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de mel
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::Aparentemente achava que nenhum detalhe de sua vida era trivial demais para não ser relatado:: mariana d., 21, já teve dois blogs e muda de casa quando convem. às vezes fica com os olhos dessa cor quase amarela. odeia abelha mas gosta bastante de pinga com mel. mari_de_melARROBAyahoo.com.br La Vie En Rose Torre de Papel O Guarda Livros Sorvete de Casquinho O Mentiroso Mind the Gap Make a Mistake NeroBianco A Star Is Born Suco Retalhos do Mosaico arquivo novembro 2004 dezembro 2004 janeiro 2005 fevereiro 2005 março 2005 abril 2005 maio 2005 junho 2005 julho 2005 agosto 2005 setembro 2005 |
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Observou-a com o estranho interesse que procuramos cultivar pelas coisas triviais quando nos atemorizam coisas de maior importância, ou quando nos estremece uma nova emoção para a qual não encontramos expressão, ou quando nos aterroriza algum pensamento que, de repente, nos sitia o cérebro e exige rendição. Claro, Dorian, você irá sempre gostar de mim. Para você, eu represento todos os pecados que jamais teve a coragem de cometer. Havia algo de terrível, de tanto feitiço, no exercício de influência! Nenhuma atividade se compara a esta! Projetar a alma de alguém numa forma graciosa, e deixá-la ficar, por um instante; ouvir o eco de nossos próprios pontos de vista acrescentados com a música da paixão e da juventude; transportar nosso temperamento até outro, como um fluido sutil, um perfume estranho. Por que essa tragédia não me sensibiliza o tanto que eu gostaria que sensibilizasse? (..) Mas, por outro lado, devo admitir que esta coisa que aconteceu não me afetou tanto quanto deveria ter afetado Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray sabe?!...
eu sempre morei a 50 km de tudo. parece bom isso, só 50 km e estou em campinas, ou só 50 km para o outro lado e estou em são paulo. sempre foi assim, só 50 km. parece pouco, parece bem pouco. faz 13 anos que eu viajo duas horas por dia (ou mais), 50 km em direção a tudo e 50 km de volta ao nada, todo dia. todo dia, não, só os letivos. façam as contas comigo: anos 92, 93, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 2000, 2001, (pausa para o cursinho no nada, ou seja, pausa para o limbo), 2003, 2004, quase 2005 inteiro. cada ano letivo tem 200 dias (isso é regra). 13 anos vezes 200 dias, 2600 dias. duas horas por dia (vamos ser bonzinhos e não contar o trânsito dos últimos três anos, que resulta em mais meia hora por dia, pelo menos) vezes 2600 dias, 5200 horas dentro de um ônibus. 5200 horas divididas por 24 horas que tem um dia, mais ou menos 216 dias dentro de um ônibus. para quem se perdeu em algum número, tudo isso significa que eu já passei 7 meses da minha vida dentro de um ônibus. não contei os sábados pro alemão, as viagens de ônibus... eu já dormi em todas as posições possíveis, já tentei muitas vezes ler sem ficar enjoada (sem sucesso), já passei muito frio, já ouvi muita conversa, já suportei muita briga de criança. não dá mais. eu fecho os olhos, à noite, e me vem a sensação de estar dentro de um ônibus, as curvas, o freio que faz barulho, a porta abrindo, aquele movimento lateral que os ônibus têm quando fazem uma curva ou passam em alguma valeta... estou ficando enjoada só de pensar. falta muito, ainda. pelo menos um ano e meio. pelo menos. quando eu tiver um carro, não importa quanto eu gaste de gasolina e pedágio, eu só vou de carro pra são paulo. é que tem essa: eu vou provavelmente trabalhar lá, mas não vou morar. ----> hoje eu faltei nas aulas porque eu acordei em crise, não tanto por ser cinco e quinze da amanhã, mais por ter de passar tanto tempo no ônibus pra ter aulas tão terríveis. eu juro, eu não estou mais conseguindo. virou um trauma - o ônibus, não a faculdade horrível que eu faço. sabe?!...
