de mel


mariana d 22
::arrogante::
::egoísta::
::luxuriosa::
é o que dizem. por mim, tudo bem

::de que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas dentro da sua cabeça::


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30.9.06

acho incrível: me recriminam no meu próprio blog por ser mal humorada.
dá licença?


(quando eu decido ser ou fazer alguma coisa, gosto de me destacar por ela. de que adianta um mau humorzinho cotidiano? não, eu quero mais. eu quero os extremos)

Sabe!?...

28.9.06

tem pouca coisa que eu odeio tanto quanto barulho de pessoas comendo. eu não me incomodo se são o lugar e a hora apropriados, quando a pessoa se dedica só a isso - daí pode fazer quase qualquer barulho. o meu problema é com pessoas que escolhem as horas menos oportunas para comer. e então sempre escolhem aquelas coisas que mais fazem barulho, como as bolachas mais crocantes do mundo. e ficam mastigando, mastigando, e aquele barulho. o pior de tudo são as maçãs. eu odeio maçãs. quando eu vejo alguém sacar uma maçã, começo a ficar neurótica. às vezes até mudo de lugar. parece que fazem questão de abrir o máximo que conseguem da boca para tirar o maior pedaço e fazer aquele grande barulho, irritante. e então ficam mastigando, mastigando. e o pior são aqueles que parecem passar fome, de tão desesperados que mordem e mastigam. se bem que os lerdos também irritam.

hoje, no ônibus lotado, duas pessoas sacaram suas maçãs, uma na minha frente, outra atrás. antes a menina da frente bebeu uma garrafa inteira d'água em dois goles, e entre eles ficou ofegante como se tivesse corrido a maratona. meudeus, eram sete e meia da manhã, ela não pode beber com menos sede?... queria que tivesse engasgado, entrado água pelo nariz. eu não tinha como fugir do barulho das maçãs, estava tudo lotado. meu mau humor começou aí, eu nem poderia imaginar que meu dia seria tão ruim. e ainda são dez e meia da manhã.

para entrar no ônibus, fiquei dependurada quase em cima do motorista, como acontece todo dia nessa merda de cidade, com essa merda de planejamento de trânsito. os ônibus passam aqui a cada meia hora, e muita gente do bairro estuda na usp. é muito errado, eu me revolto muito toda manhã. faz só um mês. então fiquei espremida até a metade do caminho. foi uma hora de pé, porque eu ficava sempre nos lugares onde os banquinhos não vagavam. fui a viagem toda de pé, com um saltinho, uma bolsa pesada, ninguém ao menos se ofereceu pra segurar minha bolsa. no caminho, olhando para o relógio, torcendo para o professor atrasar cinco minutinhos a mais.

desci correndo, preocupadíssima com o horário (odeio chegar atrasada nessa aula, principalmente às quintas, quando a porta fica na frente, e não no fundo da sala, e é preciso passar na frente do professor para sentar). cheguei, o sapato fazendo bolha, e tinha um recado de que o professor estava doente, não teria aula. 8h20, eu tinha acordado 6h20. fui para a biblioteca pegar um livro - mas ela só abria às nove (outro absurdo, onde já se viu??...). fiquei sentada tentando ler, mas 3 velhos chatos não paravam de conversar. podiam ao menos ter sentado no mesmo banco, mas não, um de cada lado do corredor, gritando. abriu a biblioteca, aquela fila para guardar a bolsa, achei o livro. ah, não podia retirar. eles têm 20 exemplares do mesmo livro, mas eu não podia retirar porque era da coleção didática. foda-se a coleção didática, eam 20 exemplares!!! isso porque a moça da biblioteca tinha me dito, ontem, que mesmo quando estão na coleção didática, alguns exemplares, dos 20, podem ser retirados. não, não podem.

