de mel

30.5.06

eu acho muito estranho pessoas que entram em blogs e não comentam. sempre há o que se comentar, não?

a não ser que a visita seja secreta.
mas existem mecanismos de rastreamento, saibam disso. e eu sou curiosa.


Sabe!?...



8h39, horário de brasília.
me declaro oficialmente em crise.

Sabe!?...

29.5.06

Algumas coisas, quase todas as coisas, eu faço pelo prazer de ganhar. Não de competir, porque competir não me importa: eu quero sempre ganhar.

Prestar vestibular para jornalismo, a carreira mais difícil, na minha época, das humanas. Tentar entrar em outro curso (para-acadêmico) de jornalismo, também concorrido. Me inscrever em um concurso de contos.

É claro que eu só ganhei as coisas chatas, as de jornalismo, que não dependiam de muita inteligência, era só seguir as regras, e o que eu sei fazer bem é seguir regras. O que importa mesmo eu não consigo. Escrever literatura.

Eu sei por que, não pensem que ainda me acho uma incompreendida. Eu não sou suficiente.

Semana passada - quando eu concorria a outra coisa que acabei não ganhando (tudo bem porque essa era chata, mas eu fiquei triste porque fui pior que os outros)-uma amiga disse bem, eu entendi o que nunca tinha me ocorrido. O mundo não te diz que você é ruim, você só desconfia depois de algumas experiências que não deram certo.

Estou desconfiada. Não, eu tenho certeza. Podem dizer, aproveitem a deixa, esse é um dos raros momentos em que terão a chance. Eu não sou suficiente, sei disso. Sou como a Dora de um conto que tentei escrever e naturalmente não consegui. A Dora não era suficiente, mas sabia disso. Estou começando a saber.

Está bem, eu faço a tal faculdade de jornalismo, eu conheço as regras gramaticais do alemão, eu sei a pronúncia das palavras em italiano. E isso é tudo. E isso tudo todo mundo consegue, é só decidir que quer. Eu nem tinha decidido, se me lembro bem decidiram grande parte disso por mim.

O que mais? Mais nada. Não sei mais nada, não consigo mais nada. A minha escrita para o jornalismo não é boa porque sou prolixa demais, cheia de subordinadas, verbos sem força que ficam invisíveis nas minhas frases longas, muitas conjugações do fraquíssimo verbo ser, ordem indireta. A minha tentativa de escrita para literatura é igualmente ruim, não tem ritmo, não tem histórias, tem sons repetidos não intencionalmente, não tem começo nem fim, não tem método, não há o que dizer.

Não há o que dizer.

Não quero elogios. Eles não valem nada porque agora eu sei.


Sabe!?...

28.5.06

eu sou dividida.
30% quer ser jornalista porque é preciso ser jornalista, é só o que sei (mais ou menos) ser. descobri o que posso fazer para ser diferente, boa e talvez ter emprego, até em jornal diário. e eu preciso me especializar em algum assunto, isso não é difícil, mas exige estudo, leituras, começar a fazer reportagens desde agora.
40% não quer ser jornalista porque jornalismo é chato, o texto precisa ser simples, em ordem direta, sem confusões e subentendidos e feito pensando em quem vai ler. é um jeito de escrever muito diferente do que eu quero pra mim, e eu gosto do meu jeito de escrever. e eu gosto de ler literatura, não livros específicos sobre algum assunto numa semana, e sobre outro assunto completamente diferente na semana seguinte. e eu gosto de montar frases diferentes, eu gosto de pensar na forma.
30% não sabe o que deve querer, e não quer e nem pode querer ser nada. porque não é possível ser jornalista fora de uma cidade grande, e em médio prazo eu mudo para uma cidade pequena. e porque não é possível se sustentar com literatura, que eu nem escrevo, e eu não vou ser sustentada.

os 30% niilistas se sobrepõem aos outros 70% e eu nem estudo ou faço reportagens nem tento escrever e leio literatura.

fico assim, dividida.

Sabe!?...

27.5.06

porque hoje tem festa junina (maína) e eu vou rir com os meus amigos, beber vinho, comer cachorro-quente, ficar abraçada no namorado e nada pode ser melhor que isso.

tomei banho e fiquei de pijama no sofá, debaixo do edredon, vendo filme.
que sono.


Sabe!?...

25.5.06


- se alguém quiser me dar uma máquina de escrever preta ou vermelha, meio arredondada, eu agradeço. entregar com urgência.
- descobri uma forma de classificação para aquelas frases. letra a virou discurso direto, apesar de não ter aspas (mas tem separação com pontuação). letras b e c viraram glosas do enunciador que denunciam não coincidência do discurso com ele mesmo. caso alguém se interesse.
- eu acho que faço milhares de coisas, mas quando vou ver todo mundo faz mais coisas que eu. como eu posso estar tão cansada?
- meu secador continua não funcionando.
- talvez eu viaje.
- meus pais voltam segunda-feira.
- preciso ir na academia.
- o mundo não tem mesmo coerência


Sabe!?...