tinha sido uma conversa com o namorado sobre pessoas conhecidas, e ele criou a regra (ele também tem teorias): pessoas boas, muito boas, são perdidas. eu ainda nem tinha apresentado meus contra exemplos de pessoas perdidas que não são boas, conheço várias, quando pensei em outra coisa: eu não me considerava perdida, e portanto ele não me achava boa. ele deve ter percebido alguma expressão minha [quando eu penso em alguma coisa ruim, sinto os músculos da minha bochecha e da minha boca ficarem pesados, e eu não consigo fingir que estou sorrindo, mas eu tento, então fica mais falso], ele deve ter percebido alguma coisa porque disse na seqüência: você é perdida, mari. hoje cheguei em casa, abri o vinho, quis ler o álvaro de campos. o dia tinha sido terrível, o trânsito, não teve aula, o frio, esperar até o fim da tarde e não valer a pena, acordar cedo, muito café, a falta de companhia em todos os lugares. e depois as tentativas frustradas de escrever um conto, ou antes ter a idéia de um conto encomendado para o fim da semana. a falta de perspectivas, de objetivos, de vontades, de planos. e a consciência de que eu só preciso do álvaro de campos em situações graves. eu sou uma perdida. e isso não significa que eu sou boa. *** "Aparentemente achava que nenhum detalhe de sua vida era trivial demais para não ser relatado" - Joseph Mitchell, "O Segredo de Joe Gould" sabe?!...
começo a me lembrar do por quê escolhi jornalismo. profile do orkut, atividades/interesses:marquês de sade, astronomia, moscas, oscar wilde, marcadores de livros, italiano, sapatos, cartas. eu, hein. sabe?!...
Não era luxúria a sede de conhecimento de Roger Bacon, que queria usar a ciência para fazer mais feliz o povo de Deus e por isso não buscava o saber pelo saber. A de Bêncio é apenas curiosidade insaciável, orgulho do intelecto, um modo como outro, para um monge, de transformar e pacificar os desejos da própria carne, ou o ardor que faz de outrem um guerreiro da fé, ou da heresia. (...) E é luxúria de livros a de Bêncio. O Nome da Rosa, Umberto Eco luxuriosa. mais um adjetivo para minha coleção. vou juntar ao pedante e mudar meu profile do orkut. sabe?!...
jantar eu: vou ter que estudar muito pra minha prova de astronomia... minha mãe: pra que isso, vai ser jornalista, não astrônoma... eu: já pensei em fazer astronomia depois, é tão legal... meu irmão: vai lá, má, vai encontrar seus ets! minha mãe: ah, mariana, pára de falar besteira. meu pai: não, deixa ela, se ela gosta tem que fazer... eu: é muito interessante, eu já olhei o currículo deles, tem um monte de cálculo e física e... meu pai: lógico, chega a ser filosófico, é super cabeça... minha mãe: você está no curso errado e eu te falo isso desde o começo. ... se fosse letras, a conversa teria tomado outros rumos. sabe?!...
estudante tinha passado uma hora e meia olhando atentamente pro retroprojetor a minha frente, fazendo anotações em algumas folhas impressas previamente, queimando neurônios, queimando neurônios, queimando neurônios. os conceitos mais complexos eu não fazia muita questão de entender, nem decorei as diversas fases entre o começo e o fim de um fenômeno. só lembrei da provinha quando a professora começou a passá-las entre nós. todos nós colocando vedadeiro ou falso. chegaram então os exercícios mais complexos, com contas e fórmulas. complexos. minha mão começou a tremer. naquele dia eu tinha pegado os resultados dos outros testes que tinha feito (poucos, porque faltara em muitas aulas, e isso reflete na média), tinha ido muito bem, não poderia falhar bem nesse, não eu que sempre me dei bem com esses conceitos abstratos e contas e... e eu estava tremendo muito, eu não podia falhar, algumas pessoas conversavam, outras queimavam mais neurônios, e eu só pensava que já estava falhando, e que tinha ainda meia hora pra fazer três continhas e assinalar dois x, que o ônibus ia passar só em uma hora, que eu não tinha, portanto, a desculpa da falta de tempo. e eu tremia, deus do céu. tentava disfarçar, segurava na mão esquerda a direita, que mal apertava a caneta, porque tremia. peguei a lapiseira para as contas, que saíram desorganizadas no papel, não conseguia raciocinar, qual era mesmo a unidade de medida? eram os centímetros. tremia. por duas vezes olhei para o teto, a essa altura eu já estava vermelha, os colegas do lado deviam ter percebido alguma coisa, ou talvez não, talvez estivessem ocupados demais com as suas provinhas. olhei para o teto, respirei fundo, dei-me broncas, que isso, mariana, é