9h20, e eu ainda precisava andar até a minha faculdade para pegar uma merda dum atestado para a bosta do contrato. peguei o papel, voltei pro ponto de ônibus (que era do lado de onde eu estava antes). 9h35, o ônibus passou. só cheguei em casa às 10h35.



eu só queria alguém do meu lado, alguém conhecido que me ouvisse, me abraçasse, concordasse comigo e me colocasse na cama para dormir. sentar no canto e chorar muito, dormir para sempre. tentei pensar em alguma coisa muito boa que me animasse, e não consegui pensar em nada. em nada. não, não está bom, nada está bom. eu não quero mais.

Sabe!?...

26.9.06

cidade grande faz a gente sentir diferente. é óbvio, eu sei. na maioria das vezes faz a gente se sentir pior. eu acho. não é a frieza das pessoas, o trânsito, o cinza, o ar sujo. é isso, mas também, principalmente, é a infinidade de possibilidades de caminhos, de pessoas, de compras, de comidas. de possibilidades. isso não é bom para quem não sabe escolher. mas também não é bom para quem escolhe sempre, e muda. ou para quem escolhe sempre o mesmo e esquece das outras possibilidades. o mundo, aqui, é mais complexo. mais grande de maior. e isso é triste, triste. e eu quis agora mostrar pra vocês como foi que o professor, no meio da conversa, falou que se chamar raimundo é rima, não solução. porque não tem solução. e eu não quero estragar as poesias falando do que todo mundo já sabe, ou pode ler melhor nelas.

a cidade ser grande nem é meu maior problema.

hoje lembrei de duas vezes em que tive pânico em são paulo. a primeira foi quando era noite, fim de tarde, e eu desci errado do ônibus. era pra descer no túnel da nove de julho e eu desci muito antes, 3 ou 4 quilômetros antes. e achei que era perto, e comecei a andar. estava escuro, tinha pouca gente na rua, carros estranhos passando, ônibus meio vazios. eu podia ter subido em outro ônibus, mas tinha medo de entrar em um daqueles que fazem trajetos mirabolantes e ir parar muito longe, lugar desconhecido, sem volta. então continuei andando. quando cheguei ali nos jardins, entrei numa rua, achei um orelhão e liguei para quem podia me buscar. ele foi, foi rápido, me falou pra ter calma. era um medo irracional, era desespero. eu entrei no carro e chorei muito, como criança.

outra vez foi esse ano, ou ano passado. o carro estava estacionado no centro, centrão, perto da sé. e eu tinha que ficar dentro esperando, porque estava estacionado em lugar proibido. e era para ser rápido, mas durou 20 minutos, 30, horas, dias. a chave estava comigo e alguns homens estavam sentados na calçada - era meio-dia, mais ou menos -, e eles ficavam me olhando. estava quente mas eu não abria os vidros. sentei no banco do motorista só para fingir que podia sair a qualquer momento, mas eu não podia: estava no centro, se eu saísse daquela rua, não voltaria mais. eu não conheço as ruas do centro. muito menos dirigindo. foi esquentndo, demorando, celular sem bateria. a todo momento eu olhava para cima na rua, procurando o amarelinho que ia me multar e me mandar tirar o carro - pra nunca mais voltar. então ele voltou, sentou no banco no motorista, e mais uma vez eu chorei muito.

eu tenho medo.

Sabe!?...

21.9.06

porque eu estou relendo o diário de anne frank - fins profissionais -, só consigo pensar em frases de diário de menina de 13 anos. frases em ordem direta, uma depois da outra sem muito planejamento, reclamações e coisinhas do dia-a-dia.

chato, eu sei.

então não vou contar tudo. vou guardar o mais legal para exemplificar as minhas muitas teorias que pululam todo dia.

antes de terminar, só isso: meu humor do dia é definido pela quantidade de pessoas no ônibus e o tempo de espera no ponto - que varia de -2s a 40 minutos.
e mais uma: o professor de literatura me fez acreditar em astrologia sem ao menos mencionar essa palavra. preciso me proteger mais e melhor das muitas influências. principalmente quando elas têm a ver com o meu fetiche de conhecimento - mas essa teoria ainda está sendo desenvolvida, estou procurando os conceitos mais exatos para não criar mal entendidos. ciência é assim, gente.