24.5.06

coisas de mulher

eu nunca achei que ia esbarrar em uma rebecca (do livro) na minha vida. e ei-la. pode ter pegado os amigos, mas pelo menos errou o alvo masculino e não acertou em mark darcy.

e meu secador queimou. estou só com um secador de viagem, 10 vezes menos potente que o meu. resultado: cabelo com elásticos e tic tacs.

cada um tem o que merece.
ou he had it coming, da musiquinha que eu adoro do chicago.



Sabe!?...

23.5.06


deve acontecer com todo mundo.
eu não sei mais o que é discurso direto, o que é discurso indireto, o que não é nenhum deles.

uma pesquisa, por favor.

a) O resultado não é muito bom, avalia Brooks.

b) Porém, para Rodney Brooks, o que conta é a possibilidade de entender a inteligênca humana

c) Segundo o doutor, a doença não é fatal.

por favor, respondam nos comentários.

Sabe!?...


ontem eu parei pra pensar que escrever à máquina ia diminuir o número de posts, porque eu teria pouca paciência pra copiar (redigitar) pra cá o que quisesse. ontem achei isso negativo.

hoje estou achando bastante sensato. meu contador de visitas aponta quase vinte hoje, e ainda nem são meio dia - é verdade que um visitante, que sei quem é, entrou seis vezes, em períodos pouco espaçados, e isso só pode significar que meu statcounter e/ou o ip dele estão com problema. o que importa é que todo dia bastante gente visita (bastante para o padrão do meu blog) e ninguém comenta. vejam os últimos posts, um monte de zero nos comentários. não estou culpando vocês. é que o que eu escrevo deve ser extremamente desinteressante, e duvido que alguém leu o trecho da carta do herr rilke aí embaixo, porque é grande. saibam que não vou postar o resto da carta. e que vou escrever mais na máquina que vou comprar ainda essa semana.

preciso de rituais que façam sentido para mim.


Sabe!?...

22.5.06

Paris, 17 de fevereiro de 1903.

Prezadíssimo Senhor,

Sua carta alcançou-me apenas há poucos dias. Quero agradecer-lhe a grande e amável confiança. Pouco mais posso fzer. Não posso entrar em considerações acerca da feição de seus versos, pois sou alheio a toda e qualquer intenção crítica. Não há nada menos apropriado para tocar numa obra de arte do que palavras de crítica, que sempre resultam em mal-entendidos mais ou menos felizes. As coisas estão longe de ser todas tangíveis e dizíveis quanto se nos pretendia fazer crer; a maior parte dos acontecimentos é inexprimível e ocorre num espaço em que nenhuma palavra nunca pisou. Menos suscetíveis de expressão do que qualquer outra coisa são as obras de arte, -seres misteriosos cuja vida perdura, ao lado da nossa, efêmera.

Depois de feito este reparo, dir-lhe-ei ainda que seus versos não possuem feição própria, somente acenos discretos e velados de personalidade. É o que sinto com a maior clareza no último poema Minha alma. Aí, algo de peculiar procura expressão e forma. No belo poema A Leopardi talvez uma espécie de parentesco com esse grande solitário esteja apontando. No entanto, as poesias nada têm ainda de próprio e de independente, nem mesmo a última, nem mesmo a dirigida a Leopardi. Sua amável carta que as acompanha não deixou de me explicar certa insuficiência que senti ao ler seus versos sem que a pudesse definir explicitamente. Pergunta se os seus versos são bons. Pergunta-o a mim, depois de o ter perguntado a outras pessoas. Manda-os a periódicos, compara-os com outras poesias e inquieta-se quando suas tentativas são recusadas por um ou outro redator. Pois bem - usando da licença que me deu de aconselhá-lo - peço-lhe que deixe tudo isso. O senhor está olhando para fora, e é justamente o que menos devia fazer neste momento. Ninguém o pode aconselhar ou ajudar, - ninguém. Não há senão um caminho. Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite: "Sou mesmo forçado a escrever?" Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples "sou", então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. Sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão. Aproxime-se então da natureza. Depois procure, como se fosse o primeiro homem, dizer o que vê, vive, ama e perde. Não escreva poesias de amor. Evite de início as formas usuais e demasiado comuns: são essas as mais difíceis, pois precisa-se de uma força grande e amadurecida para se produzir algo de pessoal num domínio em que sobram tradições boas, algumas brilhantes. Eis por que deve fugir dos motivos gerais para aqueles que a sua própria existência cotidiana lhe oferece; relate suas mágoas e seus desejos, seus pensamentos passageiros, sua fé em qualquer beleza - relate tudo isto com íntima e humildade sinceridade.

cartas a um jovem poeta, rainer m. rilke
continua...



Sabe!?...



não é porque não tenho escrito aqui nem nos papéis que eu não tenho escrito. tenho algumas coisas na cabeça que exigem um pouco de tempo, e eu não tenho tempo. por exemplo o meu texto necessário sobre o metrô, um assunto que há tempos venho adiando.

por enquanto, estou lendo rilke, cartas para um jovem poeta. finalmente. ia colocar a primeira carta aqui, ainda vou, aguardem.
falando em cartas... não esqueci daquela que preciso escrever. que quero escrever. mas o tempo...



