícil de acertarem. é, eu sou chata. pode me apertar, meu pé pode parecer grande, minha perna mais fina que o normal... minha mãe quase nunca acerta. comprou uma vez uma bota que, affe, com um zíper gigante atrás, pra ficar bonito (...), péssima, nunca usei. ou aqueles tênis brancos, inteiro brancos, com a ponta redonda, que deixa a perna parecendo perna de retardado. nós calçamos o mesmo número, 36, nós e metade da população feminina, e eu uso os sapatos dela (porque os que ela compra pra ela são sempre mais bonitos). enfim. guardo meus sapatos no armário do banheiro, debaixo da pia. já fazia um tempo que eu estava adiando uma arrumação, hoje resolvi fazer isso (tudo pra evitar o livro de alemão, notem). tirei tudo, fui separando em chinelos, sandálias, tênis, sapatos fechados, esse-eu-não-uso-não-quero-que-ocupe-espaço-aqui, velho-demais-tudo-ralado-sem-ccondições, minha-mãe-enfiou-esse-aqui-pra-livrar-a-sapateira-dela, minha-mãe-não-quer-mais-esse-e-quem-disse-que-eu-quero. contei 26 sapatos excluídos. um absurdo, eu sei. dentre eles, sapatos destruídos, dois tênis estilo perna de retardado que eram da minha mãe e ela enfiou ali, outros que ela não queria mais, uns velhos que eu não uso. fui arrumar meu armário, toda feliz e contente, afinal, 26 pares a menos dá um puta espaço. mais ou menos: se não quiser socar, quiser arrumar todos bonitinhos, não sobra muito espaço não. contei 30 pares: 4 tênis (ainda preciso providenciar um branco - o antigo foi pro lixo), 10 sapatos fechados (entre eles, uma bota de cano alto que eu não uso, mas é bom guardar), 11 sandálias (baixinhas, de festa, de saltinho, de saltão). ah, e os chinelos: 5 pares. façam as contas: eu tinha 56 pares de sapatos dentro do meu armário. isso não é um absurdo??? eu acho um absurdo. eu nem gosto de sapatos, quase nunca compro, e eu tinha mais de 50 pares. eu achei um absurdo. parece que eu sou uma daquelas viciadas em sapatos, que sai comprando mal chega em um estabelecimento comercial. ***o susto justifica esse post totalmente fútil e consumista*** (ah, e os sapatos que eu mais gosto de usar estão no armário da minha mãe) (pensem em sapatos masculinos. duvido que algum homem tenha mais de dez pares. façam as contas: 2 tênis, no máximo 3. 2 sapatos. 2 chinelos. 1 sandália, pra homem que gosta de sandália. que mais???) sabe?!...
e, de dia dos namorados, eu ia ganhar um presente lindo que, por questões logísticas, não pode ser preparado para o dia dos namorados. mas tudo bem, porque a idéia dele já cumpriu sua função: me fazer voltar a escrever. então eu peguei o fichário lindo que eu ganhei, cor de vinho, furei as minhas sulfites beges que eu adoro e coloquei lá, cinco delas. então fui tomar banho, porque eu não tinha nenhuma idéia, e não adiantaria forçar. então eu lembrei que precisava escrever jornalisticamente sobre banheiros, e pensei em escrever literariamente sobre o mesmo assunto. sentei na mesa, pastinha na frente, lapiseira, tcha-nan. saiu. um primeiro rascunho de um conto, depois de, hm, oito meses?!?? é, acho que oito meses. desde meu bastonete não saía nada. talvez eu continue tentando não ser só uma jornalistazinha. sabe?!...
projeto ic, livro em alemão, prova do alemão, artigos. tudo isso tá esquecido lá no fundo da mochila, porque eu só quero planejar fim de semana dos namorados ("dia" dos namorados é para fracos), viagem de julho, presente do namorado, dormir, banho, comidas, livros bons e não obrigatórios. quando eu acordar, pode ser tarde demais. pelo menos vai ter sido bom. muito bom. sabe?!...
em resumo: eu não consegui comprar nenhum ingresso para a flip, porque não entrei entre meia-noite, quando os ingressos começaram a ser vendidos, e nove da manhã, quando eles acabaram, no site das lojas americanas. eu preciso dizer quão triste eu estou? sabe?!...
drama ***TPM mode on*** eu quero desistir de tudo, toma, pedi água, chega, não quero mais. fica com minha carteira, minha profissão, meus compromissos, toma, pega tudo. não, deixa ele comigo. deitada no chão, tirava tudo da bolsa e erguia o braço, muitas mãos queriam pegar o que oferecia. ele chegou, as mãos já tentaram puxar pelo braço, ela levantou e puxou de volta, ele não. ele sentou do lado dela e quis saber o que estava acontecendo. fica comigo, me abraça, deita aqui do meu lado, não me solta, diz que vai dar tudo certo. ele deitou, abraçou, apertava bem forte com os braços, é claro que tudo ia dar certo. as mãos perceberam que não sobraria mais nada pra elas. foram embora. no chão branco, com as paredes brancas, ela continuou deitada, encolhida, ele deitado envolvendo-a com os braços, beijando o limite do rosto com o pescoço. vem, vamos sair daqui. sabe?!...
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