:)

Sabe!?...

19.9.06

anotações
(ou small talk, porque a parte séria eu estou guardando só pra mim)

pessoas de pouca escolaridade, quando contam uma história, usam muito pouco o discurso indireto. eles abusam dos diálogos reproduzidos - ao vivo, imagino (porque eu só leio transcrição), fazem vozinhas para diferenciar os personagens. pode ser a conversa mais estúpida, ou o diálogo mais insignificante; aparece com discurso direto. um exemplo inventado: daí eu falei "oi, tudo bem?", e ele respondeu "tudo bem, como você tá?" "eu tô bem, trabalhando muito, e você?", "ah, também" "então tá, depois passa em casa". um exemplo bobo, mas os casos que encontrei não são muito mais profundos, não.

outra coisa que observei é que essas pessoas, ao se referirem a uma ação em que não importa quem a realizou, não falam na terceira pessoa do plural: bateram no meu carro. falam na terceira do singular: bateu no meu carro. isso é muito estranho, e eu já vi vários casos.

no mais, é isso.

Sabe!?...

18.9.06

tenho pensado bastante sobre tudo mas não tenho muito tempo para dividir com as pessoas. sempre foi assim, e eu sei que é ruim, do ponto de vista de uma vida além da sobrevida. mas tem sido sempre assim, e eu sou sozinha.
(mas isso é outro pensamento desconexo, e dos menos importantes. talvez)


Sabe!?...

15.9.06

essa sensação veio em boa hora.

cheguei em casa às quatro e meia, sexta-feira quente. tirei a roupa toda e fui dormir um pouquinho. delícia. acordei uma hora e pouco depois, tomei banho. tô comendo chocookie. bebendo água gelada.

se não fosse embora hoje pra casa, ligaria agora mesmo para umas pessoas, pra ir pro bar beber. tô precisando de uma cerveja.

quem sabe sexta que vem. toda sexta vai ser assim, chegar cedo em casa. vocês não morrem de inveja?

putamerda, como eu adoro sexta-feira.

esse post veio em boa hora.

Sabe!?...

14.9.06

freddy...
mary...

*silenciando*

Sabe!?...

11.9.06

relatório.

o que eu mais fiz em casa, por enquanto, foi lavar louça. talvez eu tenha tomado mais banhos, não sei.

a mesa está em seu devido lugar (mais ou menos), depois do namorado e de seu roomate terem passado uma hora carregando o peso de 80 kg pelas escadas até o 13. andar. o pagamento é a pizza já programada para esa sexta, ou a outra.

estou exausta, com bolhas, as mãos secas, os cabelos molhados, muito sono, tpm se aproximando e essa solidão. vou dormir de novo sozinha, pela segunda noie consecutiva. mas eu aprendi: a tv está ligada em qualquer porcaria.

e amanhã, aula cedinho, e trabalho.

*suspiro*

Sabe!?...

6.9.06

remember, remember, the sixth of september
impressionante.
entreguei meu relatório, crianças. 250 páginas de palavras pensadas e escritas e revisadas por mim. uma gracinha, vocês não imaginam. tão, tão feliz. e muito mais leve.no momento, esperando o namorado para um feriado de comer e dormir. enquanto ele não chega, arrumar as malas e tomar vinho, com mark darcy dizendo fofamente que também já está com saudade.

descobri hoje que eu vou voltar a aguardar ansiosamente as sextas-feiras. isso é natural de quem trabalha.

no momento, lavando louça e arrumando malas.
bye, beibes.

Sabe!?...