só um teste. era um teste e eu odeio ser testada, eu sabia tudo aquilo, era praticamente a única que respondia às perguntas da professora (e devia ser porque tenho boa memória, porque ela perguntava conceitos de outras aulas, e ninguém sabia dizer, ou sabiam e calavam, porque são tímidos. ou humildes? rá-rá), ela sabia que eu sabia também, no fim do teste fui conversar com ela e ela foi tão simpática, e me disse que aparecesse na sala dela pra conversar... mas ela ainda não tinha dito isso na hora do teste, e eu era só a aluna que tinha pedido os testes anteriores para fazer em casa, porque tinha faltado. é isso, eu era a aluna que tinha faltado, e em breve seria a aluna que tinha faltado e falhado no teste. poderia ser. faltava só aquela resposta, pensei tanto, lembrei do desenho na lousa, lembrei das etapas do processo, tudo, acho que eu estava respondendo certo. a mão tremia e só faltava aquela resposta, ah, a dúvida, pensava tanto, tremia tanto. assinei e entreguei. a professora estava na porta, indo para sua sala (estava indo embora, como descobri depois), perguntei pra ela qual era a resposta. era aquela. era a minha resposta. sorri e expliquei o meu raciocínio, era aquele mesmo. a professora sorriu, ela sempre sorri, como a cláudia é simpática, e que aula maravilhosa. então disse que tinha faltado, e ela já devia saber disso mas eu a todo momento tenho de lembrá-la, para o caso de eu falhar e poder ter uma desculpa, eu disse que tinha faltado e não estava entendendo uma parte da matéria, se essa parte da matéria também tinha no endereço que ela tinha passado na primeira aula. ela disse que sim, mas que se eu tivesse dúvidas, poderia marcar um horário com a marcelle e perguntar tudo, ou melhor, ela sorriu, me procura na minha sala, a gente conversa, pode ir quando quiser que eu estou sempre lá. eu sorri. nem disse obrigada, estava ainda nervosa e ninguém pára de tremer em dois minutos. saí, não sabia pra onde ir, ainda faltavam 40 minutos para o ônibus e ventava muito, eu queria ler mas queria também pensar em como eu tremi, em como eu sofri e fiquei em dúvida e queria saber o certo, queria saber mais, queria agradecer à cláudia por toda semana, durante quatro horas, me mostrar tudo aquilo que eu podia estar aprendendo, podia estar pesquisando, podia estar discutindo, tudo aquilo que era tão interessante mas eu tinha escolhido outros caminhos. e ela passou por mim, deu tchau, deve ter ido para o carro (eu fui andando e reparando nos carros, esperando que ela passasse por mim e me oferecesse carona e nós pudéssemos conversar por mais alguns minutos), me disse tchau e eu respondi tchau tchau, minha nova mania de repetir duas vezes a mesma palavra, eu disse tchau tchau pra cláudia, a minha professora de astronomia. sabe?!...
Thank You - Dido My tea's gone cold, I'm wondering why I got out of bed at all The morning rain clouds up my window and I can't see at all And even if I could it'd all be grey, but your picture on my wall It reminds me that it's not so bad, it's not so bad I drank too much last night, got bills to pay, my head just feels in pain I missed the bus and there'll be hell today, I'm late for work again And even if I'm there, they'll all imply that I might not last the day And then you call me and it's not so bad, it's not so bad and I want to thank you for giving me the best day of my life Oh just to be with you is having the best day of my life Push the door, I'm home at last and I'm soaking through and through Then you hand me a towel and all I see is you And even if my house falls down, I wouldn't have a clue Because you're near me and I want to thank you for giving me the best day of my life Oh just to be with you is having the best day of my life sabe?!...
Pergunto-me agora se aquilo que estava provando era o amor de amizade, em que o semelhante ama o semelhante e quer apenas o bem do outro, ou amor de concupiscência, em que se quer o próprio bem e o carente quer apenas aquilo que o completa. sem querer me complicar muito, repetindo o "eu tenho uma teoria" e que todos querem só aquilo que os completa: escolhi a frasezinha d' "O Nome da Rosa" porque ela me faz pensar em coisas boas. quero deixar ainda a ressalva: ela foi dita por um monge. e frisar a diferença entre fazer amor e todo o resto (o rubem fonseca e o carlos alpendre diriam trepar, mas as imagens evocativas não são do mesmo clima desse post, então o "todo resto" vai ser traduzido só como sexo). assim, bem romantiquinha, quase ingênua. sabe?!...