Sabe!?...

21.5.06

essa semana vai ser tão chata e cansativa que eu queria não ter que começá-la. tenho que escrever uma "reportagem", me preparar para outra, fazer duas entrevistas para outra ainda... sem contar as decupagens e o roteiro do documentário, as aulas do italiano que são compromissos com dia e hora muito ruins, a iniciação que está gritando socorro, olhe para mim.

com tudo isso, eu esqueci de mandar escritos para uma revista, e o prazo máximo era semana passada. não lembrei, imagine. tempo para pensar em escrever, então... e ficar com meus amigos, conversando, falando besteira e comendo chocolate?... tudo platônico de novo. e as experiências?

experiências porque eu vi um filme bobinho ontem que falava de um escritor que parou de escrever e de um carinha que queria ser escritor, e eles comentavam algumas coisas sobre escrever. e moravam na itália, num lugar maravilhoso, e bebiam vinho todo dia. eu quis tanto aquela vida. e ainda não decidi o que fazer com esta. sabe, como eu posso conseguir criar com tanta pressão? (pausa para risos dos leitores) ninguém quer me sustentar, nem meus pais, nem o namorado, ninguém sobrevive de livros, nem de jornalismo, muito menos combinando os dois, que é impossível dado que o dia tem 24 horas e é preciso dormir as vezes. eu definitivamente não decidi o que fazer com esta vida, que não está boa.

outra coisa que tinha no filme era uma máquina de escrever. o escritor mais velho dava de presente pro mais novo, dizendo que ele pensaria melhor nas palavras antes de escrevê-las se o fizesse no papel, ao invés de usar um computador. não sei até que ponto isso é verdade para mim, mas o computador facilita mesmo muito a falta de concentração, e eu penso muito menos nas palavras porque posso apagá-las com facilidade. o que dizer de um blog, então, escreve-publica?...




Sabe!?...

19.5.06

...para todas as outras, existe mastercard
aceito por garotos de programas, sex shops, telefones de auto ajuda, livrarias esotéricas e locadoras de filmes românticos - mentira, a 100% não aceita cartão

atendi o telefone ontem à noite, era uma voz de homem com sotaque quase britânico*: hi, this is mark darcy talking
era o namorado.


*ele está se esforçando

Sabe!?...

18.5.06

0 unidades alcoólicas (por enquanto) (excelente); 0 cigarros (...); 2 unidades astronômicas de carência (níveis controlados); os mesmos quilos de sempre, mas com uma barriguinha saltada há 3 dias (checar motivos); 1 namorado com barba de dez dias (nada bom)

fiz um pouco da iniciação e cansei. não dá mais pra passar horas no computador.
o namorado passou aqui com horas de atraso e ficou por cinco minutos, foi embora estudar. acho que preciso discutir a relação.
li um pouco sobre transportes, para a entrevista que vou fazer no sábado, mas cansei. eu não gosto de ser jornalista.
pesquisei mais hotéis para o mini break de junho, todos caríssimos.

assisti de novo bridget jones.
não vou comentar sobre o mark darcy/colin firth porque isso está virando obsessão.

Sabe!?...

17.5.06

Bridget: Wait a minute... nice boys don't kiss like that.
Mark Darcy: Oh, yes, they fucking do.


Sabe!?...



mais do mesmo.
acabei de assistir o filme.
nem sei o que dizer.
além, claro, de comentar que eu vou beber vinho e fazer três milhões de telefonemas porque estou carente.

(eu quis alugar pride and prejudice, o dos anos 90, com o colin firth, pra ver o mr. darcy, mas não encontrei)

(eu confesso que em alguns momentos do filme eu morri de vergonha. em outros, eu ria de felicidade. em outros, eu quis agarrar o mark darcy)

(sotaque britânico em homens de sorriso escondido e gola olímpica não é demais? com a óbvia alternativa, igualmente demais, de homens com sotaques interioranos, sorriso certinho e gola de casaco levantado)

meudeus, estou surtando.

Sabe!?...


(para descontrair)
eu entrei na comunidade "eu quero um mark darcy para mim". a princípio, a minha afiliação a esse grupo de moças românticas e solitárias se deu pela ótima idéia da comunidade, de querer um mark darcy, e não porque eu realmente quero um mark darcy (querer e não ter, o que não é o caso).
mas eu estava olhando agora uns tópicos e juro que internamente fiz "ooooooooooooooooooin" quando lembrei de cenas do filme e de como o mark darcy é tão mark darcy.
estou pensando em ir até a locadora pegar o mark darcy (1) pra mim.


Sabe!?...