5.9.06

são 23h55 e eu estou sozinha em casa: meu tio foi viajar há pouco mais de uma hora e o namorado está em sua casa a duas quadras daqui tentando descansar para amanhã. só ouço o barulhinho das teclas (que não é tão alto em um laptop) e os caminhões de lixo e motos barulhentas que passam. a geladeira também está funcionando, e a gente só percebe à noite porque é quando existe o silêncio.

acabei de levantar pra pegar suco de uva e hersheys com morango e cookies. não tem ninguém no messenger para pelo menos me distrair um pouco. eu não gosto de silêncio; se não fosse o relatório, eu teria parado na travessa da teodoro e buscado a lia. e teria telefonado pra paulinha vir junto, se ela não estivesse noutras terras. e o gui. eles adoram esse chocolate. tem também na geladeira o suco de morango que o namorado adora. e tem dvds. eu queria estar assistindo bridget jones, mas não posso. e não ligo a música para disfarçar o silêncio porque a música desconcentra, e eu preciso ainda ler 2 livros para escrever alguns trechos de relatório.

a vida de morando sozinha ainda não começou, pelo menos não os lados bons. estou colhendo logo de cara as partes ruins: trânsito anormal para chegar em casa sem ninguém me esperando, falta de blusas por não ter previsto esse frio, nem fogão, nem ebulidor, nem microondas para fazer um chá quente, silêncio absurdo, porcarias para comer, saudade do cachorro. sem contar a minha cama estranha.

é, deve ser sempre assim.

Sabe!?...

4.9.06

home sweet home
estou instalada. tenho uma cama que parece ter uma lombada na região da minha barriga, de forma que eu durmo com a cabeça e os pés em um nível inferior, pelo menos aparentemente. ela é novinha, de mola, toda certinha. Talvez eu que não tenha me acostumado.

a primeira noite foi ruim, demorei muito tempo pra dormir, estava cansadíssima, acordei cedo hoje e passei frio à noite. foi um frio inconsciente, não parei para pensar que era só levantar e pegar um cobertor do meu tio. o frio de agora, no entanto, está bem consciente. meus dedinhos do pé estão congelando.

hoje vou jantar no shopping e talvez comprar um casaco lá. vinho também seria uma boa, mas eu preciso ficar sóbria e terminar meu relatório, que entrego na quarta. é verdade que as idéias brotam depos do vinho, mas não posso correr o risco de ter sono. eu devia comprar guaraná em pó (porque não tenho como esquentar água para fazer café).

além disso, primeiro dia no trabalho. acabei só agora o que tinha de fazer hoje, em meia hora vou pra casa. nenhuma avaliação ainda, não sei se é bom ou ruim. por enquanto parece ok. tirando que a ana, minha chefe bixete, sumiu há algumas horas, foi não-sei-pra-onde, sem celular, e nós vamos juntas embora hoje. talvez às sete.

preciso de um banho quente, de um chá quente, de chocolate. e de paz, sem relatório, sem tradução. para poder simplesmente chegar em casa e ler um livro que não seja de jornalismo científico.


Sabe!?...

3.9.06

mudança para são paulo
a primeira leva está toda encaixotada esperando o namorado passar com o carro grande.
estou indo para são paulo.

eu poderia contar de todos os pesadelos que tive, dos medos, das raivas, das milhares de preocupações. melhor deixar quieto. quando a gente não conta, parece que não existe, às vezes. (eu também poderia falar muito sobre isso, mas deixo pro meu relatório de iniciação)

quem quiser me ligar sem pagar interurbano, eu tenho um telefone que começa com 38, agora.

Sabe!?...

2.9.06

mudança para são paulo
eu já tenho uma cama, devidamente (mal) posicionada no quarto, uma mesa de quatro lugares sendo construída, pratos e copos e talheres para quatro pessoas, potinhos de prasco para o transporte de comida (jdí-sp), panos de prato. uma das coisas mais importantes que faltam é o sofá. e, claro, fazer o fogão funcionar, mas isso vai demorar. vou comer no shopping essa semana.

mas o motivo desse post é outro.
acho que a festinha de inauguração, com o tema independência ou morte - 7 de setembro vai ser adiada, ainda não sei por quanto tempo. é preciso ter o sofá e bebidinhas + comidinhas, antes de tudo. e acho que a festa vai ter que ser parcelada, a cada dia eu convido um grupo de pessoas. não é por nada, mas a casa tem poucos copos, sabe.

uma idéia era fazer um chá de cozinha.

Sabe!?...