só sei que a vida em greve é um caos. se acordar muito cedo [porque eu moro longe] quando tinha aula era terrível, imaginem agora: aula de italiano às 12 horas, mas eu preciso chegar às oito, porque não tem ônibus depois. aliás, talvez não tenha ônibus: boatos correm de que a empresa desistiu do fretamento e amanhã muitos ficaram horas e horas esperando no ponto pra nada. *** saí de casa pra comprar livros e voltei sem nenhum. as livrarias daqui são muito ruins. fui na maior delas, uma siciliano, e só tinha um livro do shakespeare [nem lembro qual, acho que era uma comédia], daquelas edições mal traduzidas; não tinha camões sem ser a edição com obra completa pelo preço de 130 reais e o dom quixote era uma caixa dourada e linda com ilustrações e podia ser levada pra casa depois do pagamento de 160 reais. *** o fato é: eu não tenho amigos de verdade. isso tem um contexto, mas eu não quero explicar pra quem lê o blog. fiquem então só com a conclusão. sabe?!...
era uma vez um post que demorou 40 minutos pra ser escrito. ele falava dos estudantes que apanharam da polícia do alckmin, de ter sido acusada de não ser humilde e do que eu acho isso, do meu texto publicado, das minhas aulas de astronomia, da enrolação do meu ônibus fretado, que anda só mais por hoje e daí cessa, da tirinha da miriam poodle... e daí o blogger me mandou "copiar agora", eu fiz isso pra garantir o crtl+c que eu tinha dado antes. e daí o blogger só tinha copiado a primeira linha do meu post. e eu fiquei muito triste e decidi que as histórias já foram contadas, de uma forma muito bonita, e eu só posso, no máximo, repetir com palavras-chave. - a polícia jogou bomba de gás lacrimogênio e bateu e prendeu estudantes, na terça, das melhores universidades do país porque eles estavam na frente da assembléia legislativa querendo pressionar os deputados pra votarem por mais verbas pra educação. daí o seo geraldo, o governador que vetou o aumento, deslocou alguns policiais da força tática, alguns que atuam na cracolândia, o helicóptero pra jogar luz nos estudantes que corriam, tudo isso pra mostrar direitinho quem manda. estamos em 2005. - um idiota conhecido meu veio dizer que talvez eu e meu colega de greve de pijama talvez estivéssemos no caminho para a humildade, assumindo que somos egoístas. e eu acho humildade a palavra politicamente correta mais bonita pra hipocrisia. não, eu não humilde. eu sei que eu não sou medíocre e não tenho pudores de dizer isso. odeio gente hipócrita. odeio as pessoas (com raras exceções, talvez umas oito) da minha sala. chegou ao ponto de ser insuportável. mais um ano e meio, eu sei, mas isso é muito tempo. - ontem, na aula de astronomia (porque astrônomos têm que descobrir de onde surgiu o universo e não têm tempo pra fazer greve) eu usei a expressão E=mc2 para resolver um exercício banal. é, eu usei. eu sei que todos vão morrer de inveja de mim, que agora domino até einstein; eu deixo vocês relarem em mim. às vezes eu me pergunto se não teria sido melhor fazer graduação em astronomia. sério. eu gosto muito disso, muito. e quando era mais nova, só deixei de pensar no assunto por causa dos ets. - meu avô leu meu texto (publicado no texto vivo) e adorou e fez elogios e analisou meu estilo e está todo orgulhoso. mostrou pra minha avó, que também leu e adorou (segundo meu avô, ele precisou dar um auxílio com o mouse, porque ela não é tão moderna quanto ele). e ele mandou pra toda lista dele, todo mundo lendo. ai. ainda se estivesse realmente bom.... (e isso não é humildade, que eu não tenho dessas frescuras) sabe?!...
seria mais tranqüilizador se eu soubesse que era só questão de tempo: engolir uma página atrás da outra, horas lendo, e tudo se recombinaria inconscientemente. para tantas páginas lidas, uma escrita. mas não, não é assim. não é. é preciso pensar. é preciso dissecar. aprender a ver a escolha do verbo, do começo da história, da mudança de assunto. ou a escolha da história, quando as pretensões são maiores que de uma mera jornalista e alcançam a vontade de literatura. e é tudo tão difícil. postado por mariana-saco-de-batatas às 17h12min07seg sabe?!...
ô da carta!?... entra lá no www.textovivo.com.br entra... sabe?!...