16.5.06

em volta de mim, nessa posição em que estou, quase fetal, surgiria um casulo que me guardasse do resto do mundo, que me impedisse de precisar, mais que tudo que me impedisse de querer, e eu deixaria de viver por um tempo indeterminado.

minha cabeça não pára e eu pensei na única solução. não consigo dormir, não consigo ler, assistir televisão, ficar deitada olhando para o teto, fingir que nada existe, fingir que tudo importa, nada eu consigo fazer. nada.

Sabe!?...


eu preciso definir logo o que é esse problema. começo a achar que é frustração diante da minha incapacidade. eu montei uma pauta ótima, passei o dia ligando atrás de diversos especialistas em cada assunto de que eu queria tratar e não consegui falar com nenhum, com exceção de uma psicóloga que era step e virou a fonte principal. a reportagem ficou um droga, a pior coisa que eu já fiz na minha vida profissional. e é isso que eu entreguei como meu texto da semana.

sabe, não é mais só a raiva de jornalismo, a raiva desse curso que para mim não tem credibilidade nenhuma (mas me cobra mais de 300 reais e eu não posso simplesmente desistir). eu não sei o que é.

se eu desistisse, o que isso significaria? que eu desisto de jornalismo, e precisaria arranjar outro emprego? que eu desisto de me matar todo fim de semana pra nada, e isso se classificaria como preguiça? que eu desisto de fazer qualquer coisa da minha vida?


Sabe!?...

15.5.06

o maior perigo somos nós que estamos criando

resolvi fazer um boletim informativo/opinativo do que vi por aí na minha provável única incursão às ruas da cidade para checar o que anda acontecendo. pessoas que estão ávidas por notícias, refestelem-se.

a marginal pinheiros estava tranqüila às 15h, muito mais tranqüila que em dias normais. a rodovia dos bandeirantes apresentava trânsito normal, praticamente uma avenida, nos dois sentidos. em alguns pontos viam-se sinais de fumaça, todos do ônibus olhamos, era só mato sendo queimado. o posto policial também estava normal, com dois ou três policiais.

a usp fechou suas portas e encerrou expedientes às 17h, o que significa que eu não vou conseguir entrevistar nenhum professor para uma matéria que preciso entregar amanhã. isso também significa que eu não terei aula à noite, e estou grata por a paulinha me ter mandado pra casa no primeiro ônibus que eu pude pegar. não sei se o curso que eu ia fazer, de terça à quinta, vai acontecer, porque seria à noite, na usp. de qualquer forma, é provável que eu não fosse. a unicamp encerrou expediente às 16h30 e mandou todo mundo pra casa (a palavra "evacuar" está sendo usada por alguns estudantes).

jundiaí está deserta, como num feriado prolongado. quase todo o comércio está fechado, algumas poucas lojas (principalmente oficinas de carros) estão abertas. só vi uma farmácia funcionando. as bancas estão fechadas, e alguns bancos também. o fórum está fechado, o juiz mandou todos pra casa. a rua que dá acesso ao fórum está fechada e uma viatura garante isso. muitas escolas cancelaram suas aulas. no entanto, o rádio anunciou que não aconteceu nengum ataque em jundiaí hoje. ontem à noite, 3 ônibus foram queimados e dois caixas eletrônicos atacados. na sexta, dois policiais foram mortos. hoje também houve uma pequena rebelião num presídio, mantiveram por algum tempo um estagiário de carcereiro como refém (atraído por gritos de que um preso estava passando mal), bateram muito nesse estagiário, o que motivou a polícia a invadir e ter como saldo 3 presos mortos, alguns feridos e o estagiário solto, com vida mas bastante machucado. os policiais estão escondidos, todas as viaturas menos três guardadas em seus pátios - as três que andam fazem ronda pela cidade. muitos boatos correm, diversos. falou-se em escola metralhada, supermercado com reféns. boatos.

existe a possibilidade do exército agir. existe a possibilidade de estado de alerta (ou de emergência? não lembro). existe a possibilidade, que acredito ser muito real e iminente, de policiais atacando a torto e a direito com o aval da classe média encurralada em seus apartamentos. se existisse a possibilidade de um golpe, eu já o teria como certo. sabe, tenho muito medo de nós, classe média. tenho muito medo (e estou parecendo a regina duarte) do que a gente permitiria que acontecesse em nome do nosso direito de ir e vir - de que também abriríamos mão, se o fantástico fizesse mais uma reportagem com velórios, músicas de enterro e mães chorando no caixão dos filhos.

como jornalista, deveria estar nas ruas entrevistando policiais, autoridades, checando lojas e ruas fechadas ou abertas, criticando a polícia que está escondida (gentedocéo, imaginem quantos saques não poderiam acontecer?...). eu poderia estar fazendo tudo isso, mas não estou e não vou, pelo motivo ético de que tratei ali embaixo, pela minha fraqueza ética e pela falta de valores humanistas em mim. eu realmente acho que a minha cidade precisaria que eu estivesse fazendo isso e publicando em algum site, talvez aqui, porque a minha cidade só tem jornais impressos, que saem no dia seguinte, e nem são tão bons. eu deveria estar mostrando que nada está acontecendo aqui, além do medo generalizado. mas eu não vou fazer isso, e podem me criticar à vontade, que essa é uma posição altamente criticável.

notícias de última hora: meu correspondente de ribeirão preto acaba de me informar que aconteceu tiroteio no centro de lá e que civis foram mortos. as aulas noturnas da usp de lá também foram canceladas. boatos tratam de um massacre na unesp araraquara, 15 pessoas mortas por invasores que saíram atirando na odonto, mas isso não tenho como checar, então perdoem se estiver espalhando mais um boato.

Sabe!?...


ontem fizemos um jantar mexicando. cozinhamos os tacos, com direito a alface picadinho, uma graça. não teve tequila, é verdade; ficamos com o vinho, mesmo. e então eu fui dormir quase cedo, e acordei hoje com muito sono e dor de barriga. muita dor de barriga, que fez barulho a noite toda. eu sabia que aquele molhinho não ia me fazer bem.

a explosão de espinhas no meu rosto só pode ser descontrole hormonal por causa do nervoso dos últimos tempos. é a crise, é a crise. que tem muito a ver com jornalismo, mas não se esgota aí.

e, no momento, escrevo uma "reportagem" (me recuso a chamar isso de reportagem) sobre exclusão social.

eu estou muito perdida, vocês devem ter notado.

Sabe!?...

14.5.06

essa noite eu sonhei com pessoas aleatórias do colégio, de quem não tenho saudade.
meu medo é o significado disso. consigo pensar em três ou quatro sem muito esforço.

Sabe!?...

12.5.06

descobri que as minhas visitas ao meu blog estão sendo registradas como visitas originárias da suíça (desde hoje de manhã). o que isso significa?

sonhei com o truman capote sendo representado por aquele ator (como é o nome dele?) que o representa no filme, e eu não vi o filme. o que isso significa?

descubro cada vez mais que conheço muito menos algumas pessoas do que eu achava que conhecia. o que isso significa?

as pessoas do mundo sofrem de falta de coesão (além de coerência) entre suas idéias. o que isso significa?


eu estou cansada, eu não quero mais, eu desisti desse mundo faz tempo. por que eu ainda sofro com tudo isso?

Sabe!?...

11.5.06

eu sou um cidadão
tenho investido minhas últimas forças jornalísticas em cursos e reportagens, numa expectativa de que esse empenho não seja o pico de melhora antes da morte (como jornalista). isso vocês devem ter lido no comentário do último post.

o que eu não expliquei é como tenho feito isso. uma das estratégias foi tentar (e conseguir) uma vaga em um curso de seis sábados que prometia me obrigar a fazer reportagens (é o que repórteres fazem, não é?), o que, para bom entendedor, significa que eu seria obrigada a andar pelas ruas procurando pessoas que me falassem sobre alguns temas específicos, tirar fotos, tentar conversar com as autoridades, essas coisas que são trabalho de repórter. devo não ser uma boa entendedora, porque é não isso que serei obrigada a fazer, mas essas críticas não vêm ao caso, certo?

...

a outra estratégia, que me parece com mais potencial de surtir efeito, foi aquilo em que me meti nos dois últimos dias, ontem e hoje: o fórum de jornalismo da folha. não que eu tenha saído de lá desejando ser jornalista, vejam bem; o que aconteceu é que eu vi muita gente boa (eu tenho um "palestrante" preferido, mas não importa) de outros países, majoritariamente da américa latina, discutindo questões que são pertinentes no que diz respeito às situações políticas nossas e jornalismo, gente que faz coisas diferentes, que tenta fazer jornalismo bem, essas coisas. fiquei impressionada que realmente existam pessoas pensantes seguindo a carreira de jornalistas (isso é quase uma piada). no entanto, já que eu adoro fazer críticas aos outros, os jornalistas da folha eram patéticos. com exceção da eliana cantanhêde, os mediadores foram menos que medíocres. gente que edita seções da folha não sabia editar perguntas da platéia de acordo com o tema da discussão; gente que escreve e entrevista perdia deixas valiosas dos palestrantes para aprofundar questões e pulava para pontos outros e desimportantes, e por aí vai. decepcionante.

mas não era nada disso que eu queria falar, que era: hoje, exausta, com dor nas costas, muitos reais mais pobre em virtude das conduções, eu não tenho vontade de relaxar lendo literatura. se fosse para ler, leria jornal ou livro de jornalismo. e não é por gostar da profissão, nem por me importar com as transformações no mundo que o jornalismo diz ser capaz de fazer, é por mera consciência pesada. porque eu poderia ser uma boa jornalista se eu não fosse egoísta, se me importasse com o mundo e a política, se tirasse minha bundinha do sofá e participasse de manifestações (como aluna de uma universidade sem recursos ou como jornalista). se tudo isso. mas eu não quero. eu realmente não me importo, eu sou mesmo profundamente egoísta, e não vou inventar outras desculpas para ficar aqui no meu edredon quentinho, assistindo novela da globo (eu não faço isso, mas é como se fizesse).