Só por hoje... ...eu queria ter 30 anos, um filhinho de 3, depois do meu mestrado na itália/alemanha, um trabalho que me empolgasse muito, a minha casa linda com a biblioteca, a banheira e as escadas, as viagens, o marido chegando do trabalho e dividindo banho, passeio com o cachorro peludinho, jantar, filho na cama, vinho. (é que eu sempre leio o último post daqui, que há muito tempo é o mesmo... e eu tenho pressa, eu sou ansiosa, eu quero sempre mais e o comercial de margarina) sabe?!...
com sol passando perto de uma árvore, um susto: é a borboleta azul que quase roçou a testa e foi borboletar em outros cabelos. com chuva um esforço para erguer a cabeça e ver por cima da rede o que já cheirava e ouvia, a chuva começando fina a mudar o verde musgo pra verde bandeira nas folhas. à noite os grilos podem estar perto demais, roçando nas pernas; os vagalumes brilham por toda a grama mas não chegam a ofuscar a lua, imensa, que passeia pelo céu cercada das estrelas mais brancas do interior. de madrugada a luz que passa pelo vidro jateado da porta ilumina sozinha todas as costas e o contorno do bumbum apontados na minha direção, subindo e descendo com os suspiros, sonhos de mar. sabe?!...
uma nova mulher - DIA 1 fiquei vinte minutos pra achar um casaco que combinasse com a blusa cor de rosa. descobri que não tenho um casado preto de meia estação, só um bege. também não tenho um sapato preto confortável, só o tênis. (lista de compras: casaco não muito pesado, preto; sapato preto com saltinho, confortável) os cílios ficam duros com rímel e, depois de acordar da soneca no ônibus, não dá pra passar o dedo no olho sem ficar parecendo um guaxinim. solução? talvez abolir o rímel, que nem faz muito efeito, mesmo. o batom eu mantenho, vai, não posso desistir de tudo logo no primeiro dia. acho que a escova progressiva vai ser necessária, para me manter com o cabelo solto mesmo num clima nocivo como o de hoje. caso contrário, piranha ou elástico nos cabelos arrepiados. (lista de compras: escova progressiva) evitei uma blusa muito justa porque estou me sentindo roliça, um serzinho em que não se pode definir onde termina o peito, que já é pequeno, e onde começa a barriga, que cresce exponencialmente. preciso descobrir algum exercício fora de uma academia (senão eu desisto antes de fazer a matrícula) e de preferência a ser feito longe de lugares que ventam. eu sei que ficar deitada não é uma opção, mas já pensou ficar deitada com o aparelho da feiticeira?? (lista de compras: aparelho de choques da feiticeira - "não é feitiçaria, é tecnologia") sabe?!...
vou pra ilhabela, tchau... pra porto alegre, só daqui a alguns anos sabe?!...
nome com letras gordas "Se você não parar de escrever seu próprio nome, pode ser um jeito inconsciente de demonstrar que está triste ou se sentindo rejeitada pelos outros. Mas pode também significar que você anda muito preocupada consigo mesma e que, nesse momento, nada mais importa" - da agenda da capricho de 1999 da babi minha tradução: você é uma gorda egocêntrica, mexa seu traseiro gordo. sabe?!...
retail therapy tinham sido algumas resoluções pela pátria: - fazer escova progressiva na terça-feira (pra dar tempo de ter fixado bem quando eu for pra praia, na sexta). mas a babi falou que era uma mudança muito radical no visual, e eu achei que talvez devesse pensar um pouco mais. mentira, antes disso eu tinha desistido porque o cabelereiro fica longe e, segundo o namorado, eu iria desperdiçar um monte de lavadas [vai perdendo o efeito conforme lava o cabelo] nos banhos de mar. - terminar o livro de jornalismo literário (pra devolver quando a greve terminar). mas eu descobri que a greve não vai terminar, a biblioteca vai continuar fechada e eu ainda tenho tempo de ler. mentira, antes de descobrir isso eu já tinha desistido dele e estava [ainda estou] terminando de ler um livro sobre o jack estripador, que é divertido, tem cultura inútil e muito sangue, sexo e intrigas. - ser arrumadinha. eu estava no elevador, no domingo, semi-arrumada [leiam: de sapato com saltinho em vez de tênis] e decidi que eu precisava me arrumar sempre. porque é tão bonitinho ver uma moça que se arruma, não é? eu planejei fazer um dia de compras, assim, bem fútil, e comprar alguns acessórios, uns sapatos bonitinhos e confortáveis, saia, umas blusinhas arrumadinhas... minha mãe nem ia reclamar, ela vive dizendo que eu preciso me arrumar... mas eu decidi que gastar dinheiro assim é bobagem. mentira, eu fiquei morrendo de preguiça só de pensar em ficar me embonecando, e achei mais fácil e prazeroso ficar celulitenta deitada na minha cama comendo chocolate e tomando coca-cola, com o cabelo ensebado. [hoje eu levantei da cama no meio da tarde, tomei banho, coloquei um sapato e fui numa loja comprar alguma coisa meio empetecada pra mim. saí de lá com uma blusinha preta e outra branca, mais básico e mais mariana impossível] - me mexer. não, não cogitei academia porque eu sou realista até nas minhas utopias. era só manter o squash semanalmente. mas achei melhor não, depois de ver umas meninas com braços ultra musculosos, muito feio. mentira, eu fui jogar no domingo e não consegui acertar a bolinha direito, eu não tenho capacidade motora nem pra isso, sou uma desgraça dos movimentos corporais. e o sete de setembro vai ser comemorado com muita comida, cama, preguiça e tédio, como deve ser o sete de setembro de quem não se esforçou pela pátria. e com muito sarcasmo, também, que é a piada dos tristes. sabe?!...