sabem, é horrível isso, mas eu não me importo.
eu não quero aprender espanhol, porque eu acho a língua horrível, apesar de estar na américa latina (será que algum país vizinho pensou em ensinar português? por que eu, que moro no brasil - e levem em conta o poder econômico do brasil na américa latina - preciso aprender a língua deles? nós não aprendemos mandarim, aprendemos inglês, então não me venham com números de populações - e essa é a minha resposta para aqueles que ousarem me questionar sobre quantos países de língua portuguesa existem na américa latina). enfim, estou me perdendo em reflexões inoportunas. o caso é que eu sou uma egoísta, individualista, burguesinha, chamem do que quiserem, e como toda boa burguesinha tenho a minha culpa e minha consciência pesada (e isso é culpa das educações cristãs da vida), e quase me movimento para pegar o mapa da américa e anotar populações nos países, estudar sua história recente, tudo isso.

não porque eu me importo, mas porque eu deveria me importar.

e, com isso, o fórum talvez tenha cumprido a função que eu decidi que minhas estratégias deveriam cumprir, que é me transformar em jornalista. acho que hoje eu sou mais hipócrita e posso conseguir fingir que me interesso por coisas para as quais não dou a mínima.

(o título se refere à peça os 120 dias de sodoma, em cartaz no satyros. eu sou um cidadão. cidadão de que tipo? do mais comum)


Sabe!?...

8.5.06

em volta de mim, nessa posição em que estou, quase fetal, surgiria um casulo que me guardasse do resto do mundo, que me impedisse de precisar, mais que tudo que me impedisse de querer, e eu deixaria de viver por um tempo indeterminado.

Sabe!?...


a primeira vez que fiquei enjoada foi no outro sábado, quando eu estava com os músculos distendidos, tomando remédios. achei que estava zonza por causa de algum deles, fui deitar e dormi o dia todo. então passou.

depois o ônibus, porque eu insisto em ler, para adiantar as muitas leituras atrasadas.

ontem, indo pra sp, fiquei muito enjoada, e pensei que fosse por causa do carro, das curvas, do estômago vazio.

e hoje não estou me agüentando, acabei de levantar da cama quase vomitando. fiquei a tarde toda zonza, enjoada, saí do computador porque achei que podia ter alguma coisa a ver. fiquei lendo na cama, continuei enjoada, achei que podia ser leitura. deitei e fiquei respirando, acabei dormindo. acordei vinte minutos depois, agora.

obviamente não estou grávida, antes que venham com soluções simplistas para o que parece ser um pouco maior.
cheguei a pensar se pode ter a ver com o nervosismo relacionado ao documentário.
pressão? labirintite?

o quê?


Sabe!?...


depois de sete meses de montagem, estreou a peça os 120 dias de sodoma, do satyros, no satyros (espaço 2, praça roosevelt, 124, tel. 3258 6345, de quinta a sábado às 21h e de domingo às 20h30). não é porque eu assisto o grupo desde o começo, para o documentário, que eu achei demais; a peça está realmente linda, muito coerente, com os devidos trechos políticos muito bem encadeados. eu adorei, adorei.

não percam (e reservem antes por telefone, que conseguir ingresso está difícil)

Sabe!?...

4.5.06

+ eu odeio fios de cabelo que entram na minha orelha (quase no meu ouvido) quando meu cabelo preso está soltando, quando os cabelos novos estão rebeldes ou quando venta.
+ eu não consigo sentir a costura da meia embaixo dos meus dedos ou bem no limite da unha. eu tiro o sapato, não importa onde estiver, e puxo a costura para cima. também não consigo usar meia que fica sobrando embaixo no pé, tem que ser ultra esticada (mesmo que o lugar do calcanhar fique na canela)
+ eu só consigo dormir sem nenhuma luz me perturbando e sem nenhum armário ou gaveta semi abertos, e as cadeiras, do computador e da escrivaninha, devidamente empurradas contra suas mesas.
+ quando escrevo, aperto com muita força caneta e lápis contra o papel. depois de preencher uma página inteira, eu costumo passar a mão para sentir a folha toda escrita.
+ depois do banho eu passo creme anti celulite, creme na parte de baixo da perna - porque está frio e a pele fica seca -, depois sabonete anti espinha no rosto e esfoliante. todo dia, depois do último banho do dia.
+ toda manhã eu penso que estou perdendo hora e ando os 5 últimos minutos até chegar ao ônibus com bastante pressa. então eu passo por baixo do viaduto, olho pra cima, e ele está lá. mas pode sair em instantes, então eu subo a escada correndo. chego sem ar no ônibus, sento, e ele ainda demora dez minutos pra sair. todo dia.
+ quase toda manhã, eu chego na faculdade e vou olhar emails. não tem nenhum novo, na maioria das vezes, e eu sei disso antes de olhar. quando está frio, eu passo antes na lanchonete e a dona hermínia pergunta o de sempre, mariana?, e me dá um cappuccino.
+ quando eu uso maquiagem (nossa, faz tanto tempo...), pinto primeiro o olho esquerdo, e então fica tudo meio embaçado e demora pra voltar ao normal. como eu estou com pressa sempre, eu pinto o direito sem ver muito claramente, e o resultado é que as linhas de cima nunca ficam iguais, nem em comprimento, nem em espessura.
+ quando eu bebo vinho depois de um dia frio e cansativo, deito na minha cama debaixo de cobertores e fico muito vermelha no rosto, muito quentinha. daí sempre vem alguém e me interrompe, pedindo pra esquentar o jantar, arrumar a mesa, tirar a mesa, sempre. hoje eu bebi dois copos.