pin up sexy
essa é a pin up sexy do blog da babi. eu sempre achei essa pin up demais. e a babi me disse que, se nós (eu, ela, a paulinha e a lili) tivéssemos feito o blog que íamos fazer, eu seria essa pin up. ela não é demais? eu quero ser a pin up sexy. sabe?!...
ó céus eu tinha começado um conto em julho. tudo planejado, a história, o narrador, o conflito, tudo. eu escrevi, depois fiz um bico e não tive tempo de continuar, esqueci. acabei de ler. eu escrevo muito mal. não tem jeito, não dá, eu escrevo muito mal e é por isso que eu vou ser jornalista e olhe lá. e jornalista de lead, só. sabe?!...
bonassi em crise versão "podia ser tpm" diamante negro 170 gramas. coca-cola 600 mililitros. muro amarelo bandeira. folhas rodopiam com o vento. respingos na janela. raios e trovões. malhação. solo de guitarra. banho frio. carro trancado na garagem. carência, muita carência. específica. sabe?!...
MOMENTO AUTO-AJUDA CyberDiet - Psicologia (aqui) Dicas para elevar sua auto-estima - O que é auto-estima? É a opinião e o sentimento que cada pessoa tem por si mesma. É ser capaz de respeitar, confiar e gostar de si. Características da baixa auto-estima: insegurança, inadequação, perfeccionismo, dúvidas constantes, incerto do que se é, sentimento vago de não ser capaz de realizar nada (depressão), não se permite errar, necessidade de agradar, aprovação e reconhecimento. O que diminui a auto-estima? Cíticas e autocríticas, culpa, abandono, rejeição, carência, frustração, vergonha, inveja, timidez, insegurança, medo, humilhação, raiva e principalmente perdas e dependência (financeira e emocional). Quando começa a se formar Na infância. A partir de como as outras pessoas nos tratam. Quando criança pode-se alimentar ou destruir a autoconfiança. Auto-estima baixa geralmente está relacionada a falsos valores. Crença que é necessária aprovação da mãe ou pai. Para elevar a auto-estima é preciso autoconhecimento, manter-se em forma física (gostar da imagem refletida no espelho), identificar as qualidades e não só os defeitos, aprender com a experiência passada, tratar-se com amor e carinho, ouvir a intuição (o que aumenta a autoconfiança), manter diálogo interno, acreditar que merece ser amado(a) e é especial, fazer todo dia algo que o deixe feliz. Pode ser coisas simples como dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar. Resultados da auto-estima elevada: mais à vontade em oferecer e receber elogios, expressões de afeto, sentimentos de ansiedade e insegurança diminuem, harmonia entre o que sente e o que diz, necessidade de aprovação diminui, maior flexibilidade aos fatos, autoconfiança elevada, amor-próprio aumenta, satisfação pessoal, maior desempenho profissional, relações saudáveis, paz interior. Mas eu juro que não abri o Paulo Coelho, porque até minhas crises têm senso do ridículo sabe?!...
frases meu pai:´"aí você me fode a vida" - quando ele está mesmo bravo minha mãe: "puta vida... aí ferrou" - com um tom desanimado, quando qualquer coisa não-positiva acontece meu irmão (1): "é, deixa eu falar,..." - mesmo que ele sabe o que quer falar, está silêncio e é a vez dele de falar meu irmão (2): "tá ligado?" - sempre. eu: "eu tenho uma teoria" - nos momentos de humor; "meu..." - desanimada sabe?!...
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