Sabe!?...

3.5.06

para todas as outras, existe mastercard
(regularmente pago sem dificuldades com salários de assessores de imprensa, jornalistas de comunicação interna de empresas e congêneres)

eu estava dizendo ao namorado que tinha desistido de comprar gravador, e que eu estava me proclamando uma jornalista que não usa gravador (minha memória é realmente boa + eu economizaria uma boa grana + não teria o incômodo de ficar pechinchando em galerias lotadas + confio mais em papel).

o namorado, que vem melhorando sua capacidade de armazenar informações sobre o mundo jornalístico, perguntou se eu estava indo na onda daquele cara do frank sinatra - que é o gay talese, no caso (mas exigir que ele saiba o nome é também demais). eu disse que sim, e que também o capote não usava gravador (eu ainda estava no começo do livro e achava que ia ler jornalismo).

e ia resumir, começando a dizer que os bons jornalistas...
- mari, isso é um paradoxo.
sim, sim, mas as pessoas que são jornalistas e pensam, são boas...
-...largam o jornalismo.

me digam: o namorado não é demais?

Sabe!?...


mais jornalismo (ou não)
li a sangue frio ontem e hoje.
terminei rapidinho porque é um livro interessante, prende a atenção.
muito bom para ser lido depois de alguns episódios de csi.

com isso quero dizer que é um livro de suspense bem escrito. a estrutura do livro é bastante boa, eu achei. no entanto, boa demais para ser jornalismo. não que jornalismo não possa ser bom (quer dizer...), mas é muito irreal que tudo tenha se encaixado tão perfeitamente e o capote tivesse descoberto inclusive o que o pai morto comeu de café da manhã (sendo que ele estava sozinho, a filha, que morreu, deve ter lavado a louça depois disso, e ele comeu outras coisas ao longo do dia, antes de ser assassinado, impedindo que descobrissem em necrópsia o que ele tinha comido de café da manhã). é tudo muito arrumadinho, me desculpem, mas não existe apuração assim. nem seis anos de apuração permitem isso.

eu tinha lido no prefácio que o capote era meio mentiroso; sabia também de orelhada que falam que ele era amante de um dos assassinos. sem contar as impressões que amigos tiveram dele pelo filme - ó-quêi, do ator que interpretou ele, mas se ele foi tão fiel ao capote como dizem... tudo isso fez com que eu lesse o livro desconfiada, procurando buracos preenchidos com ficção, e também que eu lesse como se fosse ficção, uma historinha de assassinatos sendo resolvida.

teve também o posfácio que li. sim, é verdade que capote poderia ter conseguido provar que os dois (ou pelo menos perry) tinham problemas mentais, e ele não fez isso. a acusação é que ele não fez isso porque precisava de um enforcamento no final, pra história ter graça.

...
..
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não sei como concluir esse post.
eu não cheguei à conclusão alguma.


Sabe!?...

2.5.06

Questionário
do blog da Paulinha [www.torredepapel.blogger.com.br]

Qual foi o último filme que você assistiu? Me recuso a contar o último-último, que foi muito ruim e não fui eu que escolhi. Antes desse, Bridget Jones - no Limite da Razão
O que almoçou hoje? Ainda não almocei, mas o cheiro é de feijão com bacon, entre outras coisas
Bebida: Coca cola bem gelada
Time de futebol: Odeio futebol e acho ridículo quem é fanático
Mapa astral: Meu signo é Aquário, eu não faço idéia do que isso significa em termos de personalidade e não sei o que é ascendente (nem qual é o meu)
Com quem você não dividiria a mesa do bar? Paulo Coelho, entre outros
O que te provoca enjôo? Avião, e ônibus ultimamente
Qual seu assunto de maior interesse? Livros
Que tipo de mulher você gostaria de ser? Segura
Para quem você tiraria o chapéu? Não sei
Qual seu tipo ideal? Moço bonzinho
O que você pretende da vida: achar uma profissão, viajar, 2 filhos e um quarto só para mim com meus livros e minhas bagunças
Que país gostaria de conhecer? Conhecer de verdade a Itália
Tem tatuagem? Onde? Não.
Que tipo de coisa você mais gosta? Livros e artigos de papelaria
O que vc fazia e não faz mais? Roer unha
Que figura mitológica mais te atrai? Não sei
Personagem preferido - telenovela: Não consigo pensar em nenhum
Personagem preferido - literatura: Snape - Harry Potter é literatura? De verdade: não sei (quem é meu personagem preferido)
Personagem preferido - seriado: Não decidi se Carrie ou Charlotte, do Sex and tha City (único seriado que eu realmente assisti)
Poeta: Álvaro de Campos/Fernando Pessoa
Quem vc gostaria que escrevesse sua biografia? Clarice, claro
Que personagem do seriado Sex and City mais se parece com você? Não decidi se Carrie ou Charlotte
Por quem os sinos dobram? Não li o livro pra saber se é bom que os sinos dobrem por alguém
O que menos se parece com vc? Baladas lotadas com pessoas jovens dançando freneticamente, fumando, caindo de bêbadas
Sua última resolução: não ler muitos livros ao mesmo tempo e começar pelo que comprei primeiro nos últimos tempos
O que mais te atrai? Inteligência
Sentimento do dia: Tédio

Sabe!?...



a minha idéia tinha surgido de uma reunião de fragmentos dos últimos tempos, como o livro sobre o jack estripador que eu tinha lido. eu estava fazendo minha iniciação nas férias e descobri uma pauta para uma reportagem de superinteressante. eu nunca tinha visto csi, nunca tinha visto nada da polícia científica além de umas viaturas passando.

comecei a investigar coisinhas, peguei fontes, li sobre perícia, cena de crime, aluguei uns dvds do csi. eu estava empolgadíssima até os últimos dois minutos, quando descobri que a revista mundo estranho fez reportagens de capa sobre o csi e acabou incluindo a minha idéia no meio.

eu estou agora sem pauta, precisando fazer uma reportagem, decepcionadíssima.
por que o maldito csi tem que estar na moda bem agora que eu tive essa idéia?

*suspiro de quase choro*

Sabe!?...

1.5.06


adendos

- how do men in tuxedos make you feel?
a) claustrophobic - formality is not your thing
b) hot under the collar
c) indifferent - you're only after what's under the clothes

- what do you find appealing about daniel cleaver?
a) what's there not to like?
b) the fact that he's a man
c) nothing. he's far too charming to be trustworthy

- is daniel a good kisser?
a) is the sky blue?!? to you he's sex on legs
b) you prefer a man who remembers your name in the morning
c) looks okay but you'd have to try him out yourself to find out

***
you're a mark sort of girl

Sabe!?...


Bridget Jones: [diary] Have never been happier in entire life. However, must not obsess or fantasize.
[pause]
Bridget Jones: Bridget Darcy; Mrs. Darcy; Mr. and Mrs. Darcy; Lord and Lady Darcy!


o namorado foi viajar e eu fiquei em casa, tinha tudo planejado até não poder mais andar (culpa da academia, distendi 2 músculos) e os planos irem por água abaixo. ele estava no pelourinho e eu deitada no sofá vendo bridget jones. claro que eu trocaria o filme pelo pelourinho, ou melhor, por qualquer viagem, mas não foi o que aconteceu e eu vi todos os extras do filme, as cenas deletadas, as entrevistas, tudo.

e fiz o teste.

Mark Darcy: Bridget, will you stop? Stop staring at me while I'm asleep. Now, find something to do.

sim, senhoras e senhores, o teste.
"who's your man?", ou algo do gênero.
prometo que vou refazer pra copiar as melhores perguntas e colocar aqui. eu esqueci de fazer isso antes, e algumas perguntas são realmente muito boas, tendo em mente que é um teste com humor britânico, baseado no filme bridget jones, e direcionando para o seu tipo de homem. me diz: tem como ser melhor??

eu não ia contar, mas vocês iam ficar curiosíssimos e não teriam como levantar hipóteses sobre a resposta: o meu deu mark darcy.
óóóóóóóóó..., posso ouvir desse lado.
pois é, crianças. mark darcy.
(e aqui eu vou copiar o que o teste diz sobre ele, quando eu editar o post com as perguntas)

Bridget Jones: It's me. Just wondered how you are.
Mark Darcy: I'm fine thanks. Everything alright with you?
Bridget Jones: Fine, though, er, I've just had a rather graphic shag flashback. You do have a genuinely gorgeous bottom.
Mark Darcy: Right, well, thank you. I'm actually with the Mexican Ambassador just at the moment and the Head of Amnesty International and the Under Secretary for Trade and Industry and you're on speakerphone.
Bridget Jones: Oh, right.


talvez vocês não tenham notado, mas eu adorei o teste.
foi um momento de total regressão, deixaver, 12 anos, mundo platônico à minha volta (...). foi legal.

*suspiro*

em alguns segundos fico séria, adulta e madura de novo. antes disso: gente, eu adoro esse filme.

(só lembrando agora, quando eu fiz o teste vocacional, uma das coisas que a psicóloga falou é que meu qi é ótimo, mas meu qe - que vem a ser quociente emocional - é péssimo. eu sempre lembro disso, porque eu concordo plenamente. e todo esse post só justifica isso. e todo resto)

***post a ser editado***

Sabe!?...